Inadimplência cresce 26?ívidas somam R$ 58,6 milhões
Número de consumidores três-maienses com contas em atraso sobe para 6.609; valor devido quase dobra em um ano, indica dados da Serasa
O número de pessoas físicas inadimplentes aumentou em Três de Maio no último ano. Dados do Mapa da Inadimplência da Serasa repassados ao Jornal Semanal indicam que 6.609 moradores do município estavam com contas em atraso em janeiro de 2026. No mesmo período de 2025, eram 5.244 consumidores nessa situação, crescimento 26% no total de inadimplentes em um ano.
O valor acumulado das dívidas também aumentou de forma significativa. Em janeiro de 2025, o montante devido era de R$ 31,2 milhões. Um ano depois, chegou a R$ 58,6 milhões — um aumento de aproximadamente 87%.
No município, foram registradas 31.111 dívidas em aberto. O tíquete médio por consumidor inadimplente é de R$ 8.877,48, enquanto o valor médio por dívida é de R$ 1.885,87.
Além do aumento no número de inadimplentes, o volume de dívidas registradas em Três de Maio também cresceu. Em janeiro de 2025, eram 18.512 débitos ativos. Um ano depois, o total chegou a 31.111, um aumento superior a 68%.
Os dados indicam que, além de mais pessoas com contas atrasadas, cada consumidor também acumula mais compromissos financeiros em aberto.
Inadimplência é o termo usado para definir a situação em que uma pessoa ou empresa deixa de pagar uma obrigação financeira dentro do prazo acordado. O atraso pode envolver contas como cartões de crédito, financiamentos, empréstimos bancários e serviços básicos.
Microrregião também registra aumento
O crescimento da inadimplência não é exclusivo de Três de Maio. Outros municípios da microrregião também registraram aumento no número de consumidores com contas em atraso e no volume de dívidas.
Em Independência, 1.545 pessoas estavam inadimplentes em janeiro de 2026, contra 1.410 no mesmo mês de 2025. O valor total das dívidas passou de R$ 10,4 milhões para R$ 16 milhões. O tíquete médio por inadimplente no município chega a R$ 10.411.
Boa Vista do Buricá registrou 1.336 inadimplentes neste ano, ante 1.177 no ano anterior. As dívidas somam R$ 15,8 milhões, com 7.166 registros de débitos ativos.
Em Alegria, o número de consumidores com contas atrasadas passou de 656 para 795 no período analisado. O valor total das dívidas aumentou de R$ 4,4 milhões para R$ 7,6 milhões.
Nova Candelária apresenta um dos maiores tíquetes médios da região. Apesar de ter apenas 303 inadimplentes, o valor total das dívidas chega a R$ 8,8 milhões. O tíquete médio por consumidor ultrapassa R$ 29 mil.
Em São José do Inhacorá, o número de inadimplentes passou de 217 para 276. O total das dívidas cresceu de R$ 1,2 milhão para R$ 3,4 milhões.

Impactos na economia
O aumento da inadimplência tem reflexos diretos na economia local. Quando consumidores acumulam dívidas, o poder de compra diminui e o consumo tende a cair, o que afeta especialmente o comércio e os serviços.
Outro impacto ocorre na restrição ao crédito. Consumidores com o nome negativado enfrentam mais dificuldade para acessar financiamentos ou parcelamentos, o que pode limitar investimentos pessoais e empresariais.
Orientações para sair do endividamento
Especialistas da Serasa recomendam que consumidores inadimplentes façam um diagnóstico completo da situação financeira. O primeiro passo é listar todas as dívidas existentes, incluindo cartões de crédito, empréstimos, financiamentos e contas de serviços.
A organização das receitas e despesas mensais também é considerada essencial para recuperar o equilíbrio financeiro. Com essa visão mais clara das finanças, o consumidor pode definir prioridades e buscar renegociação com credores.
Outra recomendação é evitar o chamado crédito fácil, que muitas vezes apresenta taxas de juros mais elevadas.
Manter um controle regular das despesas e reservar parte da renda para imprevistos também ajuda a prevenir novos endividamentos.
Outra dica é não fazer novas dívidas, enquanto negocia as contas antigas. Evite compras a prazo, reduza o uso do cartão de crédito e não faça novos empréstimos. O foco deve ser pagar o que está pendente e restabelecer o equilíbrio financeiro.









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