93%
da população já sentiu
DOR DE
CABEÇA
Todos
devem observar a dor de cabeça, a freqüência,
a intensidade e duração e relatar o fato
a um neurologista, para obter um diagnóstico e tratamentos
adequados
Quem nunca sentiu uma dor de cabeça? Uma crise de
enxaqueca pode ser terrível e incapacitante, como
descrevem os sofredores desta patologia tão comum.
Segundo o Departamento de Cefaléia da Academia Brasileira
de Neurologia, cerca de 30 milhões de pessoas sofrem
com dores de cabeça no Brasil.
O que é condenável é que esses pacientes
façam o uso abusivo de analgésicos. Essas medicações,
na maioria das vezes não prescritas por médicos,
mas por balconistas de farmácias, vizinhos ou amigos,
podem não só piorar, como cronificar uma dor
de cabeça que era esporádica, ou então,
até mesmo, prejudicar o diagnóstico de várias
doenças.
Segundo a coordenadora do Departamento de Cefaléia
da ABN, Dra. Célia Roesler, e de acordo com as estatísticas,
93% da população em geral já teve dor
de cabeça em alguma época da vida, sendo que
31% precisaria de tratamento médico adequado, em razão
da incapacidade funcional que as crises causam.
As mulheres são as que mais sofrem com o mal: 76%
das mulheres e 57% dos homens relatam pelo menos uma dor
de cabeça ao mês. Célia afirma que as
crianças também sofrem com os sintomas, e não é “manha”,
como muitos pais dizem. Entre crianças, 39%, aos 6
anos, já sabem o que é ter dor de cabeça,
e aos 15 anos, 70%.
O Departamento de Cefaléia da ABN conta que 93% dos
diagnósticos são errados quando não
feitos por um médico especialista em cefaléia,
gerando anos de sofrimento ao paciente.
Um diagnóstico correto levará a um tratamento
adequado, evitando-se, dessa forma, a automedicação.
Pois, existem quase 300 tipos de dores de cabeça,
cada um com o seu quadro clínico caracterís-tico
e tratamento específico.
Infelizmente, uma grande parte dos portadores de cefaléia
acaba se acostumando com esse mal e incorporando-o ao seu
cotidiano, encarando-o como inevitável. Desta forma, é importante
a população ter conhecimento de que das quase
300 dores de cabeça, a maioria exige um tempo longo
de tratamento para se chegar a um resultado satisfatório. “Não
dá para se admitir mais o fato de o paciente ‘conformar-se
com a dor’ e com a automedicação, que
poderá resultar em outros problemas de saúde,
até mesmo mais graves”, explica Célia.