Se
as leis de trânsito fossem mais rígidas,você acredita
que os acidentes
nas estradas diminuiriam?
“Considero
as leis de trânsito pouco rigorosas. Penso que os acidentes
causados, principalmente, por embriaguez ou excesso de velocidade,
deveriam ser julgados com a devida seriedade que exigem e não
com descaso ou como algo irrelevante. E, em caso de acidentes
com morte, punição igual ou maior que àquela
aplicada aos assassinos”.
Cláudia de Moura Coracini,
27 anos, estudante.
“Sou
a favor da reformulação das leis de trânsito
no que se refere à rigorosidade, ainda mais em casos de
acidentes causados por irresponsabilidade dos motoristas. Além
disso, a postura dos encarregados pela segurança no trânsito
deveria ser a mesma, independentemente da classe social de quem
estiver conduzindo o veículo. A legislação é bem
clara e as informações sobre dirigir alcoolizado,
entre outras infrações, são de conhecimento
dos motoristas. É importante que estes se conscientizem,
nem que seja através de punições mais severas”.
Lidiane Mendes Geist, 28 anos, professora.
"O
país tem um prejuízo considerável com
acidentes de trânsito. Além de custar muitas vidas,
somam-se custos médicos, previdência social, custos
legais e materiais. A maioria dos acidentes é causada
por falhas humanas: dirigir sob efeito de álcool, alta
velocidade e imprudência. Acredito que uma legislação
mais rígida seja capaz de tirar das ruas e punir os
maus motoristas, aliada a um processo educacional capaz de
formar cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar
a vida e o trânsito”.
Elizeu Luiz Ferro, 39 anos, empresário.
“Particularmente,
acredito que o problema da ‘insegurança’ no
trânsito não está relacionado à falta
de rigor na aplicação das normas e multas impostas
pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) vigente.
Entendo que o CTB, nos termos em que se encontra, é uma
legislação suficientemente eficaz e preventiva,
no entanto, o problema está na conscientização
de certos condutores que, por imprudência, negligência,
colocam em risco a sua própria vida e a vida de outras
pessoas. Apesar disso, acredito que o projeto de lei que visa
revisar e alterar certas disposições do CTB é elogiável,
mas receio que o exagero acabe por torná-lo excessivamente
oneroso e, ainda, ineficaz quanto ao objetivo maior que é reduzir
as fatalidades no trânsito”.
Nicéia Ivanowski, 30 anos, advogada.
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