
À
GUISA DE COMENTÁRIO – BATE-BOCA – E
continua o bate-boca do presidente Lula com o resto do mundo. Principalmente,
com os governantes dos países ricos. O assunto é o
dos biocombustíveis, do etanol. Querem constranger o Brasil
e, talvez, não produzir biocombustíveis. Por isso,
usam o argumento fajuta, digamos fajuta, de que o Brasil estaria
ocupando espaço, para produzir cana-de-açúcar,
onde deveriam ser produzidos alimentos. E, além disso, estaria
avançando na floresta amazônica. O presidente Lula,
com muita garra, tem defendido a produção de biocombustíveis
pelo País e tem rechaçado as injúrias e inverdades
quanto à forma de como se processa a produção
de combustível limpo no Brasil. Não estão sendo
usados os argumentos corretos para explicar a escassez de alimentos,
alegando que os biocombustíveis estariam tomando o lugar
dos alimentos. Na verdade, Lula e outros países da América
do Sul defendem a tese de que a elevação dos custos
dos alimentos se deve à elevação exagerada
do petróleo, dos insumos e dos subsídios agrícolas.
Com certeza, vai rolar muita ronha, envolvendo estes dois temas:
escassez de alimentos e produção de biocombustíveis.
Chegou a hora e a vez do Brasil. Não lhes parece?
BACIA
LEITEIRA – Já escrevi nesta coluna que o leite
está passando por um bom momento. Querem ver? O Rio Grande
do Sul é, hoje, o segundo produtor de leite do País,
só perdendo para Minas Gerais. E a região Noroeste
do Estado tem a maior bacia leiteira do Rio Grande do Sul: cerca
de 65% da produção é daqui. Existem estimativas,
em face da demanda futura e das boas perspectivas de preços,
de a produção gaúcha subir dos atuais sete
milhões de litros diários para 12 milhões.
Os preços é que vão ditar o rumo a ser tomado
pelos produtores de leite.
TAXA
SELIC – Apesar de ter dito o ministro da Fazenda,
Guido Mantega, que “a inflação está sob
controle”, o Comitê de Política Monetária/Copom
elevou a taxa básica Selic em mais 0,5%, passando para 12,25%.
Nos primeiros cinco meses deste ano, a taxa básica já
foi elevada em um por cento, com o objetivo de controlar a inflação.
A previsão é de que a taxa Selic continue subindo,
podendo atingir os 14% ao ano, em 2008, caso a inflação
não ceda.
JUROS
ALTOS – “Alimentar a taxa de juros não
resolve. O Brasil precisa de investimentos, de riqueza, da geração
de empregos”. Posição do presidente da Federasul,
José Paulo Cairoli.
MAIS
JUROS: “Juros mais altos elevarão os custos
e aumentarão os preços dos produtos para os consumidores”.
Assim pensa o presidente da Fiergs, Paulo Tigre.
PIZZA
– E a fábrica de pizza gigante, tamanho família,
funcionou de novo, na ilha da fantasia. A CPI do Cartão Corporativo
perdeu 87 dias e, ao fim e ao cabo, ninguém foi indiciado.
Todos foram inocentados das irregularidades cometidas com o sagrado
dinheiro do povo. Os ministros envolvidos se equivocaram, usando
o cartão corporativo, ao invés do seu. Acredite, se
quiser.
UMA
PERGUNTA que não quer calar. Com esta CPI do Detran,
o PT quer apenas enfraquecer o governo Yeda Crusius – que
começa a mostrar pálidos resultados – ou quer
botar o vice, Paulo Afonso Feijó, no Piratini?
MAQUIAVELISMO
– Os políticos todos precisavam ler O PRÍNCIPE,
de Niccolo Machiavelli, para aprender como não se faz. O
autor, que escreveu sua obra no século XV, ensina como os
fins justificam os meios. Ele ensina como usar a astúcia.
A maioria deles, dos políticos, realmente, não olham
os meios que usam, mas os objetivos que querem atingir, nem que
preparem uma gororoba intragável. Gororoba que os munícipes,
os cidadãos, os contribuintes, os eleitores, o povo têm
que engolir. (O Príncipe faz parte da minha modesta biblioteca).
Tanto viram e mexem, até que os homens bons saem da vida
pública.
DE
QUEM O MÉRITO? – Enquanto a economia brasileira
apresentava resultados faceiros, o governo federal puxava para si
todos os méritos. Agora, com esta escassez de alimentos,
o aumento incontrolável dos preços, a disparada da
inflação, juros em alta, câmbio miseravelmente
baixo, a culpa é remetida para fatos exógenos –
do exterior. A culpa é da alta do petróleo, da especulação,
dos subsídios agrícolas. Dois pesos e duas medidas.
A equipe econômica do governo tem que assumir, também,
o mau momento e tomar as providências cabíveis, ao
invés de culpar os estrangeiros.
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