Ano XX - EDIÇÃO 1059

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – MARCA REGISTRADA – Perguntar não é ofensa: afinal de contas, qual é a marca registrada de Três de Maio? Diria, qual o nosso perfil? Vou perscrutando, vou perscrutando e não encontro, por mais que procure, o verdadeiro perfil desta minha terra de adoção. Muitos municípios a lo largo têm sua característica. Ou suas características. Há localidades que se destacam pela produção de suínos, outros pela produção de calçados, outros pela produção de móveis e por aí vai. Esta preocupação se me veio, porque um grupo da etnia germânica quer caracterizar algo típico de Três de Maio para promover um evento anual gastronômico, artístico-cultural e está à procura de algo que marca este nosso chão. É, na verdade, um quebra-cabeça, uma equação de difícil solução. Para mim, que não sou daqui, sempre me marcou a presença da chaminé, no começo da Av. Senador Alberto Pasqualini, coisa para a qual nunca ninguém prestou atenção. Mas, na região, não existe nada tão típico como a nossa chaminé. Poderia servir de símbolo turístico, de marca de produtos, de nomes de empresas, enfim. Aliás, se fosse pintor, faria um quadro da chaminé. E, se algum dia escrevesse um livro, o que é pouco provável, a chaminé faria parte do título. Então, por que quebrar a cabeça à procura de outros ícones?
MAIS TRIGO – O clima para a cultura do trigo está correndo bem: bastante frio e umidade não em demasia. A previsão é de que a safra brasileira não chegará a seis milhões de toneladas, neste ano, enquanto a demanda é de 10,5 milhões de toneladas. Temos que importar quase 50% do produto e o trigo nacional não tem apoio. Inclusive, está pintando tarifa zero para importação de trigo do Canadá e dos Estados Unidos. São os moinhos que reivindicam a retirada da alíquota para manter os preços da farinha. Como há o interesse do governo, no sentido de que o pão e derivados da farinha de trigo não aumentem, o nosso trigo é sacrificado de novo. Aí os produtores de trigo têm razão em não arriscar a plantar o cereal, porque na hora da comercialização os preços não ajudam.
SE TODAS AS LEIS FOSSEM CUMPRIDAS, NÃO HAVERIA NECESSIDADE DE NENHUMA OUTRA.
ARRECADAÇÃO CAI – Pela primeira vez, desde 2003, a arrecadação federal deve encerrar o ano em queda real na comparação ao ano anterior. A arrecadação federal caiu em maio pelo sétimo mês consecutivo. Houve queda na produção industrial, nas importações e crescimento menor nas vendas no varejo. Recente levantamento também dá conta de que a inflação do ano poderá ser igual a 4,39%, ou superior, em 2009.
NADA QUE É PÚBLICO PODE APENAS SER CORRETO, MAS PARECER HONESTO E TER A MELHOR DAS DIVULGAÇÕES.
MAIS LOCOMOTIVA
– Claro que, quando a locomotiva puxa, o trem não para. Não pode, contudo, o trem subir e descer vazio. No sobe e desce tem que vir mercadoria.
ZONEAMENTO DA CANA – Vamos dar uma conferida de novo no zoneamento da cana-de-açúcar, agora, liberado para o Rio Grande do Sul. São 182 municípios gaúchos que deverão integrar, definitivamente, o mapa de produção de açúcar e álcool do Brasil. O Estado foi dividido em duas partes: uma lista com as áreas aptas para plantio de cana em grande escala, com produtividade de 60 toneladas por hectare, visando ao etanol – não é o caso da nossa região – e outra, com 216 municípios gaúchos, que podem plantar cana para outras finalidades, como a produção de cachaça.
ATUALMENTE, 98% do álcool consumido, no Rio Grande do Sul, é importado e apenas 2% é produzido em solo gaúcho. Esta mudança do novo mapeamento do plantio da cana-de-açúcar no Estado pode trazer benefícios para nossa economia, desde que os produtores primários saibam aproveitar racionalmente a oportunidade.
TUDO O QUE SE FAZ NA VIDA TEM OS DOIS LADOS. CONCLUSÃO: TUDO FUNCIONA COMO SE FOSSE UMA MOEDA OU UMA MEDALHA.
MÃO À PALMATÓRIA
– Não dar o braço a torcer é o contrário. Não render-se à evidência quer dizer não admitir a superioridade. No futebol, isto é useiro e vezeiro: uma equipe domina, vence e os adversários reclamam que o resultado foi injusto. Às vezes, é preciso dar a mão à palmatória.
DO PALÁCIO – Hoje, serão entregues as primeiras 24 (não 25 como escrevia na minha coluna, na semana passada), moradias da Vila Dona Oliva. Habitações de interesse social, com recursos da Defesa Civil. E, na sexta-feira passada, chegaram os dois caminhões-caçamba a que me reportei, aqui, na semana passada. É o dinamismo de uma nova era. Agora, já são três micro-ônibus, dois caminhões-caçamba, uma retroescavadeira Randon e uma escavadeira hidráulica Komatsu. Começa bem o gestor do Palácio Municipal. E as obras e ações sociais – trabalho para os desempregados e moradias para cidadãos de baixo poder aquisitivo – também, estão nos planos da administração municipal.

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