Ano XVIII - EDIÇÃO 1007

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO – MORAL EM CONCORDATA – O presidente não teria exagerado, ao afirmar que ninguém tem autoridade moral para criticar a ministra Dilma Roussef. Pode? Logo num momento em que a moral está em concordata. À beira da falência. A ministra vem recebendo a blindagem, além de Lula, do vice José Alencar e do ministro da Justiça, Tarso Genro, no caso da denúncia de tráfego de influência da venda da Varig. Muito se fala em moral, nos últimos tempos, mas a prática da moral, que interessa, está em situação falimentar. Estão aí os fatos que não deixam dúvidas. Tanto no Palácio do Planalto, como no Palácio Piratini, maus exemplos de antiética não faltam.

IMPEDIMENTO – Querem o impedimento da governadora, ou que seja, o impeachment. Há controvérsias, como podem ver no que dizem parlamentares de várias siglas. “Não existe fundamento que possa levar ao impedimento de um nome que foi escolhido pelas urnas no Rio Grande do Sul”. Márcio Biolchi, deputado estadual do PMDB. “Não há chance, nem motivo de um pedido de impedimento da governadora ser aprovado”. Heitor Schuch, deputado estadual do PSB. “Estamos entrando com o pedido de impeachment da governadora na Assembléia, porque há motivos graves”. Pedro Ruas, em nome do P-Sol. Como vêem, as opiniões são contraditórias.

DÓLAR DESPENCA – O maior fluxo de capitais do exterior para o Brasil – muitos deles especulativos – efeito da conquista do grau de investimento, associado a taxas de juros ainda elevadas podem reduzir a cotação do dólar a R$ 1,50, até o final de 2008. Por enquanto, a moeda norte-americana está no sobe-e-desce, perto de R$ 1,60.

PREJUÍZO – Com a Lei Kandir, o Rio Grande do Sul amarga um prejuízo perto de R$ 1 bilhão por ano, com o não-repasse dos recursos pela União. Alguns estados, como Minas Gerais, compensam suas perdas de arrecadação de ICMS por importarem muito, mas o Rio Grande do Sul sai no prejuízo por ter uma balança comercial muito superavitária. Aí está uma das explicações da pindaíba do Estado. Está aí a reforma tributária que pode mudar este quadro.

COLOCAÇÕES CONTRADITÓRIAS – Os meus leitores podem observar como as colocações são contraditórias, dependendo de quem as faz. Cada um puxa a brasa para seu assado. Querem ver? “É um absurdo a aprovação da CSS. O que o Brasil precisa para elevar sua competitividade é acabar com as novas contribuições, a carga tributária é extremamente elevada”. Empresário gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter. “A aprovação da CSS foi uma vitória do povo. A Saúde via melhorar e a sonegação e a corrupção serão combatidas. Foi uma vitória dupla”. Deputado federal Henrique Fontana, do PT.

BRASIL TEM POTENCIAL PARA RESOLVER A CRISE DOS ALIMENTOS. Boa manchete. Já escrevi nesta coluna em edições anteriores que esta é a hora e a vez do Brasil. Lembram? Então vejam o que disse o ministro Reinhold Stephanes: “O Brasil não tem a pretensão de se tornar o celeiro do mundo, mas temos terra, água, solo, condições geográficas, tecnologia, profissionais qualificados, além da estrutura, para aumentar a participação da produção, de forma significativa, no mercado internacional”.

MILHO X SOJA – Há quem projete que a produção do milho neste ano deve superar a da soja. Claro que, se isto vier a ser realidade, o preço e a possibilidade do lucro é quem vai determinar isso. Neste caso, quem agradece são os criadores de aves e suínos. E, obviamente, os consumidores de produtos e subprodutos da avicultura e suinocultura.

FULOS DE RAIVA – Quem está fulo de raiva são os aposentados e pensionistas do INSS. Fulos de raiva, porque a cada novo aumento do salário mínimo, perdem benefícios. Quem se aposentou com dez salários mínimos, hoje, ganha cinco, ou até menos, queixam-se. Mesmo assim a Previdência Social é deficitária, acusando rombos anuais acima de R$ 40 bilhões.

O RIO GRANDE DO SUL VIROU A GALINHA DOS OVOS DE OURO DAS INDÚSTRIAS DO SETOR DE LATICÍNIOS. A produção leiteira está diminuindo nos principais países fornecedores e o Estado pode ocupar esta fatia de mercado. O Rio Grande do Sul – com sete investimentos – lidera na conquista de indústrias do setor lácteo.

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