Do início dos primeiros sintomas ao óbito de Ricardo Zucatto Fischer foram apenas 10 dias, diz a mãe

Do início dos primeiros sintomas  ao óbito de Ricardo Zucatto Fischer foram apenas 10 dias, diz a mãe
Ricardo Zucatto Fischer, 37 anos, era empresário, proprietário das lojas Up Acessórios e D.Store; e representante comercial. Filho do ex-prefeito Pedro Paulo Fischer e da professora e vereadora Eliane Teresinha Zucatto Fischer, deixou esposa e um filho pequeno. Ele foi internado na noite do dia 26 no HSVP e veio à óbito por volta das 20 horas, do dia 27

Embora o momento de dor, os pais do empresário e representante comercial Ricardo Zucatto Fischer, 37 anos, falaram ao Semanal sobre a perda recente do filho para a Covid-19, no último sábado, dia 27.


A mãe – professora Eliane Teresinha Zucatto Fischer, vereadora na atual legislatura – contou à nossa reportagem sobre o início dos primeiros sintomas até o falecimento do filho. E deixou um recado importante aos leitores. “A principal orientação é de que ao sentir os primeiros sintomas procure orientação médica; faça o teste, se certifique do problema. Os sintomas se confundem muito com gripe, resfriado. Porém, a proliferação do vírus é muito rápida e em questão de um dia ele faz um estrago enorme no pulmão. Foi o que aconteceu com o Ricardo. O vírus comprometeu 100% do pulmão dele em questão de dois dias. E ele confundia os sintomas; dizia que estava ansioso, não conseguia dormir, mas já era o pulmão dando sinal de que algo não estava bem. Procure orientação médica, não fique esperando em casa”, alerta Eliane.

 


Os primeiros sintomas


Conforme a mãe, Ricardo começou a apresentar sintomas como dor de cabeça, febre, dificuldades para dormir e mal-estar no dia 18 de fevereiro. No dia 24 fez o teste que positivou. Foi orientado a consultar na Unidade Sentinela, quando foi solicitado que ele, a esposa dele fizessem  um Raio X. E, no dia 25 iniciou iniciou a medicação, em casa, com o monitoramento dos médicos da Unidade Sentinela. 


Além dele, a esposa e o filho do casal; e a professora Eliane também testaram positivo para Covid-19. 

 


Evolução muito rápida


Na sexta-feira à noite, 26, por dificuldades respiratórias, os pais levaram Ricardo para atendimento médico no Hospital São Vicente de Paulo. Logo foi encaminhado para a UTI do HSVP, onde permaneceu menos de 24 horas, indo à óbito por volta das 20 horas de sábado, 27, com comprometimento de 100% dos pulmões. 


Eliane revela que somente agora tiveram conhecimento que o Raio X não apresenta um diagnóstico preciso. “Agora sabemos que somente a tomografia é que dá as devidas dimensões de como está o pulmão da pessoa infectada e o grau de comprometimento do órgão. Portanto, se tivesse sido solicitado pelo profissional da Unidade Sentinela a tomografia, poderíamos ter acelerado o tratamento correto e inclusive, a internação do Ricardo”, avalia Eliane. 


Conforme a professora, a explicação médica sobre o motivo da evolução tão rápida da doença à óbito, foi a demora de Ricardo  em procurar atendimento médico. “Os sintomas que levaram o Ricardo a fazer o teste da Covid-19 na quarta-feira, dia 24, foram a dificuldade para respirar e o mal-estar, apresentados desde domingo à noite, dia 21”. 

 


Viagem à praia


Muito abalada com a perda repentina do filho, Eliane comenta que a família toda viajou para o litoral em férias. Lá, no dia 18 de fevereiro, o jovem empresário  teve dor de cabeça. No dia 19 apresentou febre baixa e no dia  20, mal-estar. Mas, como havia ficado exposto ao sol por muito tempo, relacionaram os sintomas aos fatores da praia. “Ninguém cogitou se tratar do Covid, até por que estávamos tomando os devidos cuidados e precauções”, afirma.


A mãe diz não saber se o contágio ocorreu na praia, pois até o dia anterior à viagem, Ricardo estava trabalhando, fazendo suas viagens como representante comercial. “O que sabemos é que o pulmão dele já estava muito comprometido quando ele concordou em ir ao médico. Ou seja, o vírus já estava há alguns dias se proliferando no organismo. O contágio pode ter ocorrido logo nos primeiros dias na praia, ou na semana em que ele esteve viajando a trabalho”, lamenta.