Ano XVIII - EDIÇÃO 1004

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TRÊS DE MAIO

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Vereadores querem maior
participação da comunidade para aprovação do Plano Diretor
Na próxima segunda-feira, dia 2, às 19 horas, haverá reunião aberta,
na Câmara de Vereadores, sobre o assunto

Outubro de 2006. Este era o prazo final para que o Plano Diretor do município de Três de Maio sofresse alterações e fosse aprovado pela Câmara de Vereadores. Por força do Estatuto da Cidade, o Plano Diretor dos municípios com mais de 20 mil habitantes deve ser revisado, no máximo, a cada dez anos. Mas não foi o que aconteceu em Três de Maio. O Plano Diretor que está em vigência é do ano de 1996.
Em suma, o Plano Diretor objetiva ordenar as ocupações das áreas urbanas e rurais do município. Segundo a secretária municipal de Planejamento, Célia Pase, o projeto propõe o ordenamento urbano, disciplinando “cada pedaço de terra”, as áreas de preservação permanente, as áreas de mata ciliar, os recuos, e outros.
Conforme a secretária, há mais de um ano o projeto, agora denominado de Plano Diretor Participativo, foi entregue com as devidas revisões e atualizações para o Legislativo Municipal. “Foram feitas várias audiências públicas para discutir o projeto, porém não houve um engajamento da comunidade. Desde então, os vereadores vêm estudando o projeto, fazendo as alterações, mas ainda não foi aprovado”, diz a secretária.
Conforme a engenheira civil da Prefeitura Liriane Fedrigo Machado, dentre as alterações propostas, a mais notória é com relação a Áreas de Preservação Permanente (APPs). “Anos atrás não tínhamos um mapa com o levantamento das áreas de preservação permanente do município. Agora existem diversas áreas, como, por exemplo, na encosta de rios, regiões alagáveis, de mata ciliar, e em declividades maiores que 30% na zona urbana, onde não poderão ser feitas edificações.” As edificações já existentes nessas áreas, e devidamente averbadas, estão consolidadas, afirma a engenheira.
Outra modificação é na região comercial. Hoje, as edificações podem ser feitas na divisa do lote. Se for aprovada a alteração, as novas construções no centro da cidade terão que deixar um recuo de no mínimo dois metros. Na opinião da engenheira, essa é uma das questões mais polêmicas.
Também haverá mudanças na taxa de ocupação dos terrenos. Atualmente, na área residencial (térreo), as construções podem ocupar 50% do terreno. Com o novo plano, passará para 65%.
No que se refere a loteamentos, a área para desmembramento ficará maior. Hoje, cada módulo é de 5 mil metros quadrados. Com a nova formulação, passará para 10 mil metros quadrados. Isso significa basicamente uma quadra a mais.
As áreas mínimas de um terreno também sofrerão alterações. Atualmente, o módulo mínimo para a área do terreno é de 11x 30, ou 330 m². A proposta é que a frente passe para 12 metros e a área para 300 m².
Liriane acrescenta, ainda, que outro ponto que foi bastante discutido é para onde a cidade irá se expandir. “A intenção é não progredir muito para a rodovia e sim para a região sul do município. Por isso, a sugestão de, futuramente, ser construído um anel viário que encurte caminhos desde o distrito industrial, passando pelos fundos da Setrem e saindo no CTG Tropeiros do Buricá”, aponta.
Já para a secretária Célia Pase, é importante ressaltar que o objetivo maior do Plano Diretor Participativo é propor o convívio das pessoas em um ambiente de harmonia. “Essa é a grande garantia que queremos. Porque o Plano Diretor entra muitas vezes na questão do direito individual e no bem comum.”
Conforme o vereador Renato de Abreu (PT), que preside a comissão que discute o Plano Diretor no Legislativo, na próxima segunda-feira, dia 2 de junho, a partir das 19 horas, haverá reunião sobre o assunto. “A reunião é aberta a todos. É muito importante a participação da comunidade. Afinal são mudanças que afetarão toda a comunidade”, afirma. A reunião será na Câmara de Vereadores.


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