Ano XVIII - EDIÇÃO 1002

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SAÚDE

93% da população já sentiu
DOR DE CABEÇA

Todos devem observar a dor de cabeça, a freqüência, a intensidade e duração e relatar o fato a um neurologista, para obter um diagnóstico e tratamentos adequados
Quem nunca sentiu uma dor de cabeça? Uma crise de enxaqueca pode ser terrível e incapacitante, como descrevem os sofredores desta patologia tão comum. Segundo o Departamento de Cefaléia da Academia Brasileira de Neurologia, cerca de 30 milhões de pessoas sofrem com dores de cabeça no Brasil.
O que é condenável é que esses pacientes façam o uso abusivo de analgésicos. Essas medicações, na maioria das vezes não prescritas por médicos, mas por balconistas de farmácias, vizinhos ou amigos, podem não só piorar, como cronificar uma dor de cabeça que era esporádica, ou então, até mesmo, prejudicar o diagnóstico de várias doenças.
Segundo a coordenadora do Departamento de Cefaléia da ABN, Dra. Célia Roesler, e de acordo com as estatísticas, 93% da população em geral já teve dor de cabeça em alguma época da vida, sendo que 31% precisaria de tratamento médico adequado, em razão da incapacidade funcional que as crises causam.
As mulheres são as que mais sofrem com o mal: 76% das mulheres e 57% dos homens relatam pelo menos uma dor de cabeça ao mês. Célia afirma que as crianças também sofrem com os sintomas, e não é “manha”, como muitos pais dizem. Entre crianças, 39%, aos 6 anos, já sabem o que é ter dor de cabeça, e aos 15 anos, 70%.
O Departamento de Cefaléia da ABN conta que 93% dos diagnósticos são errados quando não feitos por um médico especialista em cefaléia, gerando anos de sofrimento ao paciente.
Um diagnóstico correto levará a um tratamento adequado, evitando-se, dessa forma, a automedicação. Pois, existem quase 300 tipos de dores de cabeça, cada um com o seu quadro clínico caracterís-tico e tratamento específico.
Infelizmente, uma grande parte dos portadores de cefaléia acaba se acostumando com esse mal e incorporando-o ao seu cotidiano, encarando-o como inevitável. Desta forma, é importante a população ter conhecimento de que das quase 300 dores de cabeça, a maioria exige um tempo longo de tratamento para se chegar a um resultado satisfatório. “Não dá para se admitir mais o fato de o paciente ‘conformar-se com a dor’ e com a automedicação, que poderá resultar em outros problemas de saúde, até mesmo mais graves”, explica Célia.


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