Igrejas
cristãs celebram Campanha da Fraternidade Ecumênica
Conselho
Nacional das Igrejas propõem que o dinheiro não
pode ser mais importante que a vida ou que o próprio
ser humano
Um tema que remete à reflexão. Economia
e Vida “Vocês não podem servir a Deus
e ao Dinheiro” (Mt 6,24), é a proposta da
Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, promovida
pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic).
A Campanha da Fraternidade Ecumênica é realizada
desde 2000 pelo Conic, e ocorre a cada cinco anos, e tem
a participação das igrejas Católica
Apostólica Romana, Evangélica de Confissão
Luterana no Brasil (IECLB), Episcopal Anglicana no Brasil,
Presbiteriana Unida do Brasil e Sirian Ortodoxa de Antioquia.
Ela segue os moldes da Campanha da Fraternidade, realizada
desde 1964, pela Conferência Nacional dos Bispos
do Brasil (CNBB) e Igreja Católica para evidenciar
o período da Quaresma.
Segundo o pastor Erni Drehmer, da IECLB, o objetivo central
da campanha ecumênica é unir as igrejas cristãs
e pessoas de boa vontade na promoção de
uma economia a serviço da vida e na valorização
do ser humano.
Conforme o religioso, o lema bíblico da campanha
faz refletir que o dinheiro é importante, mas não
pode ser o centro de tudo. “A busca desmedida pelo
dinheiro, pelo lucro, gera muitos conflitos e problemas
sociais”, adverte.
Na avaliação do pastor, o objetivo maior
da campanha é justamente unir os dois valores,
economia e vida, e mostrar que ambas podem andar juntas.
“No momento em que tiramos o foco de Deus e passamos
a idolatrar o dinheiro e o capital, não damos valor
à vida, às pessoas. Não olhamos à
nossa volta e não nos importamos com as tragédias,
como a miséria, a fome, o sofrimento, a exclusão
social”, alega.
O vigário paroquial da Igreja Católica,
Tarcísio Dewes, reforça as palavras do pastor
Erni. Para o padre, a campanha não quer dizer que
as igrejas são contrárias ao dinheiro. “Somos
contra a desigualdade social, onde a maioria passa miséria
e apenas alguns conseguem usufruir do capital”,
declara.
A meta das igrejas cristãs que participam da campanha
é mostrar aos fiéis que o foco maior sempre
será Deus e o resto é consequência.
Neste sentido, ressalta-se a importância do ecumenismo.
“Ecumenismo não significa fundir todas as
igrejas numa só. Mas sim a união de forças
e lutas pelo bem comum. Isso mostra que há diálogo,
respeito e cooperação entre as diferentes
igrejas, mas cada uma preservando suas características
próprias. Juntos, lutamos pela justiça,
fraternidade e pela construção de um mundo
melhor”, afirmam os religiosos.