Ano XVIII - EDIÇÃO 1004

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OPINIÃO

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A licença-maternidade, que atualmente se refere a um período de quatro meses concedido para que mulheres fiquem em casa com filhos recém-nascidos, poderá passar para seis meses, sendo quatro meses pagos pela previdência e dois pelo empregador. Qual sua opinião sobre o assunto?

Como pai de família, penso que seis meses sejam necessários, pois a presença da mãe é fundamental para o recém-nascido. Porém, no aspecto empresarial, é complicado, porque, além de repor a funcionária em licença-maternidade, pelo período de dois meses o empresário terá de pagar em dobro.”
Jair Sabino da Silva, 37 anos, empresário.


“É justo que a mãe fique em casa com seu filho durante mais dois meses. O aconchego da família é insubstituível para a criança, principalmente nesse período. Comparando a família à empresa, o benefício de uma mãe ficar em casa é muito maior que a perda do empresário em pagar pela funcionária que não está trabalhando.”
Gilberto Thiele, 36 anos, empresário.


“Para os empresários os encargos sociais já são muito altos, e não é justo pagar por mais dois meses sem a funcionária, além de pagar outra funcionária que a estiver substituindo. Se a idéia parte do governo, ele também deve ser responsável pelo pagamento integral da licença-maternidade. Mas, com certeza, para a mulher e a criança, o contato é muito importante e deveria ser um direito.”
Vili Sonnenberg, 44 anos, empresário.


“Penso que não há problema em aumentar o benefício da licença-maternidade em mais dois meses, desde que a funcionária faça um acompanhamento do mercado, para não voltar à empresa desatualizada. Assim como é importante para a mulher estar junto ao recém-nascido, dando carinho e proteção, principalmente nos seis primeiros meses de vida. Também é importante o lado profissional, e não compensa a ela correr o risco de perder sua vaga para quem a estiver substituindo nesse período.” Dílson José Mireski, 41 anos, empresário.


“Considero bom o aumento do benefício, pois é o tempo mínimo de convivência contínua que o recém-nascido precisa ter com os pais. Mas o governo (previdência) deveria assumir as despesas, ao invés de morder mais uma vez o bolso dos empresários.”
Belchior da Silveira, 30 anos, empresário.

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