Ano XVIII - EDIÇÃO 989

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - FAZER MUITO COM POUCO - Pois é. Seria este o fundamento do milagre da multiplicação dos pães? Ou apenas Cristo teria esta fórmula da multiplicação, quando fazia suas caminhadas peripatéticas nas margens do Lago de Genesaré, na Galiléia? Os humanos, que se propõem a gestores públicos, deveriam ter aprendido esta bíblica magia, antes de se meter a administrar órgãos municipais, estaduais ou federais. Muitos gestores da iniciativa privada passaram por este indispensável conhecimento, porque fazem uma ginástica do cão para superar os pedregosos obstáculos. Mesmo porque a carga tributária pesa nos ombros das empresas e as aplasta. Minha encrenca, no entanto, é com os gestores públicos, muitos deles, que não entendem nada de economia e de fundamentos administrativos. Aliás, isto deveriam deixar para quem é do ramo. Há muito curioso na administração pública. Cadê os profissionais da administração, que deveriam tomar a frente?. Curioso, nem as Secretarias de Administração nas prefeituras assumem, o que, na minha ótica, é uma heresia. Então, para lecionar é preciso ter diploma específico, quer dizer, formação específica. Para tocar música, tem que ter carteira da Ordem dos Músicos Para advogar, é preciso ter registro na OAB e por aí vai. . Para ser administrador público, qual o certificado, o diploma exigido? Nenhum. Não dá para se queixar, quando os administradores fazem pouco com muito, ao invés de muito com pouco. Coisa, aliás, que a governadora do Estado pretende fazer. Curioso para ver.

DÍVIDA ATIVA - Os inadimplentes existem em toda parte. Cerca de 30% dos contribuintes, por exemplo, deixam de pagar, ou por esquecimento, por falta de disponibilidade financeira, ou até por birra, o IPTU. Os cofres públicos inscrevem os inadimplentes em dívida ativa, que serão cobrados, posteriormente, via judicial. Vejam bem, a dívida ativa do Estado soma cerca de R$ 17 bilhões. Entende-se que, talvez, R$ 4 bilhões sejam cobráveis. Chora-se miséria, e os pilantras não pagam o que devem. O déficit orçamentário é de R$ 1,3 bilhão, quando a dívida ativa alcança R$ 17 bilhões. Alguma coisa está errada.

NA REGIÃO, TODOS ESTÃO PENSANDO NO DESENVOLVIMENTO, MAS FALTAM AS AÇÕES. AINDA É TEMPO: MÃOS À OBRA!

IMPUNIDADE - “A impunidade gera a audácia dos maus” A frase é do polêmico político Carlos Lacerda da época de Getúlio Vargas. Mas não poderia ser aplicada, aos governantes e políticos do nosso tempo? Vejam, por exemplo, o caso dos cartões corporativos, o caso do mensalão Como ninguém nesse e em outros governos é ou foi punido, como manda o figurino, a frase de Carlos Lacerda se eterniza.

NAS RUAS HÁ UMA COMOVENTE REVOLTA MOTIVADA PELA ESTAGNAÇÃO LOCAL E REGIONAL. FALTA DINAMICIDADE.

JOGAR PARA A TORCIDA - Nesta medida provisória do governo federal para diminuir drasticamente a mortandade nas estradas federais, foi jogar para a torcida. Mero oportunismo: foi penalizado quem nada tem a ver com os acidentes – os donos de estabelecimentos comerciais, como bares e restaurantes. Tudo na véspera do Carnaval para mexer com a torcida. Castigo duro para quem, há décadas, está estabelecido, paga religiosamente seus impostos, e, agora, de uma hora para outra, não pode mais vender. Acabar com os acidentes, sim; fechar estabelecimentos – que são o ganha-pão de muitos – não. Leis desse tipo quem é que vai fiscalizá-las? Quem precisa ser penalizado são os motoristas alcoolizados. Do jeito que está, é obrigar os donos de galinheiros fechar os mesmos, para que os ladrões não possam roubar frangos.

PERGUNTA-SE: ESTÁ PREVISTO ALGUM INVESTIMENTO PESADO PELO PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO/PAC A NÍVEL LOCAL OU REGIONAL?
SE NÃO TIVER, ISTO SE CHAMA OMISSÃO.

ÚLTIMA - A carga tributária real deverá superar os 40% do PIB, neste ano. A previsão é do economista-chefe da Corretora Convenção. Ruim de ouvir, porque mais uma vez a tributação vai pesar sobre os ombros dos brasileiros.

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