Municípios pequenos continuam perdendo população, apontam os números do IBGE
Segundo a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2020, nos municípios da microrregião, apenas Boa Vista do Buricá manteve a mesma população de 2019. Três de Maio, Independência, São José do Inhacorá e Nova Candelária tiveram queda de menos de 1% no número de habitantes. Já Alegria perdeu 2,5% população no último ano. Em comparação ao censo de 2010, dos seis municípios da microrregião, apenas Três de Maio e Boa Vista do Buricá tiveram aumento da população. Três de Maio cresceu 0,63%, Boa Vista do Buricá, 2,9%. O município de Alegria registra a maior queda. Em 2010 eram 4.301 habitantes, em 2020 apenas 3.374, ou seja, uma redução de 21,55%. Também tiveram redução os municípios de Independência (-7,69%), São José do Inhacorá (-6,54%) e Nova Candelária (-2,29%). Na região, Santa Rosa registrou o maior crescimento populacional nos últimos 10 anos (+7,27%), seguido por Ijuí, com aumento de +6,14% e Horizontina, com 5,67?réscimo.
Municípios da microrregião continuam perdendo população, diz IBGE
Segundo estimativa do instituto, Brasil e RS aumentaram número de habitantes. Na contramão, municípios da microrregião têm população reduzida
A população brasileira foi estimada em 211.755.692 habitantes em 5.570 municípios, segundo levantamento anual do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A estimativa se refere a 1° de julho de 2020. O número representa um aumento de 0,77% na comparação com a população estimada do ano passado. Em 2019, o IBGE estimou um total de 210,1 milhões de pessoas. De acordo com a projeção, o Brasil ganhou mais 1,6 milhão de habitantes em relação ao ano passado.
O Rio Grande do Sul chegou a 11.422.973 de habitantes, um aumento de 0,4% em relação a 2019. A taxa de crescimento do Estado é menor do que a registrada no país. O Rio Grande do Sul é o sexto na lista dos estados mais populosos, que é liderada por São Paulo (46.289.333), seguido por Minas Gerais (21.292.666) e Rio de Janeiro (17.366.189). Roraima é o estado com a menor estimativa populacional (631.181).
Microrregião segue perdendo população
Nos municípios da microrregião, apenas Boa Vista do Buricá manteve a mesma população de 2019 com 6.712 habitantes. Os demais municípios tiveram redução da população. O município de Alegria teve a maior queda, perdendo 2,5% da população, que atualmente é de 3.374. Na sequência estão Independência, com -0,94%; São José do Inhacorá -0,82%; e Nova Candelária -0,37%. Três de Maio diminuiu 0,12%, e conta com 23.876 habitantes.
Estimativa 2020 versus Censo 2010
Já em comparação ao censo de 2010, dos seis municípios da microrregião, apenas Três de Maio e Boa Vista do Buricá tiveram aumento da população. Três de Maio cresceu 0,63%, em relação aos 23.726 apontados em 2010. Já em Boa Vista do Buricá, a população cresceu 2,9% diante dos 6.574 habitantes daquele ano. Horizontina teve um aumento de 5,67% - hoje estimada em 19.389 habitantes -, nos últimos 10 dias.
Chama a atenção a grande queda na população de Alegria, com baixa de 21,55%. O município que em 2010 tinha 4.301 habitantes, hoje tem apenas 3.374, ou seja, quase mil moradores a menos, em 10 anos. Também tiveram redução de habitantes os municípios de Independência, -7,69%; São José do Inhacorá -6,54%; e Nova Candelária com redução de 2,29%.
Entre as três cidades polos na região, Santa Rosa registrou o maior crescimento populacional nos últimos 10 anos. O município regista um aumento 7,27% na estimativa do IBGE atingindo a população de 73.575 habitantes. Ijuí aumentou 6,14% e alcançou 83.764 habitantes, enquanto em Santo Ângelo o aumento foi de 1,69% com população estimada de 77.568 habitantes.

Como é feita a estimativa
As populações dos municípios foram estimadas por procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios. O método baseia-se na projeção da população estadual e na tendência de crescimento dos municípios, delineada pelas populações municipais captadas nos dois últimos Censos Demográficos (2000 e 2010) e ajustadas. As estimativas municipais também incorporam alterações de limites territoriais municipais ocorridas após 2010.
Números norteiam distribuição de fundos
As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União para o cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. Esta divulgação anual obedece ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.
Números do Brasil
Na última década, as estimativas apontam para um aumento gradativo da quantidade de grandes municípios do país. No Censo de 2010, somente 38 municípios tinham população superior a 500 mil habitantes, e apenas 15 deles tinham mais de 1 milhão de moradores. Já em 2020, são 49 os municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes, sendo 17 os que superavam a marca de 1 milhão de habitantes.
Excluindo-se as 23 capitais que têm população acima desta cifra, 26 municípios possuem mais de 500 mil habitantes. Eles distribuem-se pelos estados de São Paulo (8), Rio de Janeiro (6), Minas Gerais (3), Espírito Santo (2), Pernambuco (1), Bahia (1), Santa Catarina (1), Goiás (1), Paraná (1), Pará (1) e Rio Grande do Sul (1).
No outro extremo, o país tem 30 municípios com população inferior a 1.500 habitantes e quatro deles possuem população inferior a 1.000 habitantes. São eles: Serra da Saudade (MG) com 776 habitantes, Borá (SP) com 838 habitantes, Araguainha (MT) com 946 habitantes e Engenho Velho (RS), com 982 habitantes.
O conjunto das 27 capitais supera os 50 milhões de habitantes, representando, em 2020, 23,86% da população total do país. A maior taxa de crescimento geométrico no período 2019-2020 foi a de Boa Vista (RR), com 5,12% e a menor, Porto Alegre (0,30%). O conjunto dos municípios das capitais apresentou taxa de crescimento geométrico de 0,84%, acima da taxa do país (0,77%).
Em 28,1% dos municípios do país (ou 1.565 municípios) as taxas de crescimento foram negativas, ou seja, houve redução populacional. Pouco mais da metade dos municípios brasileiros (52,1%) apresentou crescimento populacional entre zero a 1% e apenas 3,7% deles (205 municípios) apresentaram crescimento igual ou superior a 2%.
No ranking dos estados, São Paulo segue como o mais populoso, com 46,3 milhões de habitantes, concentrando 21,9% da população total do país, seguido de Minas Gerais, com 21,3 milhões de habitantes, e do Rio de Janeiro, com 17,4 milhões de habitantes. Os cinco estados menos populosos, aglutinando cerca de 5,7 milhões de pessoas, estão na Região Norte: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia.









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