A participação (ou não) dos jovens na política - parte 2

Nesta edição, o Semanal traz a opinião de mais quatro jovens sobre o que eles pensam sobre política e como se veem dentro do processo eleitoral

A participação (ou não) dos jovens na política - parte 2

Colaboração de Giovana Rodrigues Herpich

 

Às vésperas das eleições municipais, o Jornal Semanal traz mais quatro opiniões de jovens sobre a participação na política. 


Embora não pareça, uma parcela considerável da juventude busca se engajar politicamente, mesmo que não seja de uma maneira “institucionalizada”, sob a forma de filiação partidária. Com a facilidade de acesso à informação pela internet hoje em dia, o que não existia nas gerações anteriores, os jovens têm procurado conhecer o contexto político e se posicionar diante do cenário vigente, mesmo que nem sempre o façam de forma pública.


Nesta edição, o Semanal traz mais quatro opiniões sobre como se sentem em relação à política e a forma como participam dela. A importância que dão ao voto foi questionada, assim como a motivação que sentem para participar do pleito do próximo domingo.

 

'Não me sinto motivado, nem preparado para votar'


Aos 18 anos, Pedro Siqueira, estudante do 2° ano do Ensino Médio fez o título eleitoral porque é uma determinação da lei. “Fiz porque como tenho mais de 18 anos sou obrigado a fazer, mesmo não querendo”. Ele não acredita na importância do voto, assim como diz que não tem o hábito de acompanhar as notícias relacionadas à política. "Não faz sentido olhar notícias sobre política, se sempre vai ser corrupção ou políticos brigando, e quando não é isso é propaganda de político mentindo pra ficar quatro anos no poder", opina o jovem.


Quanto aos jovens ter senso crítico suficiente para votar, ele acredita que não, já que a maioria nem paga as próprias contas, não tem conhecimento suficiente da realidade para conseguir discernir entre a verdade e a mentira. "A maioria acredita em tudo que os políticos falam e acabam por votar naquele com o discurso mais bonito aos seus olhos", explica.


Na avaliação de Pedro, a política é algo chato e entediante. "É uma briga para ver quem vai conseguir enganar mais pessoas para engordar o próprio bolso em quatro anos". 


Pedro diz não se sentir motivado e preparado para votar e que “um voto entre centenas ou milhares de alienados é tão relevante quanto uma gota em um rio."
 

 

 

'O jovem pode contribuir com outra visão de mundo, o que agrega bastante na política como um todo'

 

O estudante de Direito, Igor Marcelo Blume, de 20 anos, fez o título eleitoral aos 16 anos. Ele conta que tem o hábito de acompanhar notícias relacionadas à política desde o ensino médio e agora, na universidade, ainda mais.


Para ele, a participação dos jovens na política "é essencial para viabilizar a representatividade dessa faixa etária, além de permitir mudanças de pensamento e renovação na política”. 


Quanto ao senso crítico dos jovens para votar aos 16 anos, Igor diz que cada vez é mais perceptível o potencial do jovem na sociedade e que na política não é diferente. “Vejo que esta faixa etária pode contribuir com outra visão de mundo, o que agrega bastante na política como um todo”, enfatiza.


O estudante de Direito considera a política muito interessante, “justamente, por ser um meio bastante aberto a troca de ideias e que permite a contribuição do jovem com o futuro da sociedade”. 


Para as eleições de domingo, Igor está muito motivado. “Entendo que, se cada um enxergar no voto a oportunidade de fazer a diferença na sociedade, levar a sério e compreender a importância de seu voto, coletivamente teremos muitos benefícios”, afirma.

 

 


'Por mais que seja apenas um voto, sei que meu papel será cumprido e que minha opinião foi expressa'


Maísa Leonhardt, 18 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio, diz que nunca se sentiu pressionada para votar. “Conforme fui amadurecendo, entendi que o título era necessário para algumas questões no trabalho. Acho muito importante poder votar, pois o público jovem também merece seu espaço”.


A jovem tem o hábito de acompanhar notícias relacionadas à política, principalmente para poder criar uma opinião própria sobre o assunto. Ela também considera muito importante a participação dos jovens na política. "Precisamos ter voz, e precisamos colocar nossas opiniões. Grande parte da sociedade é composta por adolescentes e jovens, então é importante participar”.


Para Maísa, aos 16 anos a grande maioria ainda não tem o senso crítico apurado. “Eu, com 16 anos, possuía uma mentalidade totalmente diferente da que tenho hoje, então creio que a idade ‘ideal’ seria juntamente com a maioridade, aos 18 anos”.


Quanto à política ser algo “chato” ou “entediante”, ela afirma que não pensa assim. “Pelo contrário, a política move nosso país, nosso Estado e a nossa cidade! Tem suma importância, e não apenas em questões da presidência ou da Câmara, mas em vários aspectos da nossa vida; a política, acaba sem querer se encaixando”.


A jovem se diz preparada para o pleito de domingo. “Por mais que seja apenas um voto, sei que meu papel será cumprido e que minha opinião foi expressa”.

 

 

'Estou preparada para escolher o melhor para minha cidade'


Com 19 anos, Geórgia Luísa Benedetti fez o título eleitoral ao completar 18, para exercer seu dever de cidadã. “Para mim é importante. Temos esse direito como cidadãos livres para poder escolher nossos representantes”, ressalta. 

 

A jovem, que vai votar pela primeira vez, acompanha regularmente as notícias sobre política, e considera muito importante estar atento a todos os acontecimentos. Ela acredita que é fundamental a participação de jovens na política. “Temos o nosso direito de votar e o direito de sermos escutados, acho que todos deviam dar valor a essa oportunidade de poder escolher os seus representantes”, justifica. 

 

Para Georgia, jovens a partir dos 16 anos já possuem senso crítico formado e a grande maioria está apta a escolher seus representantes. Para ela, a política às vezes acaba se tornando chata, mas é algo importante para o desenvolvimento social mundial.

 

Sobre as eleições do próximo domingo, ela se diz pronta para votar. “Estou preparada para escolher o melhor para minha cidade, acho que o voto de todos faz a diferença”, finaliza.