Eleitores vão às urnas neste domingo para escolher representantes em seis cargos

Primeiro turno será realizado das 8h às 17h; eleitores que estiverem na fila no horário de encerramento terão direito a votar

Eleitores vão às urnas neste domingo para  escolher representantes em seis cargos
(Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE)

Neste domingo (4), 158.745.463 eleitores estão aptos a votar para escolher deputados estaduais ou distritais, deputados federais, senadores, governadores e presidente da República. A votação ocorre das 8h às 17h. Quem estiver na fila às 17h terá assegurado o direito de votar.

Este será o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Ao final da apuração, já serão conhecidos os deputados e senadores eleitos. Também poderão ser definidos governadores, vice-governadores, presidente e vice-presidente da República, caso algum candidato alcance a maioria dos votos válidos. Se nenhum candidato obtiver esse resultado, os dois mais votados disputarão o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

No Rio Grande do Sul, 8.526.233 eleitores estão aptos a votar para escolher 55 deputados estaduais e 31 deputados federais.

Na 89ª Zona Eleitoral, com sede em Três de Maio, são 37.687 eleitores distribuídos entre seis municípios: 18.464 em Três de Maio, 5.660 em Boa Vista do Buricá, 5.505 em Independência, 3.219 em Alegria, 2.592 em Nova Candelária e 2.247 em São José do Inhacorá.

Para orientar os eleitores sobre o dia da votação, o Jornal Semanal conversou com a juíza eleitoral da Comarca de Três de Maio, Dra. Vanessa Teruya Bini Mendes. A magistrada explicou o que é permitido e proibido no dia da eleição e reforçou os principais cuidados que devem ser observados por eleitores, candidatos, partidos, federações, coligações e cabos eleitorais.

 

“A escolha é individual e deve ser feita livremente, de acordo com a consciência de cada eleitor”, destaca a juíza eleitoral Vanessa Teruya Bini Mendes (Foto: Divulgação)

 

Manifestação individual é permitida

Segundo a juíza, o eleitor pode manifestar individual e silenciosamente sua preferência política no dia da eleição. É permitido, por exemplo, usar camiseta, broche ou adesivo e portar bandeira de candidato, partido, federação ou coligação.

A manifestação, entretanto, não pode se transformar em propaganda coletiva. São proibidas aglomerações, uso de roupas ou materiais padronizados, manifestações ruidosas, abordagem de eleitores e tentativas de convencimento.

Para candidatos, partidos, federações, coligações, equipes de campanha e cabos eleitorais, são proibidas práticas como boca de urna, arregimentação de eleitores e distribuição de propaganda eleitoral.

Também não podem ser publicados novos conteúdos de propaganda na internet nem realizados impulsionamentos no dia da votação. Conteúdos publicados anteriormente podem permanecer disponíveis, desde que não sejam novamente impulsionados.

Outra prática irregular é o chamado “derrame de santinhos” nos locais de votação ou nas vias próximas, mesmo quando realizado na véspera da eleição.

A fiscalização partidária é permitida. Fiscais credenciados podem acompanhar os trabalhos de votação, respeitando as regras da Justiça Eleitoral. Eles também podem utilizar crachá com o nome e a sigla do partido, federação ou coligação. O uso de vestuário padronizado, porém, não é permitido durante os trabalhos.

 

É vedado o uso de celular na cabine de  votação

Um dos cuidados destacados pela juíza é o uso de aparelhos eletrônicos. O eleitor não pode entrar na cabine de votação portando celular, câmera fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento que possa comprometer o sigilo do voto, mesmo que o aparelho esteja desligado.

Antes de votar, o eleitor deverá deixar o equipamento no local indicado pela Mesa Receptora e poderá retirá-lo depois da votação. “A finalidade dessa regra é preservar o caráter secreto do voto”, explica Vanessa.

Para votar, é necessário apresentar documento oficial com fotografia ou o e-Título com foto. Entre os documentos aceitos estão carteira de identidade, identidade social, passaporte, CNH, certificado de reservista, carteira profissional reconhecida por lei e carteira de trabalho física.

Os documentos podem ser aceitos mesmo que estejam com a validade vencida, desde que seja possível comprovar a identidade do eleitor.

 

Ordem de votação

A ordem de votação também deve ser observada. Na urna, o eleitor votará para deputado federal, deputado estadual, senador para a primeira vaga, senador para a segunda vaga, governador e vice-governador e, por fim, presidente e vice-presidente da República.

A votação ocorre por meio da digitação do número do candidato ou, quando cabível, da legenda partidária. Na tela da urna serão apresentadas as informações correspondentes à escolha, permitindo a conferência antes da confirmação do voto.

Neste ano, cada eleitor escolherá dois senadores. Por isso, a juíza recomenda que os eleitores levem uma “colinha” em papel com os números dos candidatos anotados na mesma ordem em que aparecerão na urna. “Essa é uma forma simples de evitar dúvidas durante a votação. Sempre que houver alguma dificuldade, o eleitor deve procurar os mesários da seção, que estarão preparados para prestar as orientações necessárias”, destaca.

 

89ª Zona Eleitoral não registrou denúncias até 25 de setembro

Na 89ª Zona Eleitoral de Três de Maio, até o dia 25 de setembro, não haviam sido registradas denúncias relacionadas à propaganda eleitoral irregular, compra de votos ou outros crimes eleitorais.

A juíza ressaltou, porém, que a Justiça Eleitoral permanecerá atenta durante todo o processo. “A JE permanece atenta e preparada para receber e analisar eventuais notícias de irregularidades, adotando, dentro de suas atribuições, as providências necessárias para resguardar a legalidade, a normalidade e a legitimidade do processo eleitoral”, afirma.

A estrutura da Justiça Eleitoral estará mobilizada antes mesmo da abertura das seções e seguirá em atividade durante a votação e após o encerramento dos trabalhos.

Um dos principais focos será o suporte aos mesários, responsáveis por funções essenciais no funcionamento das eleições. Segundo a magistrada, haverá uma estrutura preparada para esclarecer dúvidas e solucionar eventuais ocorrências com agilidade.

A Justiça Eleitoral também estará disponível para orientar eleitores sobre locais e seções de votação, procedimentos na urna e outras dúvidas que possam surgir durante o pleito.

Além disso, será acompanhado o funcionamento dos locais de votação, com atenção a eventuais problemas estruturais, elétricos, logísticos ou operacionais.

 

Participação consciente é destacada pela Justiça Eleitoral

Para a juíza Vanessa Mendes, a participação do eleitor é fundamental para o funcionamento das eleições. Ela orienta que cada cidadão exerça o voto com liberdade, consciência e responsabilidade. “O voto é uma importante forma de participação na vida democrática e é recomendável que cada cidadão se prepare para fazer suas escolhas. Isso significa buscar informações em fontes confiáveis, conhecer os candidatos e suas propostas e refletir previamente sobre a decisão que será tomada na urna”, afirma.

Entre as recomendações para o dia da votação estão conferir antecipadamente o local e a seção eleitoral, conhecer a ordem dos cargos na urna e organizar os números dos candidatos escolhidos. A “colinha” em papel é permitida.

A magistrada também orienta os eleitores a buscar informações nos canais oficiais da Justiça Eleitoral, especialmente diante do grande volume de conteúdos compartilhados nas redes sociais. “Em caso de dúvida sobre o processo eleitoral, o procedimento de votação ou o local onde votar, a orientação é sempre verificar a informação antes de compartilhá-la”, ressalta.

A juíza eleitoral destaca que a realização das eleições envolve o trabalho conjunto de servidores, mesários, colaboradores e diversas instituições. “A participação do eleitor é fundamental para o bom andamento dos trabalhos. Comparecer preparado, portar documento adequado, respeitar as orientações dos mesários e as regras aplicáveis aos locais de votação e comunicar eventuais irregularidades pelos canais próprios são atitudes simples que contribuem para uma eleição tranquila. Que cada eleitor possa comparecer às urnas informado, preparado e livre para fazer suas próprias escolhas”, conclui.