
À GUISA
DE COMENTÁRIO – PEGOU FOGO – Quando ouvi a
notícia, logo pensei que ia dar panos para mangas. Acertei.
Agora, estão engalfinhados discutindo o presidente da
Farsul, Carlos Sperotto; o secretário de Agricultura,
João Carlos Machado, e o ministro da Agricultura, Reinhold
Stephanes. Os pesquisadores da Embrapa, culpados pela revolta
dos ruralistas gaúchos, preferiram silenciar. Eles, os
pesquisadores da Embrapa, descobriram, através de pesquisa,
que o Rio Grande do Sul é o Estado que, atualmente, tem
a mais baixa produtividade de grãos, indicando como causa
o plantio inadequado e não o clima. Foi a dose. O presidente
da Farsul e o secretário de Agricultura querem saber toda
a verdade sobre essa conclusão, que tem cheiro científico.
Para o secretário da Agricultura, “O Rio Grande
do Sul colheu as suas três maiores safras nos últimos
anos, sem ter aumentado a área de produção”.
Se os técnicos tivessem concluído que a causa da
baixa produtividade é o clima, haveria lógica.
Mas eles concluíram que está faltando tecnologia.
O secretário da Agricultura vai pedir análise da
pesquisa, para dar resposta. Talvez, ele já tenha dado
a resposta certa: “A melhor maneira de se aumentar a produção é com
políticas públicas que deem garantias de preço
ao produtor. O governo federal tem de se preocupar em fazer essas
políticas”. Entendo que temos tecnologia, mas em
muitas safras faltam clima favorável e preços animadores.
“
NINGUÉM ATACA QUEM NÃO INCOMODA”, diria Carlos
Sperotto, da Farsul. Quem está incomodado com a pesquisa
da Embrapa são os ruralistas gaúchos, quanto à conclusão
de que as lavouras gaúchas têm baixa produtividade.
Talvez, seria o caso de perguntar: Que lavouras gaúchas?
Não se sabe se querem justificar a pequena agricultura familiar
ou os produtores dos assentamentos. A agricultura comercial do
Rio Grande do Sul absolutamente não aceita as conclusões
dos técnicos da Embrapa.
DO PALÁCIO – O Palácio não para. Quer
dizer, a locomotiva não para e não pode parar. Mais
uma das bandeiras da administração Construindo uma
Nova Era está sendo desfraldada, com a aquisição
de 13,2 hectares para instalação da Área Industrial
II. Com a capacidade esgotada da área industrial existente,
a aquisição de uma nova área se impunha, porque
novas empresas querem instalar-se e outras precisam ser relocadas,
porque estão condenadas pela Fepam, por causarem poluição
ambiental dentro da cidade. A área industrial, poder-se-ia
dizer, é o coração que impulsiona o desenvolvimento.
HÁ MUITA GENTE QUE QUER SER TRATADA COM LUVAS DE
PELICA, ENQUANTO TRATA OS OUTROS COM LUVAS DE FERRO.
MILHO RECUA – A cultura do milho não tem um bom ano.
O plantio recuou 20%, tendo como causa o preço baixo e as últimas
secas. Só que na presente safra o clima está ajudando
e a produtividade promete ser boa. Aquela perspectiva de exportar
milho para os Estados Unidos para produção de etanol
perdeu força. Não se fala mais. A área deixada
pelo milho será ocupada pela soja.
EM ROMA – Lula, em Roma, e na FAO, disse: “A fome parece
ser invisível para muitos governos. Com menos de metade
do que usaram contra a crise financeira internacional, poderiam
acabar com o fome no mundo”. Com essa, Caetano Veloso, que
chamou Lula de analfabeto, ficou mal no retrato. Matar a fome de
outros é complicado. Já imaginei muitas vezes como
se poderia fazer isso. Há muitos que, se recebem a comida
pronta, nem a louça não lavam.
GRANDE SACADA: MULHER, FLORES E LUZ – UMA SEMANA DE PROMOÇÕES
QUE COMEÇOU COM O CASAMENTO COLETIVO. A INSTALAÇÃO
DO NÚCLEO DO IMAMA EM TRÊS DE MAIO É OUTRA
GRANDE SACADA.
PREVISÃO PARA 2010 – Faltando um mês para terminar
o ano, já estão saindo previsões alvissareiras
para 2010. Alvissareiras, porque está se prevendo que o
crescimento do PIB no que vem será de 5%. Seria ótimo
que isso acontecesse, porque haveria reflexos no consumo interno
e, obviamente, o emprego e a renda seriam alavancados. Não
esqueçam que milhões de pessoas não têm
trabalho.
NOVOS EVENTOS: A criatividade tem que estar presente na comunidade.
E este parece ser o caso neste momento em Três de Maio. Temos
um parque municipal de exposições como poucos existem
no Estado. Só que pouco usado. Talvez, por isso tenham pensado
em promover a Iª. Feira da Terneira e da Agricultura Familiar – ou
coisa que o valha, porque o nome ainda não é definitivo – no
ano que vem, no período de 03 a 06 de junho. E, é claro,
o evento deverá ser sediado em todos os anos pares, quando
não acontece a Expofeira do Agronegócio, consagrada
ao longo dos anos. O Mulher, Flores e Luz, ou outra denominação
que venha ter, também poderá acontecer, futuramente,
no parque de exposições, para valorizar mais aquele
bonito espaço.
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