Scooters e bicicletas elétricas conquistam adeptos

Praticidade, facilidade para estacionar e economia – principalmente com os constantes aumentos dos combustíveis – são os principais fatores levados em conta pelos usuários que aderiram às bicicletas, triciclos e scooters elétricos, como meio de transporte. Em uma loja do ramo de Três de Maio, as vendas de bicicletas elétricas já superam as vendas de bicicletas convencionais. Entre tantos adeptos, está Irene Teresinha Makoski, 56 anos, de Três de Maio, que comprou seu triciclo elétrico em outubro do ano passado. “Uso para fazer compras no mercado, ir à academia, me deslocar dentro da cidade e fazer serviços de rua da empresa”, diz Irene. Segundo ela, o triciclo é usado por toda família, pela economia e praticidade que proporciona.

Scooters e bicicletas elétricas conquistam adeptos
Irene Makoski e o filho Luís Ângelo estão satisfeitos com a compra do triciclo

Scooters e bikes elétricas são alternativa para mobilidade urbana

Veículos elétricos ganham adeptos em Três de Maio. Praticidade e economia são pontos levados em conta por usuários e fazem aumentar a procura no município

 

As opções de veículos elétricos vêm tomando conta das ruas do Brasil. Em Três de Maio não é diferente.  Cada vez com mais frequência, encontramos as bicicletas elétricas, scooters e triciclos andando pela cidade.

Entre as facilidades que esses veículos apresentam estão a praticidade em locomoção, em especial para as cidades pequenas, a facilidade em estacioná-las e o custo-benefício, tendo em vista as despesas que os veículos estão enfrentando nos últimos anos em virtude do preço dos combustíveis. Sem contar o menor custo com a manutenção desses veículos elétricos.

A cabeleireira Madalena Hollweg adquiriu um triciclo elétrico há um ano. Ela conta que decidiu comprar o triciclo para ir ao trabalho, pois tem medo de dirigir carro e, ao saber que havia essa opção na loja Pertoni Bikes, foi garantir o seu. “Amei o meu triciclo. Vou ao trabalho, no mercado. É uma maneira de se locomover com economia e praticidade”, destaca, ressaltando que a despesa com manutenção é baixa e até o momento precisou somente ajustar os freios e os pneus, pois utiliza quase que diariamente. “A recarrega da bateria faço somente uma vez por semana”, diz a cabeleireira, feliz com a aquisição.

Já Angélica de Moura tem uma bicicleta elétrica há cerca de cinco meses. Muito contente com a escolha pela compra, ela garante que é uma excelente forma de locomoção. “Uso ela diariamente para me deslocar para o meu trabalho. Moro no bairro Cohab e preciso ir até o centro, no Hotel Franken, o que facilita muito o trajeto”, ressalta.

A opção do financiário Marcelo Silveira foi uma scooter elétrico. Ele usa para ir ao trabalho e fazer pequenas compras no comércio. Para ele, a facilidade de rodar pelas ruas e de estacionar, além do custo baixo de recarga (visto que na residência a energia elétrica é produzida por meio de placas fotovoltaicas), foram levados em conta na hora da aquisição. “Ele tem boa autonomia, é muito confortável para rodar no asfalto e com baixo custo de manutenção”, frisa.

O impacto ambiental também favorece os veículos elétricos. Os veículos à combustão utilizam combustíveis fósseis, que contribuem para a poluição da atmosfera. Já a energia renovável no Brasil representa 83% da fonte de produção, por exemplo em energia solar, eólica e hidrelétrica, conforme dados divulgados no Seminário Energia, Desenvolvimento, Desafios e Oportunidades, promovido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro e Cluster Tecnologia Naval do Rio de Janeiro.

Madalena Hollweg optou por triciclo elétrico que ela usa para se locomover para ir ao trabalho

Venda de bicicletas elétricas cresceu 21% em 2021

Levantamento da Aliança Bike aponta para crescimento do setor no Brasil

A Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, Aliança Bike, publicou o boletim do mercado de bicicletas elétricas 2022, em fevereiro deste ano. Conforme o boletim, o setor de bicicletas elétricas não registrou a mesma oscilação de mercado entre 2020 e 2021. No período, enquanto a venda de bicicletas em 2020 apontou um aumento expressivo de 50% e um recuo de 2% em 2021, as bikes elétricas registraram o crescimento anual de 27% em 2020 e 21% no ano de 2021.

Conforme a associação as projeções para o ano de 2022 giram em torno de 21,8% de crescimento em vendas, com a estimativa de 49.800 bicicletas elétricas comercializadas até o final do ano. O boletim ainda destaca que há um cenário otimista, assumido pelas empresas participantes do sistema de monitoramento do mercado de bicicletas elétricas da Aliança Bike, que projetam o crescimento de 50% para o corrente ano, podendo chegar ao número de 61.300 bicicletas elétricas comercializadas.

Quanto aos valores comercializados, 2021 registrou aumento de 52,2% em relação a 2020. Foram R$ 289,3 milhões em vendas em 2021, ante R$ 190 milhões em 2020, ou seja, R$ 99,3 milhões a mais.

Ciclistas devem seguir regulamentação do CONTRAN

O comandante da 3ª Companhia da Brigada Militar de Três de Maio, tenente Celito Eduardo Albuquerque, informou que os ciclistas devem seguir as orientações previstas na resolução no 947, de 22 de março de 2022, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Dessa forma, Albuquerque explica que “os veículos que se enquadram como ciclomotores ou elétricos, com exceção dos isentos previstos na própria resolução, devem ter CNH A ou ACC, registro e possuir os equipamentos obrigatórios para ciclomotor”.

O veículo, seja scooter, bicicleta, triciclo ou patinete, irá se enquadrar de acordo com suas características, em especial quanto a potência. Por exemplo, caso uma bicicleta elétrica supere a potência de 350watts, deixa de ser uma bicicleta elétrica e passa à categoria de ciclomotor.

Caso ocorra o descumprimento dessas regras, conforme Albuquerque, ocorre o recolhimento e a notificação de trânsito, porém, ainda não ocorreu em Três de Maio. 

Já o diretor de ensino do CFC Mário Machado, Sandro Froeder, destacou que os ciclomotores, mesmo os não elétricos, não podem circular em rodovias. As bicicletas elétricas que superam os 350 watts acabam se enquadrando em ciclomotores. “Se enquadra como bicicleta motorizada ou com motor auxiliar. Há pessoas que colocam um motor adaptado na bicicleta, e, superando a potência máxima de 350 w, precisa da categoria ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores)”, explica.

ESPECIFICAÇÕES DO CONTRAN PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

SCOOTER ELÉTRICA

De acordo com a resolução do CONTRAN no 947, caso tenha o motor inferior a 50 cm3, equivalente a 3.05 pol3 e com potência máxima de 4 kw, enquadra-se como ciclomotor. Para esse caso, é necessário CNH A ou ACC, necessitando capacete. Conforme a resolução n° 934, os ciclomotores também precisam de licenciamento.
Acima desses parâmetros, classifica-se como motocicleta, sendo obrigatório o licenciamento do veículo e CNH A.

BICICLETA ELÉTRICA

Para enquadrar-se como bicicleta elétrica, é necessário as seguintes definições no veículo, previstas na resolução no 947:
- Potência máxima de 350 watts;
- Velocidade máxima de 25km/h;
- Ter um sistema que somente possibilite o funcionamento do motor quando o condutor pedalar;
- Não possuir acelerador ou qualquer outro dispositivo de variação manual de potência;
- Possuir os itens incorporados ao equipamento: indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, dianteira, traseira e lateral, espelhos retrovisores em ambos os lados e pneus em condições mínimas de segurança;
- Uso obrigatório de capacete de ciclista.
- Não é necessário ter habilitação
- Acima de 350 watts de potência enquadra-se como um ciclomotor

TRICICLO ELÉTRICO

O triciclo elétrico precisa passar pelos mesmos parâmetros da bicicleta elétrica. Superando os itens da bicicleta, passa para categoria de ciclomotor, tendo as regras destes.

PATINETE ELÉTRICO 

Enquadrar-se como equipamentos de mobilidade individuais autopropelidos, desde que sigam as medidas da resolução do CONTRAN no 947.
- Velocidade máxima de 6km/h em áreas de circulação de pedestres;
- Velocidade máxima de 20km/h em áreas em ciclovias e ciclofaixas;
- Possuir os itens incorporados ao equipamento: indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, dianteira, traseira e lateral;
- Ter as dimensões de largura e de comprimento iguais ou inferiores ao de uma cadeira de rodas (NBR 9050:2004 - 1,15m X 0,7m).

 

Angélica de Moura comprou uma bicicleta elétrica há cerca de cinco meses e está muito satisfeita com a aquisição

Bikes elétricas superam as vendas de bicicletas convencionais

Seja pela praticidade para o deslocamento, seja pelo baixo custo de manutenção, as bikes elétricas a cada dia ganham mais adeptos. A loja Pertoni Bikes – que oferece uma linha de veículos elétricos, entre scooters, bicicletas, patinetes e triciclos elétricos – tem bons motivos para comemorar. Conforme Toni Manhabosco, as vendas das bicicletas elétricas já estão superando a comercialização das bicicletas convencionais. “Comercializamos esses veículos desde 2021, porém, a procura vem aumentando nos últimos meses, principalmente quando os combustíveis passaram a sofrer reajustes mais frequentes. Além disso, o custo de manutenção baixo também é um atrativo do produto”, revela.

Toni explica que a distância que uma carga completa pode percorrer, o tempo para carregamento completo da bateria e a velocidade que um veículo elétrico pode atingir depende da potência que ele tem. Uma scooter elétrica, por exemplo, pode percorrer até 80 km com uma carga completa. Uma bicicleta elétrica leva de 4 a 6 horas para carregar a bateria e pode percorrer de 20 a 30 km com uma carga completa. 

Os vendedores da loja sempre orientam seus clientes a adquirirem capacetes para a proteção, como exige a lei de trânsito. Contudo, em alguns casos, usuários demonstram resistência ao usar o equipamento.