Alta taxa de ocupação dos leitos de UTI serve de alerta: pandemia ainda não acabou

Alta taxa de ocupação dos leitos de UTI serve de alerta: pandemia ainda não acabou
No Hospital São Vicente de Paulo, em Três de Maio, no início da semana, os seis leitos clínicos para Covid-19, estavam ocupados

Temperaturas altas são convidativas para passear, visitar familiares, reunir amigos, confraternizar, tomar um tererê bem gelado. Mas não em ano de pandemia. Mesmo em meio ao aumento – diário – de casos de Covid-19, o comportamento da maioria das pessoas não reflete o atual momento em que o mundo vive.


Especialistas da saúde lembram que a pandemia ainda não acabou. Por isso, é importante continuar adotando os cuidados e orientações das autoridades sanitárias para evitar a disseminação do vírus e novos contágios – como o distanciamento social; o uso da máscara facial e do álcool em gel; lavar as mãos com frequência, no caso, para os gaúchos, evitar o compartilhamento do chimarrão, e, inclusive, o tererê.


A constatação de que muitos estão relaxando nos cuidados é a disparada do número de casos graves que necessitam internação hospitalar nas últimas semanas. Na terça-feira, 24, por exemplo, o Rio Grande do Sul atingiu o maior número de pacientes internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e em leitos clínicos por Covid-19 desde o início da pandemia. Eram 1.101 pessoas internadas em leitos clínicos e outras 749 hospitalizadas em UTIs. Os números são recordes e mostram que a curva de internações hospitalares em razão da Covid-19 vem crescendo fortemente nas últimas semanas. Anteriormente, a maior quantidade de pessoas em UTIs havia sido registrada no dia 26 de agosto, quando 735 pacientes estavam em leitos intensivos por causa do novo coronavírus. 


O governador Eduardo Leite informou que que não pretende determinar novos fechamentos de setores econômicos, mas pode restringir horários de funcionamento.


 A Sociedade Brasileira de Virologia alerta que cenário atual é o “prenúncio” de uma segunda onda da pandemia em solo gaúcho.

 

 

Na Unidade Dom Bosco, dos 25 leitos disponíveis na UTI para tratamento da doença, 16 estavam ocupados ontem pela manhã

 

A taxa de ocupação dos leitos de internação e de UTIs na Unidade Dom Bosco em Santa Rosa – referência regional no atendimento de pacientes com Covid-19 –, se mantém variável. Na manhã de ontem, dos 25 leitos disponíveis, 16 estavam ocupados. Já na internação, 8 dos 20 leitos disponíveis tinham pacientes internados. 


No Hospital São Vicente de Paulo, em Três de Maio, no início da semana, os seis leitos clínicos para Covid-19, estavam ocupados. Porém, na manhã de ontem, permaneciam somente dois pacientes internados (com a testagem positiva). Já os seis leitos da UTI do HSVP (que não é cadastrada para Covid-19), todos estavam ocupados. Um paciente encontrava-se internado em isolamento, com suspeita de coronavírus. As demais internações eram por outras doenças.


Em Três de Maio, o avanço do número de casos da doença preocupa. No dia 13, eram 587 casos, já ontem, dia 26, o número chegava a 734. Ou seja, 147 novos casos em duas semanas. Ao todo, são 624 pacientes recuperados, 105 em acompanhamento e cinco óbitos.