
À GUISA DE COMENTÁRIO - VOLTA À CARGA - Se não dá de um jeito, deve experimentar-se de
outra maneira. Se não dá para entrar por uma porta,
tenta-se a outra. São as diversas opções que
se tem à disposição. No caso da CPMF, parece,
está acontecendo isso. Se não deu para aprovar a
matéria no Senado, há que se buscar outra solução.
Afinal, trata-se de uma perda polpuda de R$ 40 bilhões por
ano. O governo está fazendo uma ginástica nunca vista
para ressarcir o prejuízo. Foram várias as tentativas,
mas o governo federal continua no amargo prejuízo. Aí vão
os deputados da base aliada e propõem a recriação
da CPMF. E vejam, com alíquota de 0,20%, ao invés
da despótica alíquota de 0,38%. E o que mais: o resultado
seria todo ele transferido para a saúde. Aliás, nunca
deveria ter sido diferente. Neste caso, até dá para
concordar que a matéria seja aprovada. No entanto, acho
difícil que este intento seja logrado, porque a oposição
simplesmente não quer saber de aumentar impostos. O que
o governo não pode é blefar: anunciar uma coisa e,
depois, fazer outra, ou seja, dizer que os recursos todos vão
para a saúde e no correr dos dias, o dinheiro é usado
para fechar rombos. Aí é literalmente enganar os
trouxas. O povo não pode passar por otário outra
vez. .
GASTANÇA - Chorar miséria e fazer gastança,
não está com nada. Vejam, por exemplo, o que acontece
no governo estadual do nosso amado Rio Grande. Só, em 2007,
o Rio Grande do Sul gastou mais de R$ 1 milhão com o pagamento
de premiações culturais, artísticas, científicas,
desportivas, entre outras.. A quem? A políticos, a autoridades
e personalidades. Está certo que é bom premiar os
destaques, mas, quando se está numa pindaíba igual à do
Rio Grande do Sul, que não pode dar aumento ao funcionalismo
sequer, vai meter toicinho em nababos?.Vamos parar com isso!
E
TEM MAIS - Ao todo,
no ano passado, o Brasil gastou quase R$ 34 milhões nesta finalidade: premiação e bateu
seu próprio recorde. Em 2006, eram apenas(apenas!) R$ 12,8
milhões que foram gastos neste mister. Então, faça
contas: ou cresceram demais, demais da conta as celebridades, ou
o aumento de um ano para outro causa estranheza. Não causa?
O Rio Grane do Sul, para seu governo, é a sexta unidade
da federação que mais gasta dinheiro em premiações,
logo atrás de Minas Gerais, que recompensou celebridades,
no ano passado, com R$ 1,1 milhão.
UM HORROR - Esta nossa Assembléia Legislativa. Sempre com
um halo de santidade e com uma coroa de ética. Agora, tão
desmoralizada. Primeiro, o escândalo dos selos, em que Macalão
se envolveu e alguns, ou vários deputados. Depois, os setecentos
celulares. Agora, ainda me vem com a história das diárias
e do combustível para viaturas de deputados a R$ 1,40 o
quilômetro rodado. A Assembléia Legislativa precisa
ser varrida. Isto é um escândalo. Os deputados se
promovem, vivem, sobrevivem, se elegem e reelegm, comem, bebem,
viajam e ganham dinheiro à custa da Assembléia, quer
dizer, à custa do castigado povo gaúcho. Basta! Quem
será capaz de varrer tanto lixo? Há vassoura forte
o suficiente para varrer tanta sujeira! Com tanta gastança, é proibido
chorar miséria.
MAS,
ENQUANTO UMA CERTA MODELO GANHA R$ UM MILHÃO PARA
DESFILAR CINCO MINUTOS, O TRABALHADOR BRASILEIRO GANHA MÍSEROS
R$ 380,00 REAIS DE SALÁRIO(SEM DESCONTOS), UMA PROFESSORA
GANHA ESCASSOS R$ 420,00 REAIS POR 20 HORAS/AULA MENSALMENTE( SEM
DESCONTOS).
POR ISSO QUE EU BEBO!
ENDIVIDAMENTO - O setor
agrícola brasileiro, apesar da última
boa safra e dos bons preços das commodities, no ano passado
e no começo deste ano, está endividado. O total da
dívida agrícola é estimada em R$ 120 bilhões.
Os agricultores esperam ansiosamente a renegociação
deste passivo em condições favoráveis..
O
REINO POR UM EMPREGO - É triste, diria, é deprimente,
quando alguém se forma e não encontra trabalho. A
falta de trabalho tem diminuída no País, mas não
na velocidade desejável. Mais de 9% da força de trabalho
brasileira está à procura de trabalho. O sonhado
trabalho com carteira assinada, com direitos trabalhistas e um
salário digno. O rendimento médio dos trabalhadores
ainda é baixo: um pouco acima de R$ 1.000,00. Nas seis principais
regiões metropolitanas do País, há 2,1 milhões
de pessoas desempregadas. Então, gerar empregos é o
maior desafio a ser enfrentado pelos nossos governantes. E a geração
de empregos depende de investimentos. Ponto fraco do governo estadual
e federal. Você sabe o que dariam certas pessoas por um bom
emprego? Qualquer coisa. Digamos, o seu reino.
REENCONTRO - Se me perguntarem
se o acaso existe, diria que sim. Eventualmente( nem iria ao
supermercado, no sábado passado),
encontrei, sabe quem? O ex-colega de Cardeal Pacelli, no final
da década de 60 e início de 70, o professor Geraldo
Mensch. Reconheci-o de pronto, apesar da barba e dos anos. Ele,
há muitos anos, filosofa e faz pesquisas, em Hamburgo, na
Alemanha, onde se radicou. Como sempre, simpático, comunicativo,
crítico, bem-falante, conhecedor profundo de tudo, praticou
bonito diálogo(até contou um causo que a caixa entendeu
e sorriu, porque tinha pique) Falava alemão. Lê a
minha coluna do outro lado do oceano, no Velho Mundo. Sabe o que
se escreve e se passa na aldeia. Elogios e críticas à coluna.
A crítica do emérito professor foi quanto ao visual
da coluna, como a letra miúda . Elogiou o espírito
crítico que ele não conhecia. Aceito, de coração,
os elogios e as críticas, porque oriundas de quem abalizado
e de profundo conhecimento.
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