Ano XX - EDIÇÃO 1085

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – NOVO ANO – NOVAS EXPECTATIVAS – A passagem de ano sempre gera expectativas. As pessoas pensam que tudo vai melhorar. Muitos trabalham com a utopia de que aquilo que foi, não mais será. Infelizmente, pouco muda se a gente não muda. A violência continua. A corrupção continua. Os roubos e assaltos continuam. A falta de ética vai continuar. Vão continuar faltando empregos. Os salários vão continuar sendo baixos, muitos aviltantes. Os preços dos produtos primários serão praticamente os mesmos. A cotação do dólar continua caindo e, em consequência, os exportadores vão continuar a sina de dificuldades. O clima vai sendo inclemente durante o ano novo. Como veem, nada ou quase nada muda, se a gente não muda nada. Cada um tem que fazer a sua parte, do contrário não dá para ter esperanças em dias melhores. Sem mexer nos fatores econômicos, não adianta torcer, o real continua valorizando. Sem aumento da demanda, a economia não cresce. Não é a virada do ano que melhora o PIB. Com o PIB em alta, a virada do ano é que melhora. Agora, o jeito é esperar até dezembro que vem, para cantar loas. É preciso convir, entrementes, que janeiro de 2010 começa melhor que janeiro de 2009. Então, dá para alimentar expectativas.
EM 2010 VAMOS TRATAR MELHOR AS PESSOAS QUE OS CÃES.
PREJUÍZOS –
Calcular os prejuízos causados pelo clima adverso é empreitada difícil e demorada. Levantamentos preliminares dão conta de que os danos na agricultura familiar do Rio Grande do Sul seja de R$ 1 bilhão. As perdas em lavouras podem atingir 45 mil hectares. Um horror para nossa sofrida agricultura.
EM 2010 VAMOS CUIDAR DO MEIO AMBIENTE, MAS VAMOS EVITAR OS EXAGEROS.
DESAFIO –
O grande desafio de 2010 é reativar as exportações. A crise mundial e agora a baixa cotação do dólar golpeou a exportação. Vários setores estão sendo atingidos: produtos primários – soja, carne bovina, suína e de aves – produtos industrializados do setor moveleiro, têxtil, calçadista e metalmecânico. O ideal seria que a cotação do dólar estivesse acima de R$ 2,00. A equipe econômica pode mexer nos fatores, mas não o faz porque devem existir interesses outros em jogo. Onde estão as medidas pró-exportador?
POR ISSO – “Apesar de registrar o começo da retomada, o ano passado não foi positivo para nenhum dos segmentos industriais do Estado”. Realmente, os 11 segmentos industriais gaúchos registraram desaceleração, em 2009. E aplicar desoneração fiscal é um truque artificial e até certo ponto paternalista, prejudicial à economia dos estados e municípios. O pisca-pisca está ligado no Ministério da Fazenda, porque houve uma queda histórica nas exportações brasileiras, em 2009. A importação supera pela primeira vez a exportação em 14 anos.
NÃO PODEMOS MAIS TOLERAR DEPÓSITO DE FERRO VELHO COMO CARTÃO DE VISITAS DA CIDADE.
ASSUNTO PARA PLANO DIRETOR –
Os proprietários de depósitos de ferro velho, restos de construção, além de galhos, animais mortos e utensílios domésticos descartados vão ter que entender que a área urbana não é o lugar certo para depósitos desta natureza. O assunto é polêmico e precisa ser discutido. Assunto para o Plano Diretor. Muito trabalho para a Fepam.
RESPEITAR A NATUREZA É COLABORAR COM A SAÚDE E BEM-ESTAR DE TODOS.
LEMBRETE –
A lei municipal prevê 85 decibéis – volume suportável pela audição humana – o que vem sendo rigorosamente desrespeitado nas promoções. Por favor!
CÃES NA RUA – Há muitos cães na rua, tipo sem dono. Talvez, se tenha que instituir em Três de Maio, a carrocinha para recolher cachorros. E a limpeza de terrenos baldios é obrigação do proprietário. A cultura de terrenos inçados em Três de Maio faz parte da nossa história. Assim não dá para ser Cidade Jardim.
PALMAS - Deplorável o retrato da entrada da cidade, até então, no trevo de acesso. Ali são depositados galhos, restos de construção e o escambau. Finalmente aquilo foi aplainado e, talvez, com o tempo aquele local deixará de ser depósito de lixo e entulho. Palmas para a melhoria!

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