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À
GUISA DE COMENTÁRIO – NOVO ANO – NOVAS EXPECTATIVAS
– A passagem de ano sempre gera expectativas. As
pessoas pensam que tudo vai melhorar. Muitos trabalham com a utopia
de que aquilo que foi, não mais será. Infelizmente,
pouco muda se a gente não muda. A violência continua.
A corrupção continua. Os roubos e assaltos continuam.
A falta de ética vai continuar. Vão continuar faltando
empregos. Os salários vão continuar sendo baixos,
muitos aviltantes. Os preços dos produtos primários
serão praticamente os mesmos. A cotação do
dólar continua caindo e, em consequência, os exportadores
vão continuar a sina de dificuldades. O clima vai sendo inclemente
durante o ano novo. Como veem, nada ou quase nada muda, se a gente
não muda nada. Cada um tem que fazer a sua parte, do contrário
não dá para ter esperanças em dias melhores.
Sem mexer nos fatores econômicos, não adianta torcer,
o real continua valorizando. Sem aumento da demanda, a economia
não cresce. Não é a virada do ano que melhora
o PIB. Com o PIB em alta, a virada do ano é que melhora.
Agora, o jeito é esperar até dezembro que vem, para
cantar loas. É preciso convir, entrementes, que janeiro de
2010 começa melhor que janeiro de 2009. Então, dá
para alimentar expectativas.
EM 2010 VAMOS TRATAR MELHOR AS PESSOAS QUE OS CÃES.
PREJUÍZOS – Calcular os prejuízos causados
pelo clima adverso é empreitada difícil e demorada.
Levantamentos preliminares dão conta de que os danos na agricultura
familiar do Rio Grande do Sul seja de R$ 1 bilhão. As perdas
em lavouras podem atingir 45 mil hectares. Um horror para nossa
sofrida agricultura.
EM 2010 VAMOS CUIDAR DO MEIO AMBIENTE, MAS VAMOS EVITAR
OS EXAGEROS.
DESAFIO – O grande desafio de 2010 é reativar
as exportações. A crise mundial e agora a baixa cotação
do dólar golpeou a exportação. Vários
setores estão sendo atingidos: produtos primários
– soja, carne bovina, suína e de aves – produtos
industrializados do setor moveleiro, têxtil, calçadista
e metalmecânico. O ideal seria que a cotação
do dólar estivesse acima de R$ 2,00. A equipe econômica
pode mexer nos fatores, mas não o faz porque devem existir
interesses outros em jogo. Onde estão as medidas pró-exportador?
POR ISSO – “Apesar de registrar o começo
da retomada, o ano passado não foi positivo para nenhum dos
segmentos industriais do Estado”. Realmente, os 11 segmentos
industriais gaúchos registraram desaceleração,
em 2009. E aplicar desoneração fiscal é um
truque artificial e até certo ponto paternalista, prejudicial
à economia dos estados e municípios. O pisca-pisca
está ligado no Ministério da Fazenda, porque houve
uma queda histórica nas exportações brasileiras,
em 2009. A importação supera pela primeira vez a exportação
em 14 anos.
NÃO PODEMOS MAIS TOLERAR DEPÓSITO DE FERRO
VELHO COMO CARTÃO DE VISITAS DA CIDADE.
ASSUNTO PARA PLANO DIRETOR – Os proprietários
de depósitos de ferro velho, restos de construção,
além de galhos, animais mortos e utensílios domésticos
descartados vão ter que entender que a área urbana
não é o lugar certo para depósitos desta natureza.
O assunto é polêmico e precisa ser discutido. Assunto
para o Plano Diretor. Muito trabalho para a Fepam.
RESPEITAR A NATUREZA É COLABORAR COM A SAÚDE
E BEM-ESTAR DE TODOS.
LEMBRETE – A lei municipal prevê 85 decibéis
– volume suportável pela audição humana
– o que vem sendo rigorosamente desrespeitado nas promoções.
Por favor!
CÃES NA RUA – Há muitos cães
na rua, tipo sem dono. Talvez, se tenha que instituir em Três
de Maio, a carrocinha para recolher cachorros. E a limpeza de terrenos
baldios é obrigação do proprietário.
A cultura de terrenos inçados em Três de Maio faz parte
da nossa história. Assim não dá para ser Cidade
Jardim.
PALMAS - Deplorável o retrato da entrada
da cidade, até então, no trevo de acesso. Ali são
depositados galhos, restos de construção e o escambau.
Finalmente aquilo foi aplainado e, talvez, com o tempo aquele local
deixará de ser depósito de lixo e entulho. Palmas
para a melhoria!
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