Ano XX - EDIÇÃO 1081

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – PEGOU FOGO – Quando ouvi a notícia, logo pensei que ia dar panos para mangas. Acertei. Agora, estão engalfinhados discutindo o presidente da Farsul, Carlos Sperotto; o secretário de Agricultura, João Carlos Machado, e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. Os pesquisadores da Embrapa, culpados pela revolta dos ruralistas gaúchos, preferiram silenciar. Eles, os pesquisadores da Embrapa, descobriram, através de pesquisa, que o Rio Grande do Sul é o Estado que, atualmente, tem a mais baixa produtividade de grãos, indicando como causa o plantio inadequado e não o clima. Foi a dose. O presidente da Farsul e o secretário de Agricultura querem saber toda a verdade sobre essa conclusão, que tem cheiro científico. Para o secretário da Agricultura, “O Rio Grande do Sul colheu as suas três maiores safras nos últimos anos, sem ter aumentado a área de produção”. Se os técnicos tivessem concluído que a causa da baixa produtividade é o clima, haveria lógica. Mas eles concluíram que está faltando tecnologia. O secretário da Agricultura vai pedir análise da pesquisa, para dar resposta. Talvez, ele já tenha dado a resposta certa: “A melhor maneira de se aumentar a produção é com políticas públicas que deem garantias de preço ao produtor. O governo federal tem de se preocupar em fazer essas políticas”. Entendo que temos tecnologia, mas em muitas safras faltam clima favorável e preços animadores.
“ NINGUÉM ATACA QUEM NÃO INCOMODA”, diria Carlos Sperotto, da Farsul. Quem está incomodado com a pesquisa da Embrapa são os ruralistas gaúchos, quanto à conclusão de que as lavouras gaúchas têm baixa produtividade. Talvez, seria o caso de perguntar: Que lavouras gaúchas? Não se sabe se querem justificar a pequena agricultura familiar ou os produtores dos assentamentos. A agricultura comercial do Rio Grande do Sul absolutamente não aceita as conclusões dos técnicos da Embrapa.
DO PALÁCIO – O Palácio não para. Quer dizer, a locomotiva não para e não pode parar. Mais uma das bandeiras da administração Construindo uma Nova Era está sendo desfraldada, com a aquisição de 13,2 hectares para instalação da Área Industrial II. Com a capacidade esgotada da área industrial existente, a aquisição de uma nova área se impunha, porque novas empresas querem instalar-se e outras precisam ser relocadas, porque estão condenadas pela Fepam, por causarem poluição ambiental dentro da cidade. A área industrial, poder-se-ia dizer, é o coração que impulsiona o desenvolvimento.
HÁ MUITA GENTE QUE QUER SER TRATADA COM LUVAS DE PELICA, ENQUANTO TRATA OS OUTROS COM LUVAS DE FERRO.
MILHO RECUA
– A cultura do milho não tem um bom ano. O plantio recuou 20%, tendo como causa o preço baixo e as últimas secas. Só que na presente safra o clima está ajudando e a produtividade promete ser boa. Aquela perspectiva de exportar milho para os Estados Unidos para produção de etanol perdeu força. Não se fala mais. A área deixada pelo milho será ocupada pela soja.
EM ROMA – Lula, em Roma, e na FAO, disse: “A fome parece ser invisível para muitos governos. Com menos de metade do que usaram contra a crise financeira internacional, poderiam acabar com o fome no mundo”. Com essa, Caetano Veloso, que chamou Lula de analfabeto, ficou mal no retrato. Matar a fome de outros é complicado. Já imaginei muitas vezes como se poderia fazer isso. Há muitos que, se recebem a comida pronta, nem a louça não lavam.
GRANDE SACADA: MULHER, FLORES E LUZ – UMA SEMANA DE PROMOÇÕES QUE COMEÇOU COM O CASAMENTO COLETIVO. A INSTALAÇÃO DO NÚCLEO DO IMAMA EM TRÊS DE MAIO É OUTRA GRANDE SACADA.
PREVISÃO PARA 2010
– Faltando um mês para terminar o ano, já estão saindo previsões alvissareiras para 2010. Alvissareiras, porque está se prevendo que o crescimento do PIB no que vem será de 5%. Seria ótimo que isso acontecesse, porque haveria reflexos no consumo interno e, obviamente, o emprego e a renda seriam alavancados. Não esqueçam que milhões de pessoas não têm trabalho.
NOVOS EVENTOS: A criatividade tem que estar presente na comunidade. E este parece ser o caso neste momento em Três de Maio. Temos um parque municipal de exposições como poucos existem no Estado. Só que pouco usado. Talvez, por isso tenham pensado em promover a Iª. Feira da Terneira e da Agricultura Familiar – ou coisa que o valha, porque o nome ainda não é definitivo – no ano que vem, no período de 03 a 06 de junho. E, é claro, o evento deverá ser sediado em todos os anos pares, quando não acontece a Expofeira do Agronegócio, consagrada ao longo dos anos. O Mulher, Flores e Luz, ou outra denominação que venha ter, também poderá acontecer, futuramente, no parque de exposições, para valorizar mais aquele bonito espaço.

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