STR comemora 60 anos com assembleia e sorteio de prêmios

Na tarde de quarta-feira, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio e São José do Inhacorá reuniu seus associados, no salão católico de Três de Maio, para a assembleia geral e a comemoração dos 60 anos, completados no dia 24 de fevereiro. O presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva, presente no evento, além de falar aos associados, entregou para a presidente do STR, Anisia Trevisan, uma placa da Federação alusiva ao aniversário do Sindicato

STR comemora 60 anos com assembleia e sorteio de prêmios
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio e São José do Inhacorá reuniu seus associados no salão católico de Três de Maio

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Três de Maio e São José do Inhacorá completou 60 anos no dia 24 de fevereiro de 2022.


A comemoração foi realizada concomitantemente com a assembleia geral, realizada na quarta-feira, 23 de março, no salão católico em Três de Maio, quando estiveram presentes associados, representantes de cooperativas, instituições financeiras, entidades, entre outras lideranças locais e regionais. 


A mesa oficial foi formada pela presidente do STR – gestão 2021 a 2024, Anisia Trevisan; vice-presidente e 1º secretário regional da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no RS (Fetag), Pedrinho Signori; presidente da Fetag, Carlos Joel da Silva; coordenador da Associação Regional dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais da Grande Santa Rosa, Max Gotze Filho; secretário da Agricultura de Três de Maio, Volmir Rettore, representando o prefeito Marcos Corso; secretário da Agricultura de São José do Inhacorá, Altair M. Dill, representando o prefeito Gilberto Hammes de São José do Inhacorá. 


No primeiro momento da programação, ocorreu a aprovação do relatório da atual diretoria e aprovação das contas do Exercício de 2021. Em suas explanações, a presidente Anisia apresentou  o balanço das atividades realizadas no período, como a distribuição das sementes do programa Troca-troca de Milho, um total de 890 sacas e a reforma do prédio do Sindicato – parte externa, inclusive reparos no reboco e pintura. 

 

Assembleia aprova as contas do exercício 2021 da presidente Anisia

 

Metas para 2022

Sobre as metas para este ano, Anisia destacou algumas como a reestruturação do expediente para melhorar o atendimento prestado aos agricultores; investir na área técnica; reduzir os custos fixos em 20%; e realizar um encontro no mês de julho em comemoração ao Dia do Agricultor; dentre outras atividades.
Depois de encerrada a assembleia e a aprovação das contas, foi realizada a cerimônia de comemoração dos 60 anos do Sindicato, que hoje conta com 2.300 associados. 


Todos os integrantes da mesa oficial fizeram o uso da palavra, enaltecendo a data e fazendo referência da importância do Sindicato na vida do agricultor familiar. 
Finalizando o evento, foi realizado sorteio de prêmios (doados por empresas), e oferecido um coquetel aos presentes.

 

Sicredi Noroeste fez a doação de mais de 28 itens – cadeiras, mesas, balcões, entre outros – que eram da antiga unidade da Rua Horizontina

 

Ao centro, Evandro Schutz, vice-presidente da ACI e Dilson Mireski, presidente do Sindilojas, entregaram uma placa para Anisia em homenagem aos 60 anos do STR

 

 PROGRAMA TROCA-TROCA 
- Direto das empresas safra e safrinha, 400 sacas 
- Troca-troca Safrinha, 387 sacas 
- Forrageiras de Inverno, 42.932 quilos, no valor total de R$ 70.410,00
- Forrageiras de Verão, 13.585 quilos, no valor total de R$ 55.643,95

 

‘Fetag já cansou de esperar’, diz presidente Carlos Joel da Silva, ao cobrar medidas do governo para 
amenizar impactos da estiagem

 

 

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, disse que a Fetag está cobrando medidas mais efetivas para auxiliar os produtores rurais do Estado, que vem sofrendo com a estiagem. “Estamos aguardando uma resposta do governo o mais rápido possível. Já nos prometeram no dia 16 de fevereiro, no evento Grito de Alerta, que no dia 17 ou 18 de fevereiro sairiam as resoluções, e não saíram .... A Fetag já cansou de esperar, e nós já definimos nesta terça-feira (22) de que, se não sair até sexta-feira as medidas, semana que vem nós estamos retomando as mobilizações. Vamos fazer mobilizações em Porto Alegre, com todos os sindicatos do Estado, levando os agricultores para lá”, destaca.


O presidente também ressaltou que a entidade, juntamente com os sindicatos do Rio Grande do Sul, vêm definindo três principais grupos de agricultores que necessitam de ações específicas por parte do governo. 


“Nós temos aqueles agricultores mais pequenos, que não vão ao banco financiar suas lavouras. Eles financiam a sua lavoura com o seu dinheiro e esses perderam tudo. Então para esses nós precisamos de um crédito especial, tipo uma bolsa-estiagem, para que eles possam manter a sua família, a sua atividade até a próxima renda chegar”, explica.


Carlos também falou sobre aqueles que financiam o plantio nas entidades financeiras. “Para esses, nós precisamos de duas coisas: um desconto nos financiamentos para aqueles que podem pagar nesse momento e aqueles que não podem pagar que tenham o financiamento prorrogado, mas que exista uma medida provisória que possa amparar essas renegociações”.
O presidente disse ainda que há o terceiro grupo, que são os agricultores que não financiam nos bancos, mas em cooperativas ou em cerealistas e que não vão conseguir honrar o seu compromisso. 


“Então tem que ter uma linha de crédito para esse produtor ou para a cooperativa, para poder alongar um tempo maior de prazo para pagamento desses financiamentos”, conclui.

 

Preocupação com a cadeia leiteira

Carlos Joel disse que vem conversando com o Ministério da Agricultura. “Durante a vinda para Três de Maio, no caminho eu fiz uma conversa por vídeo com o secretário de Política Agrícola do Ministério de Agricultura, Guilherme Soria Bastos Filho. Há uma esperança de conseguir a Medida Provisória que vai dar os descontos aos agricultores que não estão amparados pelo Proagro ou pelo seguro até essa sexta-feira (25)”, conta, pois a entidade exige Medidas Provisórias para facilitar renegociações em financiamentos e auxílios aos produtores rurais do RS.


O presidente também comentou sobre os desafios que os produtores de leite enfrentam atualmente. Carlos avaliou o aumento do custo que o produtor vem encarando como a energia elétrica, a falta de mão de obra e sugeriu o que os governantes podem fazer para melhorar a cadeia leiteira. “Tem que ter uma linha especial de crédito; tirar os impostos da cadeia e aí não é só no leite, mas na ordenhadeira, a questão do óleo diesel e da energia elétrica”, resume.


Carlos conclui dizendo que anos atrás havia 135 mil famílias produzindo leite no Estado, hoje são menos de 50 mil, segundo os dados da Emater. “O produtor precisa cada vez aumentar mais a produção para conseguir se manter na cadeia. Só que chega um momento em que ele não consegue produzir mais; a área é pouca, a mão de obra é pouca, e aí ele tem que abandonar a atividade leiteira”, lamentou o presidente da Fetag.