Kurt Grenzel não concorre
a nenhum cargo político
Político
era opontado como um dos nomes mais fortes para candidato
a prefeito de Três de Maio
Hoje, 30 de maio, falta exatamente um mês para que
os partidos políticos deliberem sobre coligações
e definam seus candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores.
O prazo determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral encerra-se
dia 30 de junho. Até a data, as siglas devem realizar
suas convenções municipais.
Mas as eleições de 5 de outubro prometem agitar
ainda mais o cenário eleitoral. Alianças até
antes inimagináveis deverão surpreender os
três-maienses.
Apesar de muitas especulações e boatos, ainda
não há nada em definitivo sobre as possíveis
composições. A não ser a aliança
entre o Partido do Movimento Democrático Brasileiro
(PMDB) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT),
que já anunciaram seus pré-candidatos a prefeito
e vice-prefeito, respectivamente, Alceu Stein, empresário
e atual vice-prefeito, e Eliane Fischer, vereadora e professora.
E a desistência de Kurt Grenzel a qualquer cargo eletivo
para o próximo pleito. Kurt, um dos nomes mais cotados
e cobiçados do PSDB para concorrer a prefeito ou
a vice-prefeito, revela, em primeira mão, ao Jornal
Semanal, que não concorrerá a nenhum cargo
político.
Descartando definiti-camente a possibilidade de concorrer,
Grenzel declara, em nota publicada nesta edição,
os motivos da sua decisão.
Em contato com o presidente em exercício do PSDB,
Valmir Lopes do Nascimento, popular Carteiro, ele informou
que, com a desistência definitiva de Kurt Grenzel,
no fim de semana deverão surgir novidades. De certa
forma, o partido já definiu o acordo com o PPS e
o PTB para concorrerem na legenda para vereador, na proporcional.
As três siglas, segundo o presidente, devem caminhar
juntas numa composição, seja com o Partido
dos Trabalhadores (PT) ou com o Partido Progressista (PP).
De acordo com Carteiro, o PSDB tem definido que não
fará coligação com o PMDB e o PDT.
PSDB, PPS e PTB devem concorrer coligados
Já João Mella, presidente do PPS, e Delmar
Mébius, popular Barbeiro, presidente do PTB, confirmam
as declarações de Carteiro, PSDB. Mébius
ratifica ainda que uma coligação poderá
ser feita até mesmo com o PT. “Temos tratativas
com vários partidos. E nada está descartado,
a não ser a aliança com o PMDB”, ressalta.
O vereador disse que a decisão será tomada
em conjunto com a comissão provisória do seu
partido.
Conforme Mella, uma reunião será realizada,
hoje à noite, com a executiva e os pré-candidatos
do partido. “Queremos definir candidatos a vereador
e qual o rumo tomar”.
PSB
quer coligação que garanta participação
efetiva no governo
As indefinições também fazem parte
das discussões do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Segundo o presidente da sigla, Luís César
Santana, embora o partido faça parte da atual administração
municipal, ainda não foi tomada nenhuma decisão
de manter essa aliança.
Segundo o presidente socialista, o partido está vindo
de uma completa renovação, com mais de 200
filiações novas. Hoje, o partido já
tem mais de 400 filiados. “Estamos procurando uma
aliança onde tenhamos participação
efetiva e não como a que temos hoje com o PT”,
critica.
No PP continua a indefinição
E, se por um lado todos os partidos buscam seus espaços,
o PP local parece não encontrar um horizonte. Considerado
anos atrás um dos partidos mais fortes e com um bom
número de lideranças, a realidade hoje é
outra.
Em contato com um dos nomes mais expressivos da sigla, o
ex-prefeito Olívio Casali afirmou estar tranqüilo
e aguardando um posicionamento do PSDB. “Não
há nada de novo. Estamos aguardando as definições”,
alega.
Conforme a direção do PT, as negociações
e possíveis alianças deverão ser discutidas
neste fim de semana.
PSDB
nega existência de consenso em Alegria
Nos
bastidores das eleições municipais de Alegria,
parece que o consenso entre os partidos locais não
está consolidado. “O consenso no município
é uma mera especulação, até
porque temos interesse em ter candidato na majoritária”.
É o que afirma o presidente do PSDB, Jonatan Johann,
revelando que em nenhum momento o partido foi convidado
a participar da aliança com o PDT, PMDB, PTB e PT
e o partido da atual administração, PP, que,
juntos, formam a União Democrática Trabalhista
(PDT).
Conforme Johann, ainda não existe um acordo comum.
“Esse consenso não foi aberto para todas as
siglas. E, inclusive, estamos procurando outras saídas,
buscando candidatos para lançar outra chapa”,
adianta. Mas não quis adiantar os nomes dos possíveis
pré-candidatos a prefeito ou vice pelo PSDB.
Segundo o presidente tucano, nesta semana, o vice-prefeito
de Alegria, João Teixeira, PP, conversou com Victor
Trage, da executiva do PSDB, informando da intenção
de colocar seu nome como pré-candidato pelo Partido
Progressista de Alegria. “Teixeira nos procurou para
saber se teria nosso apoio para uma possível coligação.
Foi ele, única pessoa de outro partido que tem intenção
de concorrer pelo PP que nos procurou”.
Para Johann, está faltando conversação
entre as lideranças dos partidos e seus convencionais”,
alega.
Já para o advogado Juarez da Silva, PTB, pré-candidato
a vice-prefeito de consenso pela UDT, a idéia inicial
foi lançada e aprovada pela grande maioria das lideranças
alegrienses. Como candidato a prefeito, havia sido lançado
o nome do atual prefeito, Idalcir Santi (PP).
O político revela que num primeiro momento, o acordo
foi entre PTB, PDT, PMDB, PT e PP. “Realmente, participaram
somente esses partidos. Mas o nosso próximo passo
é incluir o PSDB, o PSB e outros partidos nesta conversa
e oficializar o consenso”.