“O protocolo que as escolas precisam seguir é de altíssimo nível de segurança

“O protocolo que as escolas precisam seguir é de altíssimo nível de segurança
Diretor-geral da Setrem, Sandro Ergang

A Setrem, com 1.700 alunos matriculados – da Educação Infantil ao Ensino Superior –,  iniciou as aulas no dia 10 na Educação Infantil e na última segunda-feira, 22, nos ensinos Fundamental, Médio, Cursos Técnicos e Superior. De acordo com o diretor-geral, Sandro Ergang, as escolas estão preparadas desde novembro de 2020, quando foi autorizada a volta de alguns níveis de ensino. 


Conforme Ergang algumas pequenas modificações foram necessárias em relação ao ano passado. “Nós sempre tivemos uma preocupação muito grande com a segurança dos nossos estudantes, especialmente das crianças”. 


A flexibilização por parte do governo do Estado retirando a limitação de 50% da turma e mantendo apenas o espaço de 1,5m entre as classes permitiu à Setrem receber todos os alunos de forma presencial. “Foram necessários alguns remanejamentos, mas o Campus nos proporciona essa distribuição mais balanceada de forma que conseguimos acomodar todas as turmas, não sendo necessário fazer o escalonamento”, explica.


Ergang diz que o tipo de escalonamento feito na Setrem é apenas em uma ou outra turma da Educação Infantil, onde as turmas foram divididas em duas. “Conseguimos fazer essa divisão contratando mais profissionais e assim atender a expectativa das famílias com o retorno  na forma presencial”, diz. 


Sandro ressalta que neste momento o que mais traz alento é ver e ouvir das crianças a alegria desse retorno. “Outra alegria é o retorno expressivo dos alunos.  Mais de  98% voltaram para a sala de aula”, revela o diretor.


Sobre a segurança dos alunos no ambiente escolar, Sandro destaca que as crianças estão em um ambiente muito mais seguro quando elas estão numa escola. “O protocolo que as escolas precisam seguir é de altíssimo nível de segurança. Nem em algumas unidades de saúde é exigido tanto quanto das escolas. Por isso eu tenho a plena convicção de que se houver algum tipo de agravamento da situação, ela não se deu na escola, se deu fora dela”, enfatiza.


Para aquelas famílias optaram pelo ensino remoto, os alunos acompanham as aulas em tempo real. “No ano passado fizemos um investimento em equipamentos para que o aluno possa assistir de casa a mesma aula que o professor está dando para os colegas que estão na escola, inclusive com possibilidade de interação entre os alunos de forma remota dentro da sala. Foi um investimento de mais R$ 300 mil, com alguns parceiros que a escola tem”, revela.


Além de atender a todos presencialmente, a escola dá condição de que os alunos tenham a possibilidade do ensino híbrido, presencial e remota ao mesmo tempo.

 


Ensino Superior


Já, com relação ao Ensino Superior, Ergang afirma que é outra realidade. “O decreto suspendendo todas as atividades a partir das 20 horas cerceou a nossa capacidade de atuar no ensino noturno. Eu acho que foge totalmente da compreensão, porque a mesma escola que opera de dia, não pode operar a noite. Isso não faz nenhum sentido” diz o diretor, indignado com a situação.   

 

 

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