
À
GUISA DE COMENTÁRIO – QUEM É O DONO?
Estou perguntando quem é o dono da Amazônia. Nunca
se falou tanto da Amazônia como agora. Virou matéria
obrigatória lá fora e cá dentro. Lá
fora querem internacionalizar a Amazônia e questiona-se a
soberania do País sobre a região. Enquanto isso, Lula
diz que ela tem dono. E o dono, segundo o presidente, é o
povo brasileiro. Trata-se, na minha ótica, de meia-verdade.
Na verdade, o governo, através do Ministério do Meio
Ambiente, não consegue conter a piratagem, o desmatamento,
os saques, as queimadas, o avanço da destruição
ambiental. Demais disso, a região está coalhada de
estrangeiros, que se infiltram na floresta, para buscar riquezas
naturais e se adonar da área. Então, a questão
ambiental é um desafio quase perdido para o governo brasileiro.
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que tomou posse,
no dia 27 de maio, data do início da Semana do Meio Ambiente,
até pensa em atribuir ao Exército a guarda da Amazônia,
puxando uma velha tese de 15 anos atrás do programa Calha
Norte, torpedeado, na época, pelos esquerdistas e ambientalistas
radicais. É preciso dar um jeito, para proteger e tomar posse
definitivamente da maior reserva florestal do planeta. Nisso é
bom pensar dentro da Semana do Meio Ambiente e durante o tempo todo.
ESPECIALISTAS
NORTE-AMERICANOS QUE JÁ MORARAM NO BRASIL DEFENDEM ETANOL
DE CANA-DE-AÇÚCAR. Para o colunista do New
York Times Roger Cohen, o etanol de cana é o substituto lógico
para o petróleo. O colunista também disse que “a
idéia de que a Amazônia está sendo destruída
para produzir etanol é absurda”.
BALANÇO
DE PAGAMENTOS – Tem déficit recorde. O que
quer dizer isso? Quer dizer que o Brasil está importando
mais do que exportando. Há um desequilíbrio negativo
nas contas. Sucede que o valor negativo acumulado até abril
é de US$ 14,1 bilhões. Foi o pior resultado para o
período da história. Bem maior que a previsão
do Banco Central para todo ano de 2008. Nos próximos meses,
o déficit não deve manter o mesmo ritmo. Deverá
haver uma regularização dos fluxos comerciais.
SEDE
– De que existe sede insaciável, voracidade
inatacável, não há mais a menor dúvida.
Virou e mexeu, a extinta CPMF volta com outro nome e com outra alíquota.
Ela foi desenterrada com o nome de Contribuição Social
para a Saúde/CSS. Alíquota de 0,10%. Não bastou
que a arrecadação dos cofres da União abocanhassem
R$ 102 bilhões a mais do que no exercício anterior.
A alíquota sairá, de novo, da movimentação
financeira. Claro que isso também serve para fiscalizar a
movimentação de dinheiro dos cidadãos, através
do cheque. O governo, como se vê, quer fazer saúde
pública à custa do dinheiro do povo, através
do aumento da carga tributária. É a sede arrecadatória.
O cara-de-pau do ministro José Múcio Monteiro ainda
teve a coragem de afirmar que “o governo não participará
da recriação da CPMF”.
O PLANETA TERRA PEDE SOCORRO. Lembre-se disso,
pelo menos, hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente. Lembre-se, também,
que o grande tema do momento é a preservação
da floresta amazônica.
PAC
ESTÁ DEVAGAR – O Programa de Aceleração
do Crescimento está devagar. Está acelerando pouco.
De 02 de janeiro a 30 de abril, foram empenhados apenas R$ 2,5 bilhões
dos R$ 17,2 bilhões previstos para 2008. Isto representa
tão-somente 14,4% do total a ser gasto, neste ano, em obras
de saneamento, rodovias, terminais portuários e aeroportos,
irrigação, entre outros.
SETOR
LEITEIRO – Está em alta. A bacia leiteira
na região tende a crescer muito nos próximos tempos.
A demanda das indústrias que estão sendo implantadas
deve aumentar quilometricamente. O que vai motivar os produtores,
sem dúvida, vão ser os bons preços do produto.
O presidente da Emater, Mário Nascimento, que esteve no dia
de campo da 9ª ExpoGiruá, confirmou que serão
investidos R$ 465 milhões no setor. Pelo menos, temos um
sinal de diversificação rendosa e segura. Pena que
o insumo caro prejudica a bacia leiteira.
ALTA
DOS FERTILIZANTES – Para o presidente do Sindicato
da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul, a alta dos fertilizantes
chegou para ficar. Má notícia, sem dúvida,
para os produtores primários, que tiveram alguns momentos
para respirar com os bons preços das commodities. E a justificativa
da continuidade da alta cotação dos insumos é
que o Rio Grande do Sul importa 100% da matéria-prima e,
por isso, é 100% dependente do mercado internacional na composição
dos preços. Durma-se com um barulho desses. Quem pode ensinar
o segredo para produzir alimentos baratos com insumos caros?
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