Destaques na escolinha de base do Botafogo, os irmãos Zavaski passam a integrar bases de Inter e Juventude

Gregório atua no clube porto-alegrense desde 2023, enquanto que João Vicente iniciou neste mês a trajetória no clube caxiense

Destaques na escolinha de base do Botafogo, os irmãos Zavaski passam a integrar bases de Inter e Juventude
Os irmãos Gregório e João Vicente Sawitzki Zavaski com os professores da Waldir Woiciechoski, Julio Cesar Rocha e Carlão

Uma nova fase se inicia para os irmãos João Vicente Sawitzki Zavaski, 12 anos, e Gregório Sawitzki Zavaski, 9, filhos de Gláucia Sawitzki e Antônio Zavaski Neto, residentes em Alegria.  

Alunos da escolinha de base do Botafogo, desde 2021, os irmãos estão residindo em Caxias do Sul desde o início do mês,  para seguirem o sonho de serem jogadores profissionais de futebol.  

Gregório segue em sua trajetória nas categorias de base do Internacional enquanto que João Vicente está treinando na base do Juventude.

O professor da escolinha de base do Botafogo, Waldir Woiciechoski recorda do período em que eles iniciaram no time três-maiense. “Em 2021, Gregório então com 7 anos e João Vicente com 10, juntamente com os pais, começaram uma jornada um tanto desafiadora. Eles vinham de Alegria para Três de Maio, várias vezes por semana, para frequentar as atividades da escolinha, além de realizar treinos individualizados”. 

Valdir atribui a aprovação dos irmãos em grandes clubes, pela determinação e comprometimento com os treinamentos, conciliando com alimentação equilibrada, descanso necessário e estudos, e é claro talento.“Tudo isso, acabou trazendo bons frutos aos dois, principalmente por eles terem se destacado nas competições em que participavam”.

 

O começo de Gregório no Internacional

No ano passado, em uma visita técnica do observador técnico do Internacional, Luan Santos, ao projeto do Botafogo, Gregório chamou a atenção e foi convocado a participar de atividades com o grupo junto ao Celeiro de Ases na capital. “Nos primeiros treinos, ele mostrou seu potencial aos coordenadores e professores do clube. Então ele foi integrado ao grupo, que inclusive foi campeão do Gauchão sub-9 pelo clube, no final do ano passado”, ressaltou Waldir.

Durante o ano de 2023, uma semana a cada mês, Gregório ficava em Porto Alegre para treinar com o grupo. Porém, neste ano, para continuar fazendo parte da base, era preciso intensificar os treinos. Com a ida para Caxias do Sul, o menino seguirá integrado ao grupo principal do Inter para disputa do calendário de competições do clube. “A minha expectativa para esse ano é grande. Pela manhã vou para escola aqui em Caxias e três tardes por semana vou a Porto Alegre, treinar no Internacional”, disse Gregório ao Semanal, orgulhoso de sua trajetória. 

Confiante em seu talento, Gregório diz que desde que começou a treinar no Botafogo já sabia que algum dia poderia estar num grande clube do Brasil. “Sou muito grato ao Botafogo por ter me dado oportunidade de jogar. Eu acho que esse ano vai ser um ano de muita responsabilidade e muito mais jogos pela frente”, projeta Gregório.

 

João Vicente chamou atenção do Juventude em amistoso com o Botafogo

Conforme o professor Waldir, João Vicente chamou atenção do Juventude em um jogo amistoso realizado no ano passado em Caxias do Sul entre Botafogo e o time da casa. “Este amistoso proporcionou ele a treinar uma semana junto as categorias de base do clube e foi convocado para disputar, no começo de 2024, a Copa Lajeado, onde a equipe conquistou o título de campeão, e da Copa Maravilha, onde obteve a segunda colocação”, conta Waldir.

Com a boa atuação nos dois campeonatos, João Vicente foi convidado a integrar o time da categoria de base do Juventude. “A minha expectativa aqui em Caxias do Sul é de jogar as competições pelo Juventude. Quero treinar, evoluir minha parte física e técnica, estudar e ser feliz”, disse João Vicente, lembrando que foi na escolinha do Botafogo que começou a levar mais a sério o futebol e se apaixonou pelo esporte.

Com a mudança para Caxias, João Vicente tem consciência que inicia uma nova fase na vida com uma rotina bem diferente que tinha na pequena cidade de Alegria. “Terei que conciliar os treinos com os estudos. Pela manhã vou na aula e a tarde treino no Juventude e tem ainda os campeonatos que o clube participará”, explica.

João Vicente, já adiante que sentirá muita falta do ‘grupo Botafogo’. “É um ambiente muito bom, feliz, animado, onde todos são amigos e parceiros, mas competitivo também. Só tenho a agradecer ao Botafogo e a todos os envolvidos que estão fazendo parte disso!” 

 

Os pais Gláucia Sawitzki e Antônio Zavaski Neto sempre fizeram questão de acompanhar de perto a caminhada dos filhos no esporte

 

Pais conciliarão rotina para acompanhar os filhos nos clubes

A ida dos meninos para as bases dos clubes fez a família buscar alternativas para conciliar estudos e treinos. A melhor opção, conforme os pais, foi fixar residência em Caxias do Sul. “Estou orgulhosa com o desempenho dos meus meninos, mas é importante lembrar que estamos falando de crianças de 9 e 12 anos e a chance de pecarmos quanto pais de atletas é grande. Somos muito conscientes do nosso papel e projetar um futuro profissional neles pode ser frustrante. Valorizamos o momento presente, se estão se divertindo, brincando e conseguindo evoluir em todos os aspectos (mental, técnico e tático), sem deixar de estudar”, ressaltou a mãe.

Gláucia acredita que, por eles estarem jogando na base de grandes clubes, exigirá que tenham mais dedicação e seriedade na condução dos treinos, para se manter no elenco. “A nossa mudança a Caxias do Sul, foi com o objetivo de facilitar a logística deles, pois passávamos muito tempo na estrada. Tivemos que decidir tudo rápido e estamos muito felizes em poder proporcionar esse novo caminho para eles”

Os pais lembram que a base dos filhos foi no Botafogo e agradecem ao time três-maiense. “Precisamos sempre agradecer a todos os profissionais envolvidos. Os nossos filhos tiveram uma excelente iniciação esportiva e fizeram grandes amigos. A toda família Botafogo o nosso muito obrigado. Seremos sempre Botafogo”, finaliza Gláucia.