
À
GUISA DE COMENTÁRIO – MORAL EM CONCORDATA
– O presidente não teria exagerado, ao afirmar que
ninguém tem autoridade moral para criticar a ministra Dilma
Roussef. Pode? Logo num momento em que a moral está em concordata.
À beira da falência. A ministra vem recebendo a blindagem,
além de Lula, do vice José Alencar e do ministro da
Justiça, Tarso Genro, no caso da denúncia de tráfego
de influência da venda da Varig. Muito se fala em moral, nos
últimos tempos, mas a prática da moral, que interessa,
está em situação falimentar. Estão aí
os fatos que não deixam dúvidas. Tanto no Palácio
do Planalto, como no Palácio Piratini, maus exemplos de antiética
não faltam.
IMPEDIMENTO
– Querem o impedimento da governadora, ou que seja, o impeachment.
Há controvérsias, como podem ver no que dizem parlamentares
de várias siglas. “Não existe fundamento que
possa levar ao impedimento de um nome que foi escolhido pelas urnas
no Rio Grande do Sul”. Márcio Biolchi, deputado estadual
do PMDB. “Não há chance, nem motivo de um pedido
de impedimento da governadora ser aprovado”. Heitor Schuch,
deputado estadual do PSB. “Estamos entrando com o pedido de
impeachment da governadora na Assembléia, porque há
motivos graves”. Pedro Ruas, em nome do P-Sol. Como vêem,
as opiniões são contraditórias.
DÓLAR
DESPENCA – O maior fluxo de capitais do exterior
para o Brasil – muitos deles especulativos – efeito
da conquista do grau de investimento, associado a taxas de juros
ainda elevadas podem reduzir a cotação do dólar
a R$ 1,50, até o final de 2008. Por enquanto, a moeda norte-americana
está no sobe-e-desce, perto de R$ 1,60.
PREJUÍZO
– Com a Lei Kandir, o Rio Grande do Sul amarga um
prejuízo perto de R$ 1 bilhão por ano, com o não-repasse
dos recursos pela União. Alguns estados, como Minas Gerais,
compensam suas perdas de arrecadação de ICMS por importarem
muito, mas o Rio Grande do Sul sai no prejuízo por ter uma
balança comercial muito superavitária. Aí está
uma das explicações da pindaíba do Estado.
Está aí a reforma tributária que pode mudar
este quadro.
COLOCAÇÕES
CONTRADITÓRIAS – Os meus leitores podem observar
como as colocações são contraditórias,
dependendo de quem as faz. Cada um puxa a brasa para seu assado.
Querem ver? “É um absurdo a aprovação
da CSS. O que o Brasil precisa para elevar sua competitividade é
acabar com as novas contribuições, a carga tributária
é extremamente elevada”. Empresário gaúcho
Jorge Gerdau Johannpeter. “A aprovação da CSS
foi uma vitória do povo. A Saúde via melhorar e a
sonegação e a corrupção serão
combatidas. Foi uma vitória dupla”. Deputado federal
Henrique Fontana, do PT.
BRASIL
TEM POTENCIAL PARA RESOLVER A CRISE DOS ALIMENTOS. Boa
manchete. Já escrevi nesta coluna em edições
anteriores que esta é a hora e a vez do Brasil. Lembram?
Então vejam o que disse o ministro Reinhold Stephanes: “O
Brasil não tem a pretensão de se tornar o celeiro
do mundo, mas temos terra, água, solo, condições
geográficas, tecnologia, profissionais qualificados, além
da estrutura, para aumentar a participação da produção,
de forma significativa, no mercado internacional”.
MILHO
X SOJA – Há quem projete que a produção
do milho neste ano deve superar a da soja. Claro que, se isto vier
a ser realidade, o preço e a possibilidade do lucro é
quem vai determinar isso. Neste caso, quem agradece são os
criadores de aves e suínos. E, obviamente, os consumidores
de produtos e subprodutos da avicultura e suinocultura.
FULOS
DE RAIVA – Quem está fulo de raiva são
os aposentados e pensionistas do INSS. Fulos de raiva, porque a
cada novo aumento do salário mínimo, perdem benefícios.
Quem se aposentou com dez salários mínimos, hoje,
ganha cinco, ou até menos, queixam-se. Mesmo assim a Previdência
Social é deficitária, acusando rombos anuais acima
de R$ 40 bilhões.
O
RIO GRANDE DO SUL VIROU A GALINHA DOS OVOS DE OURO DAS INDÚSTRIAS
DO SETOR DE LATICÍNIOS. A produção
leiteira está diminuindo nos principais países fornecedores
e o Estado pode ocupar esta fatia de mercado. O Rio Grande do Sul
– com sete investimentos – lidera na conquista de indústrias
do setor lácteo.
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