
À
GUISA DE COMENTÁRIO – MARCA REGISTRADA –
Perguntar não é ofensa: afinal de contas, qual é
a marca registrada de Três de Maio? Diria, qual o nosso perfil?
Vou perscrutando, vou perscrutando e não encontro, por mais
que procure, o verdadeiro perfil desta minha terra de adoção.
Muitos municípios a lo largo têm sua característica.
Ou suas características. Há localidades que se destacam
pela produção de suínos, outros pela produção
de calçados, outros pela produção de móveis
e por aí vai. Esta preocupação se me veio,
porque um grupo da etnia germânica quer caracterizar algo
típico de Três de Maio para promover um evento anual
gastronômico, artístico-cultural e está à
procura de algo que marca este nosso chão. É, na verdade,
um quebra-cabeça, uma equação de difícil
solução. Para mim, que não sou daqui, sempre
me marcou a presença da chaminé, no começo
da Av. Senador Alberto Pasqualini, coisa para a qual nunca ninguém
prestou atenção. Mas, na região, não
existe nada tão típico como a nossa chaminé.
Poderia servir de símbolo turístico, de marca de produtos,
de nomes de empresas, enfim. Aliás, se fosse pintor, faria
um quadro da chaminé. E, se algum dia escrevesse um livro,
o que é pouco provável, a chaminé faria parte
do título. Então, por que quebrar a cabeça
à procura de outros ícones?
MAIS TRIGO – O clima para a cultura do trigo
está correndo bem: bastante frio e umidade não em
demasia. A previsão é de que a safra brasileira não
chegará a seis milhões de toneladas, neste ano, enquanto
a demanda é de 10,5 milhões de toneladas. Temos que
importar quase 50% do produto e o trigo nacional não tem
apoio. Inclusive, está pintando tarifa zero para importação
de trigo do Canadá e dos Estados Unidos. São os moinhos
que reivindicam a retirada da alíquota para manter os preços
da farinha. Como há o interesse do governo, no sentido de
que o pão e derivados da farinha de trigo não aumentem,
o nosso trigo é sacrificado de novo. Aí os produtores
de trigo têm razão em não arriscar a plantar
o cereal, porque na hora da comercialização os preços
não ajudam.
SE TODAS AS LEIS FOSSEM CUMPRIDAS, NÃO HAVERIA NECESSIDADE
DE NENHUMA OUTRA.
ARRECADAÇÃO CAI – Pela primeira
vez, desde 2003, a arrecadação federal deve encerrar
o ano em queda real na comparação ao ano anterior.
A arrecadação federal caiu em maio pelo sétimo
mês consecutivo. Houve queda na produção industrial,
nas importações e crescimento menor nas vendas no
varejo. Recente levantamento também dá conta de que
a inflação do ano poderá ser igual a 4,39%,
ou superior, em 2009.
NADA QUE É PÚBLICO PODE APENAS SER CORRETO,
MAS PARECER HONESTO E TER A MELHOR DAS DIVULGAÇÕES.
MAIS LOCOMOTIVA – Claro que, quando a locomotiva
puxa, o trem não para. Não pode, contudo, o trem subir
e descer vazio. No sobe e desce tem que vir mercadoria.
ZONEAMENTO DA CANA – Vamos dar uma conferida
de novo no zoneamento da cana-de-açúcar, agora, liberado
para o Rio Grande do Sul. São 182 municípios gaúchos
que deverão integrar, definitivamente, o mapa de produção
de açúcar e álcool do Brasil. O Estado foi
dividido em duas partes: uma lista com as áreas aptas para
plantio de cana em grande escala, com produtividade de 60 toneladas
por hectare, visando ao etanol – não é o caso
da nossa região – e outra, com 216 municípios
gaúchos, que podem plantar cana para outras finalidades,
como a produção de cachaça.
ATUALMENTE, 98% do álcool consumido, no
Rio Grande do Sul, é importado e apenas 2% é produzido
em solo gaúcho. Esta mudança do novo mapeamento do
plantio da cana-de-açúcar no Estado pode trazer benefícios
para nossa economia, desde que os produtores primários saibam
aproveitar racionalmente a oportunidade.
TUDO O QUE SE FAZ NA VIDA TEM OS DOIS LADOS. CONCLUSÃO:
TUDO FUNCIONA COMO SE FOSSE UMA MOEDA OU UMA MEDALHA.
MÃO À PALMATÓRIA – Não
dar o braço a torcer é o contrário. Não
render-se à evidência quer dizer não admitir
a superioridade. No futebol, isto é useiro e vezeiro: uma
equipe domina, vence e os adversários reclamam que o resultado
foi injusto. Às vezes, é preciso dar a mão
à palmatória.
DO PALÁCIO – Hoje, serão entregues
as primeiras 24 (não 25 como escrevia na minha coluna, na
semana passada), moradias da Vila Dona Oliva. Habitações
de interesse social, com recursos da Defesa Civil. E, na sexta-feira
passada, chegaram os dois caminhões-caçamba a que
me reportei, aqui, na semana passada. É o dinamismo de uma
nova era. Agora, já são três micro-ônibus,
dois caminhões-caçamba, uma retroescavadeira Randon
e uma escavadeira hidráulica Komatsu. Começa bem o
gestor do Palácio Municipal. E as obras e ações
sociais – trabalho para os desempregados e moradias para cidadãos
de baixo poder aquisitivo – também, estão nos
planos da administração municipal.
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