Ano XVIII - EDIÇÃO 1002

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DO LEITOR

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MUNDO DE ISABELA (s)
E ELIZABETH (s)

Paulo Roberto do Nascimento

Nos dias de hoje ainda perguntamos: de que mais será capaz o ser humano?
Somos diariamente bombardeados por notícias horrendas envolvendo violência familiar, mas temos que ter a sensibilidade de perceber que casos como o de Isabela e Elizabeth, infelizmente, acontecem com muito mais freqüência do que imaginamos.
Seres humanos, ditos animais racionais, têm atitudes indignas, mais cruéis, inclusive, dos que os verdadeiros animais irracionais.
Experimente alguém ofender a integridade física de um recém-nascido de um animal irracional. Pode ser o mais dócil e doméstico que exista. Com certeza, ele se colocará à frente de sua cria para defendê-la, mesmo que este ato custe sua própria vida.
Não seria esta atitude que esperamos quando um ser humano, criança indefesa, está em iminente perigo? Claro que temos que defender o filho, afilhado, sobrinho, neto, ou conhecido e, por que não, um desconhecido.
A cada dia que passa buscamos, sem sucesso, justificativa para violências movidas por sentimentos mesquinhos como ciúme, egoísmo, inveja, e outros sentimentos doentios.
Alguns comentários surgem, do tipo: “que coragem teve aquele fulano em fazer o que fez com o filho?” Um sentimento me surge: não teria sido falta de coragem? Pois atitudes como essas com que deparamos nos dias de hoje, pode-se afirmar que se trata de uma tremenda falta de coragem, covardia, medo de enfrentar um problema que é seu. Não se busca uma solução. Simplesmente joga-se uma raiva em cima de um ser indefeso, incapaz de oferecer resistência.
O sadismo e a maldade dos homens e mulheres afloram a partir do momento em que depois de cometer maldades, ainda, descaradamente, aparecem para tentar explicar ou até mesmo negar.
A relação materna e paterna deve ser de proteção mútua, pois quem protegemos hoje nos protegerá amanhã. Nosso filho é um pedaço de nós, aquele que perpetuará a existência da humanidade na terra.
Façamos aquilo que padre Zezinho diz em sua canção para a família: “... que um homem carregue nos ombros a graça de um pai”, “... que ninguém vá dormir sem pedir ou dar seu perdão”.

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