
À
GUISA DE COMENTÁRIO –- MORAL QUE TODOS QUEREM –
A moral precisa preponderar. Ela precisa estar acima da leniência
que impera nos antros políticos. Não se trata de defender
a moral de cuecas, essa falsa moralidade. Defende-se a moral dos
que querem ações incontestáveis. Não
querem mais os cidadãos o comportamento escrachado dos que
usam os cargos públicos como trampolim para locupletar-se.
Não aceitam mais os contribuintes os cafajestes que se escondem
atrás do reposteiro de um mandato para beneficiar companheiros
de sigla e canastrões. Não toleram mais os eleitores
tanto sacrifício para nada ou quase nada em troca, tendo
que trabalhar quase cinco meses para sustentar as burras oficiais.
A moral precisa ser restabelecida o quanto antes. As eleições
vêm aí e é a oportunidade do eleitor, para mostrar
que conhece quem tem e quem não tem moral.
ARRECADAÇÃO
– A arrecadação da Receita Federal
registra recordes sobre recordes. Entre janeiro e maio, foi registrado
mais um. Foram arrecadados R$ 271,9 bilhões. Aumento de 11,1%
em relação ao mesmo período do ano anterior.
Motivo do aumento: impostos maiores, crescimento da economia e fiscalização
mais competente. Em face disso, o bem-estar do povo brasileiro poderia
melhorar. Poderia haver investimentos em infra-estrutura na mesma
proporção do crescimento da arrecadação.
DÓLAR
– Bateu em R$ 1,60 o dólar. E vai cair mais. Quem chia
são os exportadores, e quem assobia faceiro são os
importadores e os que têm dívidas em dólar.
Também arrumam faceiros as malas os turistas, que vão
gastar as suas reservas em outras praças. O próprio
governo vibra, porque pode importar alimentos mais baratos. Caso
típico, o trigo. Mas perdem os exportadores de soja, milho
e carne, derivados de leite, calçados, móveis. Para
ficar nisso. Dizem os economistas que, até o fim do ano,
o dólar vai bater em R$ 1,50. Aguardar, para ver.
PANOS
QUENTES – Nos escândalos de família,
usualmente, colocam-se panos quentes, para amainar a extensão
do ridículo, do extravagante, do escandaloso que seja. Aqui,
no Estado, não. Querem ver o circo arder em chamas. É
a nossa política pequena de aldeia. Todos têm que saber,
de Sul a Norte, que o Rio Grande do Sul está afundado num
mar de lama. Metáfora para ninguém botar defeito.
Aqui ninguém poupa ninguém, mesmo que tenha telhado
de vidro.
ÁREA
DE TRIGO, APESAR DO ALTO CUSTO DE PRODUÇÃO, PODE SER
AMPLIADA NO ESTADO EM 12% NA SAFRA, CUJO PLANTIO ESTÁ ATRASADO,
POR CAUSA DAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS ADVERSAS.
MAIS
IMPOSTO? O ministro do Meio Ambiente descartou a possibilidade
de se criar um imposto nos moldes da Contribuição
Social para a Saúde, para aumentar os recursos destinados
à preservação da Amazônia. Menos mal.
Só faltava criarem mais imposto para evitar o desmatamento
na Amazônia. Lá o governo tem que fiscalizar. Mas é
de ficar com o pé atrás, porque esta negativa do impetuoso
ministro pode ser mais um balão de ensaio.
ENERGIA
ALTERNATIVA – É do que o País precisa.
Ela não causa estragos ao meio ambiente e é energia
limpa. Bem por isso a Aneel autorizou a implantação
de 27 parques eólicos no Rio Grande do Sul. Há, inclusive,
investimentos previstos em projeto eólico, no município
de Giruá.
MODELO
– Logo aí do lado, em Santa Rosa, temos um belo modelo
de diversificação. Além do elevado número
de manifestações durante o ano, com diversas promoções
de festivais, congressos e encontros, há forte base industrial,
com o aproveitamento racional do Parque Municipal de Exposições.
Também diversifica no setor de piscicultura, hortifrutigranjeiros
e outras culturas do setor primário. É o que sonhamos
para Três de Maio. Por que não? Se a mãe pode,
o filho poderá imitar o exemplo.
DESVIO
– Agora, a Polícia Federal – que está
se mostrando muito eficiente – desencadeou a Operação
João-de-Barro. Já foram presos 25 suspeitos em desvio
de R$ 700 milhões, recursos do Programa de Aceleração
do Crescimento/PAC, em sete estados e no Distrito Federal. Os recursos
desviados na maracutaia eram destinados para obras de moradias populares
e saneamento básico, como estações de tratamento
de esgotos. Envolveram-se na mutreta deputados e empresários,
além de 119 prefeituras. Quem diria, até as prefeituras
roubando do PAC.
BOM
INVESTIMENTO DA AMBEV, EM PASSO FUNDO: R$ 200 A R$ 220 MILHÕES
EM MALTARIA. APESAR DA DECANTADA LAMEIRA NO RS, HÁ CONQUISTAS
EXPRESSIVAS.
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