Sujeira de pombos causa transtornos na área central

Praça precisa ser lavada diariamente para não acumular a grande quantidade de fezes

Sujeira de pombos causa transtornos na área central
Praça da Bandeira é um dos locais mais afetados

Quem circula pela área central de Três de Maio, especialmente pela Praça da Bandeira e arredores, tem se deparado com uma grande sujeira nas calçadas e bancos. Trata-se de fezes das centenas de pombos que estão causando transtornos na cidade.


De acordo com o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Volmir Rettore, a espécie é conhecida como Pomba Juriti, que costuma andar em bandos e de forma invasiva. “Nos últimos dois meses percebemos um aumento na quantidade de pombas. Se sabe que as aves estão começando a procurar abrigo para o inverno, então, árvores grandes como as da praça central oferecem um abrigo seguro para as pombas em relação às intempéries do inverno, dos predadores e do próprio ser humano. A reclamação é evidente, pois a sujeira que as pombas fazem é muito grande”, explica.


Não bastasse a sujeira, ainda há outro fator que preocupa, a possibilidade de transmitir doenças. Rettore destaca que tanto a Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, quanto a Secretaria de Obras tem se mobilizado para buscar solução para o problema. “Entendemos que este tipo de sujeira pode gerar várias zoonoses, sem falar no aspecto feio que ficam as ruas e passeios”, explica. 

 


Não alimente as aves


Ele conta que a praça central está sendo lavada diariamente para não deixar acumular sujeira das pombas. “Também, já entramos em contato com órgão competente ambiental do Estado e da União, para buscarmos orientações de como proceder. O problema é delicado, pois, é proibido por lei perseguir ou abater estes animais. Assim, a alternativa é buscarmos uma maneira de repelir estas aves do centro da cidade”.


O secretário explica que o problema de espécies invasivas não é novo e o controle é difícil. “Podemos citar, além da invasão de pombas, a invasão de periquitos e quatis nas plantações de milho na nossa região. Assim, a solução é buscar um ponto de equilíbrio ecológico, o que não é fácil e necessita apoio dos órgãos ambientais estaduais e federais”, finaliza.
Para a população que passa pelo local, o pedido é um só. Não alimente as pombas.