Ano XX - EDIÇÃO 1106

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - COMO PODE? - É o que pergunto, porque gosto de economia e acompanho. A imprensa divulgou, na semana passada, que para o ministro da Fazenda, o ritmo da economia desacelerou. Com ar de quem aprova com palmas a desaceleração econômica do País. Teria havido, no primeiro trimestre do ano, um superaquecimento. Não senti calor nenhum. Para corroborar a minha convicção de que o ministro comemorou a queda do ritmo da economia brasileira nos primeiros noventa dias de 2010, foi o aumento da taxa básica Selic. O aumento dos juros trava o crescimento econômico. Aí vem a pergunta: como pode? É preciso crescer, porque o crescimento da economia abre oportunidades de trabalho, oportuniza o aumento da produção e faculta melhores salários, mais negócios, enfim. Mas, ao que parece, a equipe econômica não quer nada disso. A única coisa que se quer é evitar que haja um repique de inflação. Estamos obrigados a conviver com um sistema econômico de inflação baixa e baixo ritmo de crescimento, cujo PIB não sobe acima dos 5% ao ano. E nossos filhos ficam desempregados ou ganham mal. Enquanto isso, cresce o número de famílias endividadas e inadimplentes.
FICHA LIMPA É OBRIGAÇÃO, NÃO VIRTUDE. Entrementes, é bom lembrar que o custo da corrupção chega a 40 bilhões por ano na Pátria amada.
MAIS ALTO IRFS - São três os municípios gaúchos que conquistaram o mais alto Índice Fiscal de Responsabilidade, Social e de Gestão, dois deles da Fronteira Noroeste: Coronel Barros (5° lugar), São José do Inhacorá (7° lugar) e o primeiro lugar ficou, pela segunda vez consecutiva, com São José do Hortêncio, do Vale do Caí. Ao que parece, é mais fácil administrar pequenos municípios que médios e grandes, porque não consta, entre os dez primeiros classificados, nenhum município desta categoria.
PASSA TUDO – Senado aprovou ficha limpa. Vai para sanção do presidente. O Senado aprovou 7,72% de reajuste para aposentados e pensionistas que ganham mais que um salário mínimo, retroativo a 1 de janeiro e manteve o fim do fator previdenciário. Agora, passa tudo, porque é ano de eleições. Primeiro a notícia que corria era de que o presidente vetaria o reajuste e também o fim do fator previdenciário. Pago para ver.
QUE FRASE! – Do senador Pedro Simon: “Indicação de Temer para vice não vale dois mil réis”.
TURISMO E PRODUÇÃO PRIMÁRIA - Nova Petrópolis é um exemplo típico, em que se mistura turismo com produção primária. Lá existem produtores de leite, de frutas, aves e até suínos. Um exemplo de diversificação como existem poucos. No interior do município se enxerga propriedades bonitas, bem trabalhadas. A Cooperativa Nova Petrópolis Piá é um modelo de instituição. Coleta diariamente 500 mil litros de leite, que industrializa numa unidade na área urbana. Além disso, dá completa assistência aos 3 mil associados. No âmbito da cooperativa a média da produção de leite atinge 18 litros/vaca/dia, sendo 5.400 litros/vaca/ano. Tudo isso é fruto de tecnologia e boa organização.
DESACELERAÇÃO – Para o ministro da Fazenda, o ritmo da economia brasileira desacelerou. Ao que parece, isso regozija a equipe econômica. Aliás, isso vem sendo provocado artificialmente, aumentando a taxa básica Selic. O medo é o superaquecimento da demanda. Isso é a mesma coisa do que numa empresa, quando entra muito dinheiro, que puxa o freio, porque os gastos vão aumentar. Tem lógica? Parece que não há lógica nisso, porque o aquecimento da economia cria empregos e melhora os ganhos dos trabalhadores. E desacelerando, isso não tem como acontecer.
PREÇO DESESTIMULA - Com certeza haverá drástica redução da área de trigo a ser plantada nesta safra. Fala-se em 70 mil hectares, o que representa queda de 8,16% em relação à safra do ano passado.O porquê disso é a baixa cotação do cereal e a lenta comercialização do estoque remanescente da safra anterior. A nossa região será uma das regiões, onde haverá maior redução no plantio de trigo na presente safra. O resultado disso é que o Rio Grande do Sul cada vez produzirá menos trigo.
NOVOS RECORDES – A arrecadação da União bateu novo recorde, em abril: R$ 70,906 bilhões. No ano, a arrecadação monta a R$ 256,889 bilhões. Só que nada disso afeta os municípios, onde vivem os cidadãos. Não é debalde que os prefeitos não se cansam de subir a Brasília de chapéu na mão para mendigar migalhas. Aliás, no 25 de maio, transcorreu o dia
RUI BARBOSA DIZIA - “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto” (RUI BARBOSA) Rui Barbosa, no começo do século X, foi candidato a presidente da República. Não se elegeu. Não são de hoje as maracutaias.

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