Ano XVIII - EDIÇÃO 1004

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TRÊS DE MAIO

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Maioria dos toldos em
frente a empresas está em desacordo com a lei
Toldos, quebra-sóis e potes com flores ocupam o espaço destinado aos pedestres. De acordo com a Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo, apenas uma empresa, em toda a extensão da Avenida Uruguai, solicitou autorização do poder público.

Caminhar pelo passeio na Avenida Uruguai, em Três de Maio, nos útimos tempos, tornou-se uma maratona de obstáculos. São mesas de bares na calçada, vasos de flores, amostra de produtos e o mais novo obstáculo para os pedestres: os toldos instalados em frente às empresas para proteger seus produtos do sol. Sem qualquer padrão, as empresas instalaram seus tapa-sóis de acordo com as suas necessidades. Alguns estão afixados no meio da calçada, prejudicando ainda mais a travessia dos transeuntes, inclusive representando risco para quem caminha no passeio. Não são poucas as reclamações de quem transita diariamente pelo passeio da avenida.
Procurado pela reportagem do Jornal Semanal, o secretário de Habitação e Urbanismo, Ademir Schardong, acompanhado dos engenheiros da prefeitura Liriane Fedrigo Machado e Luiz Henrique de Souza Valente, explicou que o Código de Obras e o Código de Meio Ambiente e Posturas determinam os espaços que os toldos podem ocupar no passeio público. Entretanto, conforme Ademir, as empresas não respeitam as determinações.
Preocupados em proteger seus produtos, os proprietários instalam os toldos sem consultar o poder público, o que é obrigado, de acordo com a Lei n° 1455-96, do Código de Meio Ambiente e Posturas do município, revela o secretário. O engenheiro Luiz Valente acredita que muitos empresários não têm conhecimento de que existem leis que determinam o espaço que podem ocupar. “É uma questão de cultura. Os empresários não têm o hábito de pedir auxílio ou uma autorização do poder público na hora de instalar algo no passeio público. Percebemos que há materiais de todos os tipos e alguns muito antigos, como lonas desgastadas e sujas. Outras estão novas e foram colocadas recentemente, mas também estão em desacordo com a lei”, explica o engenheiro. De acordo com o secretário Ademir, apenas uma empresa, em toda a extensão da Avenida Uruguai, solicitou a autorização do poder público para a instalação do toldo. As demais colocaram por conta própria. Ademir também reconhece que não há uma fiscalização do poder público nas empresas.
Devido ao problema, o poder público pretende proporcionar uma ampla discussão sobre o assunto. “Precisamos de uma regulamentação nessas leis, para que as empresas instalem seus tapa-sóis de maneira uniforme e de acordo com a lei. Não queremos que os empresários tenham produtos prejudicados devido ao sol, mas também não podemos prejudicar os pedestres. A colocação também precisa ser harmônica e uniforme. Reuniremos os arquitetos, paisagistas e engenheiros do município, para que avaliem uma melhor forma de solucionar esse problema. Com um projeto em mãos, o Legislativo poderá avaliar, e então poderemos regulamentar essa situação”, explica Ademir.
Enquanto isso, os pedestres devem continuar circulando entre os diversos objetos instalados no passeio público. Cuidado e atenção são essenciais.


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