Ano XVIII - EDIÇÃO 1008

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO –- MORAL QUE TODOS QUEREM – A moral precisa preponderar. Ela precisa estar acima da leniência que impera nos antros políticos. Não se trata de defender a moral de cuecas, essa falsa moralidade. Defende-se a moral dos que querem ações incontestáveis. Não querem mais os cidadãos o comportamento escrachado dos que usam os cargos públicos como trampolim para locupletar-se. Não aceitam mais os contribuintes os cafajestes que se escondem atrás do reposteiro de um mandato para beneficiar companheiros de sigla e canastrões. Não toleram mais os eleitores tanto sacrifício para nada ou quase nada em troca, tendo que trabalhar quase cinco meses para sustentar as burras oficiais. A moral precisa ser restabelecida o quanto antes. As eleições vêm aí e é a oportunidade do eleitor, para mostrar que conhece quem tem e quem não tem moral.

ARRECADAÇÃO – A arrecadação da Receita Federal registra recordes sobre recordes. Entre janeiro e maio, foi registrado mais um. Foram arrecadados R$ 271,9 bilhões. Aumento de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Motivo do aumento: impostos maiores, crescimento da economia e fiscalização mais competente. Em face disso, o bem-estar do povo brasileiro poderia melhorar. Poderia haver investimentos em infra-estrutura na mesma proporção do crescimento da arrecadação.

DÓLAR – Bateu em R$ 1,60 o dólar. E vai cair mais. Quem chia são os exportadores, e quem assobia faceiro são os importadores e os que têm dívidas em dólar. Também arrumam faceiros as malas os turistas, que vão gastar as suas reservas em outras praças. O próprio governo vibra, porque pode importar alimentos mais baratos. Caso típico, o trigo. Mas perdem os exportadores de soja, milho e carne, derivados de leite, calçados, móveis. Para ficar nisso. Dizem os economistas que, até o fim do ano, o dólar vai bater em R$ 1,50. Aguardar, para ver.

PANOS QUENTES – Nos escândalos de família, usualmente, colocam-se panos quentes, para amainar a extensão do ridículo, do extravagante, do escandaloso que seja. Aqui, no Estado, não. Querem ver o circo arder em chamas. É a nossa política pequena de aldeia. Todos têm que saber, de Sul a Norte, que o Rio Grande do Sul está afundado num mar de lama. Metáfora para ninguém botar defeito. Aqui ninguém poupa ninguém, mesmo que tenha telhado de vidro.

ÁREA DE TRIGO, APESAR DO ALTO CUSTO DE PRODUÇÃO, PODE SER AMPLIADA NO ESTADO EM 12% NA SAFRA, CUJO PLANTIO ESTÁ ATRASADO, POR CAUSA DAS CONDIÇÕES CLIMÁTICAS ADVERSAS.

MAIS IMPOSTO? O ministro do Meio Ambiente descartou a possibilidade de se criar um imposto nos moldes da Contribuição Social para a Saúde, para aumentar os recursos destinados à preservação da Amazônia. Menos mal. Só faltava criarem mais imposto para evitar o desmatamento na Amazônia. Lá o governo tem que fiscalizar. Mas é de ficar com o pé atrás, porque esta negativa do impetuoso ministro pode ser mais um balão de ensaio.

ENERGIA ALTERNATIVA – É do que o País precisa. Ela não causa estragos ao meio ambiente e é energia limpa. Bem por isso a Aneel autorizou a implantação de 27 parques eólicos no Rio Grande do Sul. Há, inclusive, investimentos previstos em projeto eólico, no município de Giruá.

MODELO – Logo aí do lado, em Santa Rosa, temos um belo modelo de diversificação. Além do elevado número de manifestações durante o ano, com diversas promoções de festivais, congressos e encontros, há forte base industrial, com o aproveitamento racional do Parque Municipal de Exposições. Também diversifica no setor de piscicultura, hortifrutigranjeiros e outras culturas do setor primário. É o que sonhamos para Três de Maio. Por que não? Se a mãe pode, o filho poderá imitar o exemplo.

DESVIO – Agora, a Polícia Federal – que está se mostrando muito eficiente – desencadeou a Operação João-de-Barro. Já foram presos 25 suspeitos em desvio de R$ 700 milhões, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento/PAC, em sete estados e no Distrito Federal. Os recursos desviados na maracutaia eram destinados para obras de moradias populares e saneamento básico, como estações de tratamento de esgotos. Envolveram-se na mutreta deputados e empresários, além de 119 prefeituras. Quem diria, até as prefeituras roubando do PAC.

BOM INVESTIMENTO DA AMBEV, EM PASSO FUNDO: R$ 200 A R$ 220 MILHÕES EM MALTARIA. APESAR DA DECANTADA LAMEIRA NO RS, HÁ CONQUISTAS EXPRESSIVAS.

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