Ano XVIII - EDIÇÃO 989

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OPINIÃO

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Se as leis de trânsito fossem mais rígidas,você acredita que os acidentes nas estradas diminuiriam?

“Considero as leis de trânsito pouco rigorosas. Penso que os acidentes causados, principalmente, por embriaguez ou excesso de velocidade, deveriam ser julgados com a devida seriedade que exigem e não com descaso ou como algo irrelevante. E, em caso de acidentes com morte, punição igual ou maior que àquela aplicada aos assassinos”.
Cláudia de Moura Coracini, 27 anos, estudante.

 

“Sou a favor da reformulação das leis de trânsito no que se refere à rigorosidade, ainda mais em casos de acidentes causados por irresponsabilidade dos motoristas. Além disso, a postura dos encarregados pela segurança no trânsito deveria ser a mesma, independentemente da classe social de quem estiver conduzindo o veículo. A legislação é bem clara e as informações sobre dirigir alcoolizado, entre outras infrações, são de conhecimento dos motoristas. É importante que estes se conscientizem, nem que seja através de punições mais severas”.
Lidiane Mendes Geist, 28 anos, professora.

 

"O país tem um prejuízo considerável com acidentes de trânsito. Além de custar muitas vidas, somam-se custos médicos, previdência social, custos legais e materiais. A maioria dos acidentes é causada por falhas humanas: dirigir sob efeito de álcool, alta velocidade e imprudência. Acredito que uma legislação mais rígida seja capaz de tirar das ruas e punir os maus motoristas, aliada a um processo educacional capaz de formar cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar a vida e o trânsito”.
Elizeu Luiz Ferro, 39 anos, empresário.

“Particularmente, acredito que o problema da ‘insegurança’ no trânsito não está relacionado à falta de rigor na aplicação das normas e multas impostas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) vigente. Entendo que o CTB, nos termos em que se encontra, é uma legislação suficientemente eficaz e preventiva, no entanto, o problema está na conscientização de certos condutores que, por imprudência, negligência, colocam em risco a sua própria vida e a vida de outras pessoas. Apesar disso, acredito que o projeto de lei que visa revisar e alterar certas disposições do CTB é elogiável, mas receio que o exagero acabe por torná-lo excessivamente oneroso e, ainda, ineficaz quanto ao objetivo maior que é reduzir as fatalidades no trânsito”.
Nicéia Ivanowski, 30 anos, advogada.

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