Aulas na rede municipal devem continuar remotas até o fim do ano letivo

Após uma reunião realizada na última quarta-feira, com a participação do prefeito Altair Copatti, representantes do Conselho Municipal de Educação, Secretaria Municipal da Saúde, Conselhos de Pais e Mestres, diretores e Associação dos Professores da rede municipal de Três de Maio, ficou decidido pelo não retorno às aulas presenciais neste mês de outubro, podendo se estender até dezembro, quando se encerra o ano letivo. Nova reunião deverá ser realizada em novembro. Já as escolas da rede particular – Dom Hermeto e Setrem –, retornam nos dias 13 e 14, respectivamente.

Aulas na rede municipal devem continuar remotas até o fim do ano letivo
Próxima reunião será realizada em novembro, para definir situação. Escolas estaduais também devem manter ensino remoto. Rede privada tem previsão de retorno na próxima semana

Aulas presenciais na rede municipal podem não retornar este ano 

 

Próxima reunião será realizada em novembro, para definir situação. Escolas estaduais também devem manter ensino remoto. Rede privada tem previsão de retorno na próxima semana

 

Depois da permissão para que fossem retomadas as aulas presenciais na rede privada, em Três de Maio, a partir da segunda-feira, 5 de outubro, o retorno não ocorreu como o esperado. Tanto Setrem, quanto Colégio Dom Hermeto, suspenderam a volta dos estudantes em sala de aula. Como justificativa, para preservar a vida e a saúde dos estudantes, professores e colaboradores, após a testagem positiva de colaboradores das duas instituições de ensino para a Covid-19.


Diante dessa situação, ambas as escolas particulares decidiram adiar o retorno das aulas presenciais, visando garantir um ambiente mais seguro aos envolvidos. Nos próximos dias, o Comitê de Operações Especiais no Combate ao Coronavírus de cada escola deverá se reunir para avaliar a situação. No Colégio Dom Hermeto, a previsão de retorno é para a terça-feira, dia 13, para os estudantes do Ensino Médio e da Educação Infantil. 


Na Setrem, as aulas retornam na quarta-feira, dia 14, para os estudantes da Educação Infantil, Ensino Médio e aulas práticas e de laboratórios do Ensino Técnico e da Faculdade. 


A rede estadual também não tem uma definição. Assembleia geral online foi realizada ontem à tarde, contrária ao retorno das aulas presenciais enquanto “não houver condições de segurança à vida”, declarou o diretor do 35º Núcleo do Cpers/Sindicato, professor Marino Simon, ao Semanal. “Queremos testagem dos professores, funcionários e alunos; equipamentos de proteção, bem como recursos humanos para garantir segurança à vida. Vamos continuar dando aulas online até que existam as condições necessárias para retomar aulas presenciais em segurança. Escolas fechadas vidas preservadas, no momento”, destacou Simon.


A mesma opinião é compartilhada pela equipe da Secretaria Municipal de Educação. Na quarta-feira, uma reunião foi realizada com a participação de vários segmentos do governo municipal, entre eles o prefeito Altair Copatti, representantes do Conselho Municipal de Educação, Secretaria Municipal da Saúde, Conselhos de Pais e Mestres das escolas municipais, diretores e Associação dos Professores Municipais. A decisão tomada é do não retorno às aulas presenciais em outubro, podendo se estender até dezembro, quando se encerra o ano letivo.


Segundo a secretária Tânia Georgi, essa decisão não é definitiva, mas, o que se projeta é que não haja retorno às aulas em 2020. 


“Na primeira semana de novembro iremos nos reunir novamente. Nossos professores estão com jornada dobrada, trabalhando muito. Mas o momento não permite a retomada presencial. Se existe aluno com muita dificuldade, ele pode ter atendimento individual com o professor, atividades complementares, de reforço. Mesmo com as aulas remotas, existe um vínculo entre professores e as famílias.”


Em setembro, a Secretaria enviou um questionário aos pais dos alunos – da Educação Infantil ao Ensino Fundamental – sendo que mais de 80% responderam que não pretendem mandar os filhos para a escola durante a pandemia.

 

CNE aprova medida que libera ensino remoto até dezembro de 2021


O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou por unanimidade na terça-feira uma resolução que permite a continuidade do ensino remoto até dezembro de 2021, caso seja opção das redes. A proposta aprovada recomenda ainda que os sistemas de ensino não reprovem os estudantes. O texto precisa ser homologado pelo Ministério da Educação (MEC) e vale para educação pública e privada.


A medida prevê a reorganização flexível dos sistemas e sugere, por exemplo, a adoção do “continuum escolar”, ou seja, as redes poderão fundir os anos escolares dos estudantes, de modo que eles concluam no próximo ano o conteúdo que ficou prejudicado em 2020 devido à pandemia.