Trecho da Tereza Verzeri tem estacionamento proibido nas madrugadas dos finais de semana

Objetivo é evitar tradicionais aglomerações de pessoas na quadra entre a Avenida Uruguai e a Rua Padre Cacique

Trecho da Tereza Verzeri tem estacionamento proibido nas madrugadas dos finais de semana
Trecho da Rua Tereza Verzeri – entre Av. Uruguai e rua Pe. Cacique – é local de muitas aglomerações, principalmente nas noites dos finais de semana

Na semana passada, a Coordenadoria de Trânsito de Três de Maio anunciou, com aval do Conselho Municipal de Trânsito, a proibição do uso do estacionamento paralelo em ambos os lados da Rua Tereza Verzeri, entre a Avenida Uruguai e a Rua Padre Cacique, entre 23h e 6h da manhã, nas madrugadas de sábado, domingo e segunda-feira. A mudança não foi bem recebida por parte da população, talvez por não ter compreendido de fato, o real motivo da alteração. 
O Jornal Semanal conversou com o coordenador de Trânsito de Três de Maio, Major Paulo Roberto do Nascimento sobre os motivos que levaram a essa proibição. Além disso, o coordenador esclareceu algumas dúvidas enviadas por leitores sobre o trânsito na área central da cidade. 


De acordo com Major Nascimento, o principal objetivo da proibição de estacionamento naquele trecho da Rua Tereza Verzeri, é evitar aglomerações que ocorrem frequentemente naquele local, especialmente nos fins de semana. Outro motivo, é deixar a rua liberada para passagem de ambulância e carros em direção ao hospital, já que as aglomerações atrapalhavam o trânsito.


O coordenador lembra que a proibição é somente com relação ao estacionamento. Parada para carga e descarga segue permitido. “Nós fizemos um material informativo e distribuímos nos estabelecimentos comerciais do local, para que as pessoas ficassem cientes de como funciona. Explicando que, apesar de o meio fio estar pintado de amarelo, fora daqueles horários é possível estacionar”.


Logo que a medida foi divulgada, surgiu o questionamento sobre o porquê não fazer as ambulâncias evitarem aquele trecho da Rua Tereza Verzeri, dando preferência à Rua Mato Grosso. O coordenador diz que não tem como estabelecer uma regra engessada para ambulâncias chegarem ao hospital e que esse é um motivo secundário da alteração, uma vez que o objetivo maior é evitar as aglomerações. 


Conforme Major Nascimento, a Coordenadoria de Trânsito tem ideias de novas adequações/mudanças, mas que primeiro precisam ser estudadas. “Não podemos tomar decisões no afã de resolutividade rápida baseadas em pedidos individuais, pois o trânsito precisa ser pensado enquanto coletividade. O trânsito é gestado do geral para o particular e não o contrário”, destaca.

 

Inversão do sentido na Rua Rio de Janeiro

Outro ponto que é bastante debatido na cidade é o fluxo da Rua Rio de Janeiro, entre a Avenida Uruguai e a Rua Padre Cacique. “Sempre foi suscitada a discussão do porquê da não inversão do sentido para centro-bairro, porque mão dupla ali não tem como colocar por ser muito estreita. Mas esse tema é objeto que está em análise na Coordenadoria”, explica o coordenador.

 

Não é proibido expor veículos à venda em via pública

Outra pauta encaminhada ao Semanal é sobre vendedores de carros  que utilizam vagas de estacionamento no centro da cidade para expor os veículos. Nascimento explica que, atualmente, não existe restrição de que comerciantes ocupem vagas de estacionamento na via pública com carros à venda, desde que esteja estacionado em local permitido, sem infringir nenhuma regra. “Claro que primamos pelo bom senso das pessoas. Pedimos que não deixem o veículo por muito tempo, que não atrapalhe outra atividade. Sempre orientamos”, ressaltou.
O coordenador de Trânsito explicou que o município está elaborando uma lei que diz respeito a veículos abandonados em via pública. “Hoje não podemos guinchar esses carros que ficam anos abandonados. Talvez uma alternativa seja incluir essa parte do estacionamento vinculado à exposição de veículos para venda neste projeto”, considerou. 

 

Quem tem preferência na saída de estacionamento/garagem

Uma dúvida recorrente está relacionada à saída de veículos de estacionamentos ou garagens. São muitos os relatos, de que os pedestres precisam apressar o passo para não serem atropelados. Conforme a legislação, a preferência é sempre do pedestre ou do carro que esteja trafegando na via pública. Mas o coordenador orienta que é importante ficar atento, ter certeza de ser visto antes de seguir o caminho e citou o exemplo da faixa de segurança. “A preferência é do pedestre, mas é preciso ter certeza de ser visto pelo motorista antes de atravessar”, conclui.