DOAÇÃO DE SANGUE: Apenas 1,6? população doa regularmente
A doação de sangue é um ato simples, rápido e que pode salvar vidas. Cada bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas. A doação é essencial para garantir o suporte transfusional em diversas situações clínicas, e manter os estoques regulares é uma responsabilidade coletiva
Apesar das campanhas constantes em todo o país, o número de doadores ainda é menor do que o recomendado. Segundo o Ministério da Saúde, apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente, número abaixo dos 2% sugeridos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Doar sangue pode salvar até 4 vidas
Ainda segundo o Ministério da Saúde, todos os anos, cerca de 3,2 milhões de pessoas precisam de transfusões no Brasil, nas mais diversas situações, tais como anemias crônicas, cirurgias de urgência, vítimas de acidentes que causam hemorragias, pessoas internadas com doenças hematológicas, tratamento de câncer e outras doenças graves, inclusive para dengue hemorrágica.
O perfil é majoritariamente de homens entre 25 e 34 anos, escolaridade superior e renda fixa.
Para especialistas, a persistência de mitos é um dos fatores que dificultam o acesso e afastam potenciais doadores. Um único doador pode beneficiar até quatro pessoas.
Com a chegada de feriados prolongados, festas de fim de ano e férias escolares precisamos ficar em alerta. Nesses momentos, as pessoas mudam suas rotinas, viajam ou aproveitam para descansar. Assim, lembramos os doadores da importância da doação de sangue antes de viajar ou de curtir o feriado. Os hemocentros também trabalham com esta perspectiva, sensibilizando a população durante estes períodos críticos para que não haja redução nos estoques.
Maior demanda no HSVP é por tipos O+ e A+
O Hospital São Vicente de Paulo de Três de Maio relatou à reportagem que enfrenta alta demanda por sangue e que tem reforçado as ações para incentivar doações. De acordo com a equipe responsável pela gestão do estoque, os maiores consumos estão associados a procedimentos cirúrgicos, seguidos por casos de anemias e doenças crônicas, como leucemias e trombocitopenias, que exigem transfusões regulares.
O setor de hemoterapia informou que as tipagens O+ e A+ são as mais solicitadas no dia a dia clínico. No entanto, os maiores desafios se concentram nos estoques de A- e O-, considerados tipos raros e fundamentais em situações urgentes, o que aumenta a dificuldade de reposição.
Como funciona o estoque de sangue do hospital
A instituição hospital ressaltou que mantém um estoque próprio, monitorado rigorosamente. A gestão inclui o registro diário de entrada e saída de bolsas; o controle de temperatura; a conferência de quantidades; a verificação de validade; e a reposição junto ao Hemocentro de Santa Rosa, conforme necessidade.
Apesar da organização, o HSVP admite dificuldades para equilibrar o uso e a reposição. “Nosso déficit costuma ser negativo. Utilizamos mais do que conseguimos repor”, destaca a assistente social Taíse Jost, responsável pela captação de doadores, reforçando que a devolutiva dos familiares nem sempre acontece, o que impacta diretamente na recomposição dos estoques.
Desafios para suprir a demanda
Taíse atua diariamente na conscientização da população sobre a importância da reposição contínua. Seu trabalho envolve contato direto com familiares, orientação sobre a doação, articulação com diferentes setores e constante mobilização da comunidade. “Mesmo com esse esforço, a demanda se mantém elevada e muitas vezes supera o número de doadores disponíveis”, mencionou.
A instituição reforça que doar sangue é um ato simples, seguro e capaz de salvar vidas. Em períodos de maior consumo, a colaboração da comunidade se torna ainda mais essencial para garantir que nenhum paciente fique sem atendimento.
Para estimular a doação e facilitar o acesso ao serviço, a assistente social, juntamente com a enfermeira Caroline Fernandes Rodrigues, responsável pela Agência Transfusional do HSVP e a equipe de enfermagem, desenvolve diversas iniciativas, conforme o quadro ao lado.
Taíse ainda pontuou que o hospital sempre tem bolsas disponíveis para atender a demanda. “Em casos de urgência e emergência, o hospital trabalha para que nunca falte, mesmo que tenhamos uma baixa no número de doadores, sempre conseguimos manter o quantitativo de bolsas que nós precisamos”, acrescentou.
Iniciativas do HSVP para estimular a doação de sangue
• Promoção de ações de conscientização e divulgação de materiais educativos;
• Organização quinzenal de grupos de doadores, em parceria com o transporte da Prefeitura de Três de Maio, que leva voluntários ao Hemocentro de Santa Rosa;
• Articulação com secretarias municipais de saúde cujos pacientes receberam transfusão;
• Manutenção de grupos informativos via WhatsApp;
• Divulgação em rádios e contato direto com empresas;
• Abordagem contínua aos familiares de pacientes;
• Acolhimento humanizado para incentivar a participação e fidelização de doadores.
Critérios básicos para doação
- Ter idade entre 16 e 69 anos, (menores de 18 anos devem apresentar consentimento formal do responsável legal);
- Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos;
- Apresentar documento de identificação com foto emitido por órgão oficial.
- Pesar no mínimo 50 kg;
- Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
- Estar alimentado;
- Quem fez tatuagem ou piercing deve aguardar 12 meses
- Pessoas com sintomas gripais devem aguardar melhora completa antes de doar.
“Faz três anos que eu comecei a doar sangue e eu tenho doado a cada quatro meses. A última vez em que eu fiz a doação foi em outubro desse ano. Eu decidi doar sangue porque é um ato muito importante e que pode salvar vidas. Mesmo que eu, ao longo da vida, não tenha precisado transfundir sangue, nunca sabemos quando nós vamos precisar.
Doar sangue é um gesto simples, mas poderoso. Em poucos minutos, você pode ser a esperança que alguém está esperando.
O medo passa, mas o bem que você faz permanece; ele circula, pulsa e devolve vidas.
Cada gota conta e a sua coragem pode ser exatamente o que mantém um coração batendo hoje. Doe. Inspire. Salve vidas.”
Beatriz Benedix Nehring, 36 anos, auxiliar de higienização do HSVP
“Há cerca de seis meses que eu doo sangue. Agora tenho doado regularmente, geralmente de três em três meses. Recentemente doei, no dia 7 de novembro.
Decidi começar a doar sangue para ajudar as pessoas que precisam. Felizmente nunca precisei receber sangue e sempre que posso estou doando.
A doação é bem tranquila. Você não precisa ter medo quando vai fazer a coleta. Doar sangue ajuda a salvar vidas.”
Márcia Ardenghy da Silva, 57 anos, aposentada, moradora de Entrada da Barrinha
“Já são vinte anos que eu sou doadora de sangue. Na época eu decidi ser doadora em virtude de o meu pai ter precisado receber sangue para o tratamento de saúde que estava realizando. Mesmo eu nunca ter necessitado de sangue, eu sigo doado a cada seis meses.
Para aqueles que têm medo ou receio de doa, eu digo que temos que enfrentar os nossos medos por um bem maior.”
Márcia Alexandra dos Santos, 48 anos, técnica de enfermagem
“Faz três anos que eu comecei a doar sangue e eu tenho doado a cada quatro meses. A última vez em que eu fiz a doação foi em outubro desse ano. Eu decidi doar sangue porque é um ato muito importante e que pode salvar vidas. Mesmo que eu, ao longo da vida, não tenha precisado transfundir sangue, nunca sabemos quando nós vamos precisar.
“Há cerca de seis meses que eu doo sangue. Agora tenho doado regularmente, geralmente de três em três meses. Recentemente doei, no dia 7 de novembro.
“Já são vinte anos que eu sou doadora de sangue. Na época eu decidi ser doadora em virtude de o meu pai ter precisado receber sangue para o tratamento de saúde que estava realizando. Mesmo eu nunca ter necessitado de sangue, eu sigo doado a cada seis meses.









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