
À
GUISA DE COMENTÁRIO – VILÕES, QUEM SÃO?
– Afinal de contas, quem são os vilões?
No momento, são os produtores rurais. Por quê? Porque
não produzem alimentos abundantes e baratos para todo mundo,
principalmente, os consumidores do Primeiro Mundo. Acusam os produtores
do Brasil que, ao invés de plantar alimentos para consumo
humano e animal, estariam produzindo matéria-prima para etanol.
Mentira deslavada. Não lembram eles que produzir custa caro.
Não lembram eles que os insumos aumentaram assustadoramente.
Aumentaram os combustíveis, os fertilizantes, os agrotóxicos,
as máquinas e os equipamentos e, também, a mão-de-obra.
Depois há os impostos e as taxas, os riscos. As condições
climáticas atrapalham demais os produtores Se plantar fosse
tiro-e-queda, as coisas seriam bem mais fáceis. Há
os contratempos do tempo inclemente. Assim é fácil
achar que os produtores rurais são os vilões. Na verdade,
eles são os heróis, os eternos sacrificados. Sobre
eles pesam os preços baixos dos produtos e altos dos insumos
e as inclemências das intempéries. Ninguém lembra
disso.
VEJA
SÓ – Os gastos com sementes, adubos, defensivos
e outros custos operacionais para plantar um hectare de soja na
próxima safra somam, hoje, R$ 581,00, ante os R$ 405,00 da
safra anterior. Durma-se com um barulho desses. Querem que os produtores
continuem produzindo alimentos abundantes a preços baixos.
Está na cara que o custo da produção é
ameaça séria à safra. O preço médio
do fertilizante é o maior praticado nos últimos nove
anos.
COMBUSTÍVEL
DO FUTURO – Poderá ser o hidrogênio
e não o etanol. Na Islândia já existem veículos
movidos a hidrogênio. Nos próximos anos, todos os veículos
automotores daquele país da região nórdica
serão movidos a hidrogênio. Sabem vocês qual
a matéria-prima do hidrogênio? É a água.
Lembrem-se que a fórmula química da água é
H20. Duas moléculas de oxigênio e uma de hidrogênio.
Através da eletrólise se decompõe a água
e resulta o hidrogênio como combustível, descartando-se
o oxigênio. Fácil, né? Na prática, a
teoria é outra.
VOCÊ
SABIA QUE DO CAPIM-ELEFANTE É POSSÍVEL PRODUZIR-SE
ETANOL?
MAIS
MODELOS – Chegou-me aos ouvidos que Santa Cruz do
Sul, no Vale do Rio Pardo, nos últimos três anos, atraiu
120 empresas. A queda do dólar e as campanhas antitabagismo
– Santa Cruz do Sul é a Capital do Fumo – atingiram
a economia do município. Então, a administração
municipal apostou na atração de investimentos. Que
vieram. Este, sem dúvida, é mais um modelo a ser imitado.
O
CENÁRIO É INCERTO PARA A PRÓXIMA SAFRA. CAUSA:
ALTO CUSTO DOS INSUMOS. A Assembléia Legislativa
realiza a CPI dos Insumos, para investigar o aumento exagerado dos
insumos agrícolas, cujos trabalhos começaram, na última
segunda-feira.
LIBERDADE
DOS IMPOSTOS – Vejam o que acontece todos os anos,
em Novo Hamburgo, desde 2004. Algo ultra-original. Lá se
comemora todos os anos o Dia da Liberdade dos Impostos. Claro, cada
ano em data diferente. Neste ano, foi, no dia 27 de maio, terça-feira.
A data é simbólica e representa o último dia
do ano em que o contribuinte brasileiro trabalha exclusivamente
para pagar tributos ao governo. Quer dizer, em 2008, eu, tu, você,
todos os cidadãos temos que trabalhar quatro meses e 27 dias
para pagar impostos. Três dias a mais do que
em 2007. Por isso, a data do Dia da Liberdade dos Impostos é
móvel, porque cada vez aumenta mais a carga tributária.
A partir desta semana, cada um trabalha para si.
ATIVIDADES
– Para comemorar a passagem da data, lá em Novo Hamburgo,
no Vale do Sinos, houve várias atividades. Vejam só.
Na Rua Lucas de Oliveira, foi montada uma estrutura, com toldos,
palco, estandes e balcão para distribuição
de senhas. Neste dia, 150 produtos foram vendidos aos consumidores
com a subtração dos impostos. E um carro zero quilômetro
foi sorteado sem a incidência de tributos. Em Porto Alegre,
o litro de gasolina foi vendido a R$ 1,20, só no dia 27.
Que tal!
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