Ano XVIII - EDIÇÃO 1009

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OPINIÃO

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"Você é contra ou a favor da
tolerância zero no trânsito?"

“Sou contra a regulamentação da lei por ela trazer consigo punições severas ao motorista flagrado e por não ter um limite de tolerância um pouco considerável para com quem ingere uma quantidade pequena de bebida alcoólica, mas concordo com fiscalização mais rígida para minimizar a incidência de motoristas realmente alcoolizados, sem condição alguma de estar no trânsito.”
André Luis Budke, 23 anos, Técnico em Segurança do Trabalho


“Sou esposa de caminhoneiro, e meu marido já sente os reflexos da lei. Por estar na estrada todos os dias, meu marido viaja mais tranqüilo, por saber que não haverá tantos delinqüentes que bebem exageradamente e depois pegam a estrada, pondo em risco a vida daqueles que trabalham diretamente com o trânsito, bem como com todos os outros motoristas. Mas, por outro lado, as cervejinhas ao meio-dia de domingo, tradicionais entre os caminhoneiros, de maneira moderada e sem ficar embriagado, não vão mais poder ocorrer. Afinal, se meu marido perder a carteira de motorista, ele estará tirando o pão de cada dia de nossa família”.
Ivete Konrad, 41 anos, do lar.


“Sou contra. Porque antes disso deveria haver no Brasil tolerância zero contra a corrupção, ao tráfico e uso de drogas. Não é por causa da lei que aquele que bebe vai deixar de consumir álcool. Deveria existir um limite de tolerância e outros métodos para avaliar o estado de embriaguez. Se todo o resto estivesse funcionando no país, seria correto fazer valer a lei”.
Francis Samuel Saft, 24 anos, técnico agrícola

“Acredito que deveria permanecer a tolerância mínima que antes era admitida e também existir um sistema de armazenamento de informações que, quando o condutor fosse abordado e constatada a ingestão de álcool, essa informação ficasse armazenada em um banco de dados. Quando houvesse reincidência por parte desse condutor, então ele seria punido com a perda da Carteira Nacional de Habilitação mais a multa. Não será proibindo e penalizando dessa maneira que irá ocorre conscientização”.
Fernanda Raquel Sartor, 22 anos, funcionária pública


“Acredito que a lei é bastante radical e muita gente terá que mudar seus hábitos. Mas não há outra coisa a ser feita. É hora de pensar em todos os inocentes que já morreram em conseqüência deste mal. Muita discussão virá em torno do assunto e se, de fato, esta lei der bons resultados, sempre serei a favor. Como sempre, a maioria paga pelos erros de alguns”.
Francis Jonas Limberger, 21 anos, estudante

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