A licença-maternidade, que atualmente se refere a um período
de quatro meses concedido para que mulheres fiquem em casa com filhos
recém-nascidos, poderá passar para seis meses, sendo
quatro meses pagos pela previdência e dois pelo empregador.
Qual sua opinião sobre o assunto?
Como
pai de família, penso que seis meses sejam necessários,
pois a presença da mãe é fundamental para o
recém-nascido. Porém, no aspecto empresarial, é
complicado, porque, além de repor a funcionária em
licença-maternidade, pelo período de dois meses o
empresário terá de pagar em dobro.”
Jair Sabino da Silva, 37 anos, empresário.
“É
justo que a mãe fique em casa com seu filho durante mais
dois meses. O aconchego da família é insubstituível
para a criança, principalmente nesse período. Comparando
a família à empresa, o benefício de uma mãe
ficar em casa é muito maior que a perda do empresário
em pagar pela funcionária que não está trabalhando.”
Gilberto Thiele, 36 anos, empresário.
“Para os
empresários os encargos sociais já são muito
altos, e não é justo pagar por mais dois meses sem
a funcionária, além de pagar outra funcionária
que a estiver substituindo. Se a idéia parte do governo,
ele também deve ser responsável pelo pagamento integral
da licença-maternidade. Mas, com certeza, para a mulher e
a criança, o contato é muito importante e deveria
ser um direito.”
Vili Sonnenberg, 44 anos, empresário.
“Penso
que não há problema em aumentar o benefício
da licença-maternidade em mais dois meses, desde que a funcionária
faça um acompanhamento do mercado, para não voltar
à empresa desatualizada. Assim como é importante para
a mulher estar junto ao recém-nascido, dando carinho e proteção,
principalmente nos seis primeiros meses de vida. Também é
importante o lado profissional, e não compensa a ela correr
o risco de perder sua vaga para quem a estiver substituindo nesse
período.” Dílson José Mireski,
41 anos, empresário.
“Considero
bom o aumento do benefício, pois é o tempo mínimo
de convivência contínua que o recém-nascido
precisa ter com os pais. Mas o governo (previdência) deveria
assumir as despesas, ao invés de morder mais uma vez o bolso
dos empresários.”
Belchior da Silveira, 30 anos, empresário.
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