
À
GUISA DE COMENTÁRIO – PICUINHAS – O
que são picuinhas? Miudezas. Fuxico. Coisa de boneca mimada.
Odeio-as, como muitos. Mas tem (ou há) gente que se presta
para fazer isso até através de jornal. Não
escreveria, se não tivesse lido. Talvez, maldosamente, queiram
cercear a livre expressão. Aliás, há quem goste
de censurar os comunicadores, principalmente, quando manifestam
opiniões ou idéias contrárias. Uma leitura
atenciosa da Constituição Cidadã, aquela de
1988, capítulos 200 a 220 poderá ajudar. Denegrir
a imagem de um canal de comunicação, mesmo em forma
de picuinha, é dose. É preciso ter coragem para usar
o verbo no tempo presente, futuro do presente, enfim. E quem não
tem coragem de mostrar a cara usa o verbo no futuro do pretérito
– dá idéia de hipótese e nunca certeza,
afirmação – “certa emissora teria atrapalhado...”
Então, não atrapalhou. Ou seriam necessárias
algumas horas de lingüística? Considero isso absoluta
falta de ética. O engajamento leva a isso, entende-se. Infelizmente,
há aqueles que enxergam o cisco no olho dos outros, mas não
enxergam a trave nos seus. Maldade pura. Falta de ética total.
NO PEITO – Houve retranca. Houve recesso
branco. Tudo conspirando contra a economia do Rio Grande do Sul.
A matéria só seria apreciada, no dia 01 de julho.
E teve gente apostando que a sessão da Comissão de
Assuntos Econômicos do Senado, para avaliar o empréstimo
de US$ 1,1 bilhão do Banco Mundial, não teria quórum.
Mas o senador intrépido Pedro Simon, do PMDB, levou no peito,
abriu a sessão com a presença mínima de 17
senadores, no dia 24 de junho, e conseguiu a aprovação
da matéria na amarra. E de quebra ainda conseguiu aprovar
a votação em caráter de urgência. Por
isso, quando há retranca e má vontade, é preciso
haver alguém que meta o peito. Pedro Simon sempre teve minha
admiração, por isso. O senador peemedebista olha o
mapa do Rio Grande e não a sigla do partido.
MINHA TESE – Sempre defendi a tese do voto
facultativo. Os que me lêem sabem disso. Agora, tramita no
Senado uma proposta de emenda constitucional, cujo relator é
o senador Eduardo Suplicy, do PT, propondo o voto facultativo. Pergunto
de novo: por que num país democrático o voto tem que
ser obrigatório? A gente nunca sabe quando esta matéria
vai ser apreciada, ou se vai ser apreciada algum dia.
PRODUTIVIDADE – Neste momento de escassez
de alimentos em todo o mundo e os altos preços das commodities,
a busca da produtividade é uma saída. Vejam o caso
do arroz gaúcho – média de sete mil quilos por
hectare. Os produtores conseguiram esta média na última
safra graças ao emprego de alta tecnologia. O problema é
o alto preço da tecnologia.
PARAÍSO DAS LÁCTEAS – Definitivamente,
o Rio Grande do Sul virou o paraíso das indústrias
de laticínios. Já escrevi outro dia que o Estado é
o segundo produtor de leite do Brasil, só perdendo para Minas
Gerais. Agora, a uruguaia Conaprole está negociando com o
governo estadual a instalação de uma planta de lácteos
em território gaúcho. O investimento anunciado é
de R$ 200 milhões. O município onde a empresa do vizinho
país pretende se instalar é Ivoti, no Vale do Sinos.
A previsão é de captar um milhão de litros
por dia. Haja leite, meus amigos.
SÓ O ELEITOR HONESTO PODE MORALIZAR A POLÍTICA
BRASILEIRA.
RUMORES – Existem fortes rumores de que a legislação
eleitoral será muito severa nas próximas eleições,
para evitar a corrupção e a histórica imoralidade.
Mas que vai correr dinheiro e vão correr promessas e favores
não tenham dúvidas. Cabe à Justiça Eleitoral
ficar de olho aceso. Cabe aos eleitores entregar os compradores
de votos. Aliás, já existem rumores de aliciamentos.
O dinheiro sujo compra votos, compra pessoas, compra tudo. Compra
até a alma de pessoas que se deixam subverter pelo vil metal.
Ou os eleitores querem este Brasil enlameado?
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