"Você é contra ou a favor da
tolerância zero no trânsito?"
“Sou
contra a regulamentação da lei por ela trazer consigo
punições severas ao motorista flagrado e por não
ter um limite de tolerância um pouco considerável para
com quem ingere uma quantidade pequena de bebida alcoólica,
mas concordo com fiscalização mais rígida para
minimizar a incidência de motoristas realmente alcoolizados,
sem condição alguma de estar no trânsito.”
André Luis Budke, 23 anos, Técnico em Segurança
do Trabalho
“Sou
esposa de caminhoneiro, e meu marido já sente os reflexos
da lei. Por estar na estrada todos os dias, meu marido viaja mais
tranqüilo, por saber que não haverá tantos delinqüentes
que bebem exageradamente e depois pegam a estrada, pondo em risco
a vida daqueles que trabalham diretamente com o trânsito,
bem como com todos os outros motoristas. Mas, por outro lado, as
cervejinhas ao meio-dia de domingo, tradicionais entre os caminhoneiros,
de maneira moderada e sem ficar embriagado, não vão
mais poder ocorrer. Afinal, se meu marido perder a carteira de motorista,
ele estará tirando o pão de cada dia de nossa família”.
Ivete Konrad, 41 anos, do lar.
“Sou contra.
Porque antes disso deveria haver no Brasil tolerância zero
contra a corrupção, ao tráfico e uso de drogas.
Não é por causa da lei que aquele que bebe vai deixar
de consumir álcool. Deveria existir um limite de tolerância
e outros métodos para avaliar o estado de embriaguez. Se
todo o resto estivesse funcionando no país, seria correto
fazer valer a lei”.
Francis Samuel Saft, 24 anos, técnico agrícola
“Acredito
que deveria permanecer a tolerância mínima que antes
era admitida e também existir um sistema de armazenamento
de informações que, quando o condutor fosse abordado
e constatada a ingestão de álcool, essa informação
ficasse armazenada em um banco de dados. Quando houvesse reincidência
por parte desse condutor, então ele seria punido com a perda
da Carteira Nacional de Habilitação mais a multa.
Não será proibindo e penalizando dessa maneira que
irá ocorre conscientização”.
Fernanda Raquel Sartor, 22 anos, funcionária pública
“Acredito que a lei é bastante radical e muita gente
terá que mudar seus hábitos. Mas não há
outra coisa a ser feita. É hora de pensar em todos os inocentes
que já morreram em conseqüência deste mal. Muita
discussão virá em torno do assunto e se, de fato,
esta lei der bons resultados, sempre serei a favor. Como sempre,
a maioria paga pelos erros de alguns”.
Francis Jonas Limberger, 21 anos, estudante
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