Ano XVIII - EDIÇÃO 1009

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MOTOCROSS

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Cor de rosa nas pistas
de motocross


Em cima de duas rodas, as jovens três-maienses Nicole Manhabosco e Carolina Zimermann têm brilhado
nas pistas de motocross da região


Nicole e Carolina correm com uma moto modelo CRF230, ideal para a idade e estatura das atletas, pois é leve, potente e, segunda as meninas, descolada e mais feminina

Passou o tempo em que competir em cima de duas rodas era coisa de homem. Agora, o capacete cor de rosa e uniforme colorido nas pistas de motocross mostram que o esporte também pode ser praticado pelas mulheres. Quem prova isso são as jovens três-maienses Nicole Manhasbosco, de 16 anos, filha dos empresários Rosana e Toni Vanderelei, e Carolina Zimermann, de 14 anos, filha dos também empresários Ana e Marcelo. Há menos de um ano, elas têm brilhado nas pistas de motocross, não só por serem meninas, mas por deixarem muitos homens comendo poeira atrás delas.
Nicole iniciou no esporte em novembro de 2007. Ela acompanhava o trabalho do pai, que é empresário do ramo de motos e que participa da organização de provas de motocross e na preparação de pilotos para as corridas. Ela conta que o interesse partiu dela, e que a família toda a apoiou. O início foi difícil. “Um dia meu pai me mandou subir na moto e falou: ‘A primeira marcha é para baixo e o resto é tudo pra cima. Te vira!’ O resultado foi terrível. Andei, caí, quebrei a embreagem e detonei a moto do meu pai. Apesar de tudo isso, peguei gosto pelo esporte e ganhei uma moto. Depois nunca mais parei”, conta, aos risos, Nicole. Com um bilhetinho com instruções grudadas no tanque da moto, a jovem começou a dar seus primeiros passos, ou melhor, seus primeiros saltos.
Já Carolina tomou gosto pelas motocicletas antes mesmo de competir. Filha de um apaixonado por motocross, e irmã de um dos principais competidores da região, o Ricardo Zimermann, ela acompanha de perto toda a movimentação pelo esporte da família. Aos 10 anos, ela já aprendeu a dirigir uma moto. “Meu pai me ensinou como se a moto fosse uma bicicleta. Ligava a moto, ele subia na minha garupa e começava a andar. Quando conseguia o equilíbrio, ele pulava da moto e me deixava andar sozinha. Era muito legal”, conta Carolina.
As duas contam que os primeiros treinos foram complicados e os tombos eram inevitáveis. “Eu tinha muito medo de me machucar, pois não confiava em mim mesma e nem na moto. Os tombos foram poucos, mas quando caía, chorava, e até hoje é assim. Na hora da queda, fico em pânico. Mas depois que sinto que estou inteira e viva continuo correndo”, diz Nicole.
A primeira e mais emocionante competição para Carolina foi em Ijuí, pela Copa Cidades de MotoCross, em agosto de 2007. Para ela, foi uma das mais importantes, porque marcou a sua estréia nas pistas da região. Já a primeira de Nicole foi em Crissiumal, no Balneário Amorim, pela Copa Verão de Motocross, a qual concluiu em 4° lugar na categoria feminina. “Nunca tinha largado com outros competidores. Na hora em que baixaram o gate de largada, não tinha nem engatado a primeira marcha. Vi que as outras estavam saindo, engatei e fui”, conta.
Por serem as únicas mulheres que correm em Três de Maio, elas treinam com os homens, cerca de sete competidores de Três de Maio, e garantem que não sofrem preconceito. “A turma é muito boa. Quando sabem que estamos correndo, eles tomam mais cuidados e sempre procuram nos ajudar”, explicam as meninas.
As duas correm com uma moto CRF230, ideal para a idade e estatura das atletas, pois é leve, potente e, segunda as meninas, é uma moto descolada e mais feminina. Elas competem em competições de motocross e de supercross (com mais obstáculos), nas categorias femininas e no Open Nacional, no qual competem com homens.
E como não poderia faltar, o toque feminino não é só no capacete cor de rosa. Nicole garante que o gloss nos lábios e o rímel nos olhos são indispensáveis. “Sempre faço chapinha ou uma escovinha e também sempre estou com as unhas pintadas. Um saltinho, pó, gloss, rímel e acessórios são indispensáveis”, revela.
Todo esse estilo e desempenho das garotas poderão ser vistos no próxima dia 13, no SuperCross, em Três de Maio.

Pista com mais obstáculos para o SuperCross do dia 13

Três de Maio se prepara para mais uma superprova do motociclismo. Faltam poucos dias para a pista de motocross, localizada no Parque de Exposições Germano Dochkorn, receber os melhores pilotos do Sul do país.
Marcada para o dia 13 de junho, o local será palco para a terceira etapa do SuperCross Planalto Missões. Na pista, estão sendo efetuadas mudanças. De pista de motocross, se transformará em pista de supercross, ou seja, com mais obstáculos e desafios para os pilotos. O salto de chegada, que fica localizado perto dos alambrados, onde o público assiste às disputas, já foi retirado para que haja uma melhor visualização em toda a pista.
São esperados mais de 100 pilotos, inclusive os que lideram o campeonato gaúcho, que disputarão nove categorias. A mais aguardada é a categoria principal, a SX1 Força Livre. Só de Três de Maio, cerca de 10 pilotos participarão da competição. No sábado, dia 12, os pilotos farão o treino livre, ao qual o público também poderá assistir, sem custo. Os ingressos para o evento, que é organizado pela ACI e pela equipe de motocross de Três de Maio, custam R$ 3 antecipado, e podem ser adquiridos na Rádio Cidade Canção, Pneu Car e Pertoni Motos. Na hora, o valor sobe para R$ 5. Parte dos recursos será destinado ao Lar dos Idosos, do município.

HORIZONTINA FUTSAL

Três pontos rendem
a 7ª colocação

O Horizontina Futsal compensou as duas derrotas consecutivas com uma bela vitória no último sábado, dia 28. A equipe venceu a forte equipe da Ucpel, de Pelotas, adversário direto na tabela de classificação, pelo placar de 2 a 0. Com a vitória, a equipe subiu duas posições na tabela e agora ocupa a 7ª colocação, com 11 pontos.
Na partida, Felipe abriu o placar logo no início da partida, aos 2 minutos, depois de roubar a bola da defesa adversária no meio da quadra e chutar sem chances para o goleiro. Na primeira etapa, só deu Horizontina. A equipe teve boas oportunidades de gol, mas pecava nas finalizações. A equipe da Ucpel não deu trabalho para o goleiro Baranha, que fez apenas uma defesa no primeiro tempo. Já na segunda etapa, a situação foi diferente. Com falhas individuais, a equipe horizontinense deu chances para a Ucpel, que teve diversas oportunidades de empatar.
Em um jogo equilibrado, a partida só foi decidida faltando três minutos para a partida terminar. Tiago entrou na equipe, dando velocidade à partida. E foi ele quem marcou o segundo gol do Horizontina. Com um passe certeiro de Sid, Tiago só teve o trabalho de empurrar a bola para o gol, com categoria e personalidade.
Amanhã, às 19h30min, a equipe volta a jogar fora de casa. Dessa vez, contra o Agel, de Garibaldi, que ocupa a 9ª colocação, com oito pontos e quatro partidas a mais que o Horizontina.

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