Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

Rafael Pinheiro, 23 anos, faz parte do time de colaboradores da empresa Gôndolas Mar-Rio de Três de Maio. Mesmo sem a necessidade de empregar pela Lei de Cotas (em empresas com mais de 100 colaboradores a contratação é obrigatória), a empresa dos irmãos Marcos e Mário Kleinert contratou o aluno da Apae há cinco anos, após uma visita da equipe da instituição aos empresários. Rafael é um dos 18 alunos assistidos pela Apae local, que estão inseridos no mercado de trabalho, através de empresas parceiras

Semana Nacional  da Pessoa com  Deficiência Intelectual e Múltipla
Rafael Pinheiro, 23 anos, faz parte do time de colaboradores da empresa Gôndolas Mar-Rio de Três de Maio

Valorizar e preparar para incluir: 
Apae de Três de Maio celebra inserção de alunos com deficiência no mercado de trabalho

 

Atualmente, 18 alunos estão contratados, atuando em cinco empresas com as quais a instituição tem parceria: John Deere, Lojas Quero-Quero, Gôndolas Mar-Rio, São José Industrial e Lojas Colombo

 

Estudar, se capacitar e conseguir um trabalho, conquistando independência financeira, realização pessoal e valorização profissional. A maioria das pessoas consegue visualizar e almejar isso. As pessoas com deficiência também! Afinal, conseguem provar que limitações físicas ou mentais não significam baixa capacidade produtiva. Ou seja, elas são capazes de entregar excelentes resultados.


Por isso, a Apae de Três de Maio, ao longo de sua história, tem contribuído para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, valorizando-as e enaltecendo as habilidades de cada uma. Registros dão conta de que desde a década de 90 a instituição já abria caminho neste processo de inclusão dos alunos no mercado de trabalho.


Ao longo dos anos, diversas empresas locais e regionais foram demonstrando interesse em abraçar esta causa, fortalecendo e desenvolvendo a inclusão de sua forma mais funcional.
Atualmente, a instituição tem parceria com cinco empresas: John Deere, Lojas Quero-Quero, Gôndolas Mar-Rio, São José Industrial e Lojas Colombo, com vista à destinação de vagas aos assistidos pela entidade, empregando 18 alunos.

 

Profissionais da Apae preparam e acompanham alunos para o mercado de trabalho

Os assistentes sociais da Apae de Três de Maio, Fabiane Freoder e Leandro Steiger, que atuam com a inserção dos alunos nas empresas, destacam que, por meio do trabalho, as pessoas com deficiência desenvolvem autonomia, autoestima, qualidade de vida e se desenvolvem pessoalmente como cidadãos que contribuem na sociedade. “Cada um deles têm um perfil diferente. No geral, são responsáveis, dedicados, prestativos e cumpridores de regras, sendo que os outros colaboradores os recebem com empatia e a integração é tranquila”, contam.


Leandro ressalta que a admissão do trabalhador com deficiência no mercado de trabalho é um direito constitucional e também um papel social importante de inclusão e respeito. De acordo com a Lei 8213/91, é obrigatório para empresas com mais de cem colaboradores a contratação de profissionais com deficiência, obedecendo o percentual que varia de 2 a 5% de acordo com número de empregados. De 201 a 500 funcionários a cota é de 3%, de 501 a 1000 funcionários, cota de 4% e, de 1001 em diante, a cota é de 5% dos colaboradores. Também conhecida como Lei de Cotas, integra uma série de direitos garantidos pela legislação brasileira aos 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência.


Conforme a psicóloga Beatriz Pletsch, a preparação começa com a identificação das competências e perfis profissionais dos alunos que têm idade para o trabalho. Depois, são mapeadas as oportunidades com as empresas parceiras e feito um levantamento das necessidades ou adaptações para a execução da função, assim como a preparação para o mercado de trabalho.


Após a inclusão, é realizado o acompanhamento para o melhor desempenho nas tarefas e também na sua nova rotina. “No acompanhamento, o aluno assistido pode trazer questões relacionadas à ansiedade e ao medo do novo emprego, do que terão que enfrentar, inseguranças relacionadas as tarefas que irão desempenhar, além de serem trabalhadas a nova rotina, responsabilidades e deveres, hábitos de higiene, alimentação e de sono, o uso contínuo de medicação, caso necessário, e as relações interpessoais, sendo que esse assunto geralmente é um dos geradores de ansiedade”, explica a psicóloga.

 

Programa COMVIDA, desenvolvido na São José Industrial, tem como propósito promover a diversidade e inclusão dentro da empresa

A empresa São José Industrial, de São José do Inhacorá, tem em sua equipe 11 pessoas com deficiência. Destas, oito chegaram até a empresa por intermédio da parceria com a Apae de Três de Maio.


Fernando Berndt foi contratado em 2013 e em 2018 ingressaram Elisandra Bonmann, Altir Spohr, Graciele Lesses e Cleiton Fernandes. E, no início deste mês de agosto, os alunos Janice Terezinha Hunnoff, Viviane Werich da Silva e Ériton Machado de Souza foram contratados.


Aliás, a primeira contratação de pessoa com deficiência pela empresa ocorreu em 2013, de um aluno da Apae. De acordo com Charline Fernanda Reidel, do setor de Gestão Humana da empresa, a Apae prontamente lhes atende com indicações de alunos para ingressarem no mercado de trabalho e também atua realizando o primeiro contato com os familiares, os trazendo até a empresa para as entrevistas presenciais.


Os setores de atuação deles variam, desde áreas produtivas, administrativas e também nas áreas de suporte da divisão industrial realizando as atividades. “O trabalho deles é muito significativo e traz os resultados esperados pela organização”, afirma.


Charline destaca que ter colaboradores com deficiência é muito desafiador, tanto para a empresa quanto para o time de funcionários. “Tendo em vista essa oportunidade eminente, a São José Industrial possui um programa institucional chamado COMVIDA, que tem como propósito promover a diversidade e inclusão dentro da empresa. É um programa humanizado que vai muito além do cumprimento das cotas exigidas. Ele propicia o desenvolvimento das pessoas com deficiência, mas muito além disso, gera a cultura de pluralidade na organização.”
Sabendo da importância do acompanhamento e integração deles no ambiente de trabalho, a São José Industrial também conta com um sistema de apadrinhamento, sendo que todos as novas pessoas com deficiência recebem um padrinho – colega que é responsável pelo seu acompanhamento.

 

 Janice com o padrinho Eduardo Farias, diretor industrial

 

Eriton com o supervisor Marcos e o padrinho Ademir

 

Viviane com a madrinha Tatiane

 

 

“Eles se empenham 100% no que se propõem a fazer”

A Lojas Quero-Quero de Três de Maio emprega, hoje, três pessoas com deficiência, todas oriundas da Apae local: Jaime Panzer, Alan Bonfanti e Alexandro Neuhaus. 
Conforme o gerente, Edelson Leichtweis, os três – cada um com sua habilidade e limitação –, se empenham 100% no que se propõem a fazer. “Eles têm dificuldades, mas isso não impede que desenvolvam o trabalho com excelência. Aqui, são iguais aos outros, tanto dos direitos quanto nos deveres: cumprem horários, ganham benefícios. Eles precisam se sentir incluídos e que saberem que são importantes para o sucesso do trabalho.”


A equipe, que conta com 28 funcionários, acolheu muito bem eles, segundo o gerente. “Eu vejo isso como muito fácil de ser assimilado. Afinal, o mais importante é o respeito entre todos. Não se pode mais admitir preconceito. Vivemos em sociedade, cada um com suas habilidades e limitações”, reforça.


Na gerência da filial desde dezembro de 2017, Leichtweis conta que quando chegou em Três de Maio, a loja já contava com o trabalho do Jaime e do Alan. “Contatei a diretora Nadir, a fim de ver a disponibilidade de termos mais um colaborador com deficiência. Então a instituição, por meio dos profissionais, indicou o Alexandro. Conversamos com ele e com a família e efetuamos a contratação.”


Ele atua como auxiliar de estoque, auxilia os colegas na entrega de produtos e separa mercadorias. E é colega de setor do Jaime, que está na empresa desde 2014. Brincalhão com todos, o gerente diz que, embora sem saber Libras, entende o que o funcionário quer lhe dizer, por meio de gestos e sinais. “Eu também consigo transmitir minha mensagem a ele. A experiência diária proporciona isso.” E o Alan atua como auxiliar operacional desde 2015. Ele repõe produtos, passa pedidos na fila, ajuda na limpeza e leva produtos nos carros dos clientes.


Os três, quando questionados sobre como é trabalhar na Quero-Quero, dizem que gostam dos afazeres e do ambiente de trabalho. “Para mim, é uma superação de vida estar aqui”, diz Alexandro. “Nos sentimos muito bem acolhidos por todos”, declara Alan. Jaime, por meio de sinais, confirmou o que os colegas disseram.  


“Todos eles são muito queridos por todos! Cada um cativa à sua maneira. Aliás, de um tempo para cá, percebo que os clientes veem de forma natural. Recebo inúmeros elogios pela empresa incluí-los. E isso é um feedback importante. A empresa valoriza muito a inclusão, o respeito e a diversidade. Venho de outras filiais, onde também havia pessoas com deficiência na equipe. Eu sinto que a dedicação delas é grande e quanto mais eu incluir, mais consigo unir a equipe”, revela o gerente, Edelson.

 

Alan, Jaime e Alexandro com o gerente da Quero-Quero, Edelson

 

Quando a preparação encontra a oportunidade

Rafael Pinheiro, de 23 anos, faz parte do time de colaboradores da Gôndolas Mar-Rio há cinco, tendo ingressado na empresa sem a necessidade da Lei de Cotas. Ele é auxiliar de produção e conta que é muito bom trabalhar na empresa, sendo que o que mais gosta de fazer é trabalhar no setor de pintura.


Conforme os irmãos Marcos e Mário Kleinert, sócios-proprietários da Gôndolas Mar-Rio, de Três de Maio, a contratação do Rafael ocorreu após uma visita da equipe da Apae. “O Rafael queria trabalhar e eles então nos apresentaram. Admitimos, pela primeira vez na empresa, uma pessoa com deficiência.”


Eles contam que, no início, foi um pouco difícil a adaptação, mas que logo foi superada. “Hoje o Rafael é como um veterano aqui. Ele aprendeu bem o serviço. Conforme precisamos, ele desempenha os afazeres, conforme a nossa demanda aqui. Curioso deste o início sobre o funcionamento das máquinas e da produção, foi conhecendo como funciona o trabalho e se enturmou bem. Demos a ele uma função que pudesse desempenhar”, destacam.


“Todos têm o direito de trabalhar. Conhecemos o trabalho que a Apae desenvolve para inserir os alunos no mercado de trabalho, que é muito importante e possibilita que eles também tenham uma oportunidade.”

 

Rafael com os sócios-proprietários da empresa Mar-Rio, Marcos e Mário

 

Oportunidade que gera realização profissional e independência financeira 

A felicidade e a satisfação do aluno Alexandre Martens com o trabalho são compartilhadas pelos pais Rosane e Neldo Martens. Contratado pela John Deere há oito anos, Alexandre se diz realizado com a colocação no mercado de trabalho. “O Alexandre se adaptou logo no trabalho. Ele gosta muito e para nós isso é motivo de muita alegria! Nos ajudamos e ficamos mais tranquilos que ele tem uma boa colocação. É uma realização profissional e a oportunidade de independência financeira dele”, dizem.


Antes de ingressar na John Deere, Alexandre ajudava o pai em serviços de servente de pedreiro. “Mas quando finalizei o Ensino Médio, a Apae já me deu esta oportunidade. Lá na empresa, atuo como montador de plantadeira. Gosto muito de trabalhar na linha de produção. E pretendo crescer lá dentro”, declara Alexandre.


Em seu primeiro trabalho formal, Alexandre encontrou também amizades. Ele, inclusive, é colega de trabalho de outros alunos da Apae, com os quais já convivia. “Eu gosto de interagir com os colegas. Já fiz amizades sólidas lá!”


Alexandre mora com os pais, que são agricultores, e com os irmãos – Alex, de 25 anos, e Andressa, de 17 – em Lajeado Cachoeira, interior de Três de Maio. E diz que, por enquanto, não tem planos de sair de casa. Para chegar até o trabalho, se desloca até a parada de ônibus, de onde segue até a empresa juntamente com os colegas de serviço.


Desde março do ano passado, em função da pandemia, e por ser de grupo de risco, Alexandre está em casa, aguardando ansioso pela segunda dose da vacina para poder retornar ao trabalho com segurança. Em casa, ele aproveita o tempo auxiliando os pais nos trabalhos diários, lê bastante e adquiriu um hobby: andar de bicicleta.


Alexandre iniciou a caminhada na Apae com sete anos. Nos primeiros tempos estudava somente na Apae. Depois, passou a frequentar também outra escola, indo na Apae para as aulas no Atendimento Educacional Especializado em turno inverso. Até que passou a frequentar a Apae apenas uma vez na semana. Ele se formou no Ensino Médio e finalizou o Curso Técnico em Administração, enquanto já trabalhava.


No total, a John Deere conta com cinco colaboradores com deficiência oriundos da Apae de Três de Maio. Além de Alexandre, compõe o quadro de funcionários Cláudio Izolan, Maicon Flores dos Santos, Maurício Zimmermann e Renato Wünsch.


A Lojas Colombo de Três de Maio também contratou, recentemente, o aluno Eduardo Erte Soares. Ele aguarda as duas doses da vacina para iniciar o trabalho na empresa.

 

Alexandre, que trabalha na John Deere, com os pais Rosane e Neldo

 

 

Inserção dos alunos no mercado de trabalho é uma das principais metas da diretoria apaeana

 

Para o presidente da Apae de Três de Maio, Vilson Foletto, o sucesso na contratação é resultado do trabalho realizado em conjunto entre Apae, aluno, família e empresa
 

“Quando assumi a diretoria da Apae pela primeira vez, em 2011, juntamente com a equipe, uma das metas mais importantes era a valorização da pessoa com deficiência por meio de sua inserção no mercado de trabalho. Felizmente, hoje, comemoramos o sucesso do cumprimento disso, graças ao trabalho de excelência realizado pelo nosso quadro de colaboradores, que prepara o aluno para o mercado, dando as condições e acompanhamento para que ele se saia bem”, afirma o presidente da Apae de Três de Maio, Vilson Foletto.


Na época, ainda era pequeno o número de alunos inseridos. Vilson diz que, em seu primeiro mandato, lembra-se que a parceria começou com a John Deere, de Horizontina, empresa que sempre valorizou a pessoa com deficiência. “Foi marcante a formatura de um curso interno lá, quando oito alunos nossos fizeram parte.”


Segundo ele, comemorar as 18 vagas de trabalho ocupadas hoje pelos assistidos da Apae é motivo de muito orgulho e também se deve à conscientização desenvolvida com empresários e empregadores. “Conseguimos transmitir à comunidade que nosso aluno também é importante”, revela.


Prova disso é a aceitação por parte das empresas, que valorizaram o trabalho e contatam quando precisam de colaborador com deficiência. “Nós mostramos para a comunidade que o nosso aluno é um ser humano igual a qualquer outro. E, por isso, pode trabalhar. E é importante reforçar que o sucesso disso é resultado de um trabalho em conjunto: Apae, aluno, família e empresa.”


O presidente da Apae acrescenta que, logicamente, às vezes o aluno contratado pode não corresponder à expectativa da empresa, por isso ocorrem altas e baixas. “Acredito que também é necessária certa sensibilidade por parte da empresa contratante, um olhar diferenciado à pessoa com deficiência. Nosso aluno é igual a outra pessoa, mas com as limitações dele. Ele dá grande valor ao trabalho e também quer progredir dentro da empresa. E acho que o que confirma isso é que, até hoje, não temos reclamações dos nossos alunos que estão trabalhando.”


Ao finalizar, Foletto destaca que, a cada ano, a instituição conta com mais alunos aptos a entrarem no mercado de trabalho. Por isso, o trabalho é contínuo. “Visamos a independência deste aluno. Ele precisa ir para o mundo, trabalhar, ajudar a família e ser valorizado. Por isso, agradecemos as empresas parceiras, que desde o início abriram suas portas para a inclusão dos nossos alunos. E convidamos as demais organizações para que abracem esta ideia, dando uma oportunidade às pessoas com deficiência.”

 

Executivo propõe a criação de vagas de estacionamento para pessoas  com deficiência intelectual e autismo

Prefeito em exercício, Antonio de Oliveira, e o coordenador de trânsito, Major Paulo Roberto do Nascimento apresentaram e debateram a ideia na Apae nesta semana

 

Prefeito em exercício, Antonio de Oliveira, coordenador de trânsito do município, Major Paulo Roberto do Nascimento com a equipe da Apae local

 

Na quarta-feira, 25, a Apae de Três de Maio recebeu a visita do prefeito em exercício, Antonio de Oliveira, e do coordenador de trânsito do município, Major Paulo Roberto do Nascimento. 


Os dois estiveram apresentando e debatendo a ideia de oportunizar vagas de estacionamento especiais para quem transporta pessoas com deficiência intelectual e autismo.


Participaram do encontro o presidente da Apae de Três de Maio, Vilson Gentil Foletto, as diretoras Nadir Gabe e Simone Rossi Tiecher, os pais de alunos Marlene Sartor e Dirceu Gresele, que fazem parte da coordenadoria de famílias da instituição, e o pai de aluno e ex-presidente da Apae, Marcelo Silveira.


O Major Nascimento explicou que, assim como já existem vagas de estacionamento para idosos que possuem a credencial e para pessoas com deficiência física, asseguradas por lei federal, a proposição é que pessoas com deficiência intelectual e autismo também sejam beneficiadas com as vagas.


“Hoje, segundo levantamento, as áreas centrais de Três de Maio contam com 502 vagas para estacionamento. Conforme a lei, no mínimo 5% precisam ser destinadas a idosos – 25 vagas – e 2% para pessoas com deficiência, ou seja, 10 vagas”, esclarece Nascimento. Hoje há em torno de cinco vagas para as pessoas com deficiência na área central da cidade, sendo que serão ampliadas, em breve, a fim de atender a lei.


O prefeito em exercício, Antonio de Oliveira afirmou que o debate com a instituição apaeana é fundamental para dar sequência no assunto. “Queremos avaliar como vocês recebem esta ideia. Acreditamos ser válido por ser um direito para quem necessita estacionar o veículo o mais próximo possível dos locais onde precisa desembarcar.”


O presidente Foletto disse que apoia tudo que vier em benefício das pessoas com deficiência e de suas famílias. “É preciso, também, que as pessoas se conscientizem em relação a essas vagas.”


A diretora Nadir destacou a importância da reunião acerca deste assunto importante. “Ficamos muito felizes de sermos lembrados e estarmos debatendo isso justamente na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.”


Ela ressaltou que a Apae está realizando o cadastro dos alunos para a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que é disponibilizada pela Fundação de Atendimento ao Deficiente e ao Superdotado do Rio Grande do Sul (FADERS Acessibilidade e Inclusão) em todo o Estado a fim de ajudar na definição de políticas públicas para as pessoas com TEA. 


O Major Nascimento explicou ainda que a credencial para a vaga de estacionamento será confeccionada com o nome da pessoa com deficiência e utilizada pelos pais/responsáveis que utilizam o carro para se deslocar. “Vamos, em breve, editar um decreto para regulamentar e incluir a deficiência intelectual e o autismo nas vagas, inclusive fazendo a identificação nas placas que as sinalizam”, acrescentou.


A diretora enfatizou que a Apae reunirá os documentos necessários das famílias de alunos com deficiência intelectual e autismo que tiverem interesse em fazer a credencial de estacionamento e encaminhará à prefeitura.


Nadir também solicitou aos representantes do Executivo municipal a possibilidade de instalação de placas de identificação da Apae nas entradas da cidade, já que a instituição recebe pacientes de 18 municípios da região para os atendimentos de saúde e que por vezes não sabem como chegar ao destino. Oliveira disse que contrataram uma empresa que, além de fazer o levantamento geral do trânsito da cidade, também realizará um estudo de instalação de placas identificativas das principais organizações. “Ficamos contentes em contribuir com a Apae. Estamos trabalhando pela coletividade”, destacou o prefeito em exercício.

 

Apae realiza Pedágio do Carinho neste sábado

Ação faz parte da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla
 

A Apae de Três de Maio desenvolveu uma programação especial para celebrar a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, realizada de 21 a 28 de agosto em todo o país.


A abertura, no dia 21, contou com entrevistas da direção e diretoria apaeana nas emissoras de rádio locais. Durante o decorrer da semana, o tema ‘É tempo de transformar conhecimento em ação’ foi abordado com os alunos, com exposição de cartazes dos alunos sobre a data.
Na quarta, os alunos autodefensores Gilberto Schuander e Márcia Salvador participaram do Encontro Virtual de Autodefensores do 3º Conselho das Apaes, promovido pela coordenação da Apae de Giruá.


Ontem os assistentes sociais Fabiane Freoder e Leandro Steiger palestraram aos alunos sobre o tema ‘Transformar Conhecimento em Ação. Hoje, sexta-feira, serão exibidos na escola os vídeos dos alunos inseridos no mercado de trabalho e homenagem de bandas locais aos alunos.
E amanhã, sábado, pela manhã, será realizado o Pedágio do Carinho nas ruas centrais de Três de Maio. Finalizando a programação, as pessoas com deficiência serão lembradas em oração nos cultos e missas.

 

Texto e fotos: Assessoria de Comunicação Apae Três de Maio
Jaqueline Peripolli / Jornalista MTE 16.999