MUNDO
DE ISABELA (s)
E ELIZABETH (s)
Paulo Roberto do Nascimento
Nos
dias de hoje ainda perguntamos: de que mais será capaz
o ser humano?
Somos diariamente bombardeados por notícias horrendas envolvendo
violência familiar, mas temos que ter a sensibilidade de
perceber que casos como o de Isabela e Elizabeth, infelizmente,
acontecem com muito mais freqüência do que imaginamos.
Seres humanos, ditos animais racionais, têm atitudes indignas,
mais cruéis, inclusive, dos que os verdadeiros animais irracionais.
Experimente alguém ofender a integridade física de
um recém-nascido de um animal irracional. Pode ser o mais
dócil e doméstico que exista. Com certeza, ele se
colocará à frente de sua cria para defendê-la,
mesmo que este ato custe sua própria vida.
Não seria esta atitude que esperamos quando um ser humano,
criança indefesa, está em iminente perigo? Claro
que temos que defender o filho, afilhado, sobrinho, neto, ou conhecido
e, por que não, um desconhecido.
A cada dia que passa buscamos, sem sucesso, justificativa para
violências movidas por sentimentos mesquinhos como ciúme,
egoísmo, inveja, e outros sentimentos doentios.
Alguns comentários surgem, do tipo: “que coragem teve
aquele fulano em fazer o que fez com o filho?” Um sentimento
me surge: não teria sido falta de coragem? Pois atitudes
como essas com que deparamos nos dias de hoje, pode-se afirmar
que se trata de uma tremenda falta de coragem, covardia, medo de
enfrentar um problema que é seu. Não se busca uma
solução. Simplesmente joga-se uma raiva em cima de
um ser indefeso, incapaz de oferecer resistência.
O sadismo e a maldade dos homens e mulheres afloram a partir do
momento em que depois de cometer maldades, ainda, descaradamente,
aparecem para tentar explicar ou até mesmo negar.
A relação materna e paterna deve ser de proteção
mútua, pois quem protegemos hoje nos protegerá amanhã.
Nosso filho é um pedaço de nós, aquele que
perpetuará a existência da humanidade na terra.
Façamos aquilo que padre Zezinho diz em sua canção
para a família: “... que um homem carregue nos ombros
a graça de um pai”, “... que ninguém
vá dormir sem pedir ou dar seu perdão”.
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