Morre o promotor de Justiça Ricardo Melo de Souza

Magistrado atuou por 12 anos como titular na Comarca de Três de Maio, tendo se destacado pelo trabalho ambiental e social

Morre o promotor de Justiça  Ricardo Melo de Souza
Promotor de Justiça Ricardo Melo de Souza tinha 55 anos

Morreu na segunda-feira, 17 de maio, no Hospital de Caridade de Três Passos, em razão de complicações decorrentes de uma infecção, o promotor de Justiça Ricardo Melo de Souza, 55 anos.


Ricardo Melo de Souza era titular do primeiro cargo da Promotoria de Justiça de Três Passos, tinha 28 anos de carreira e atuava há quase dois anos na Comarca daquele município. Em Três de Maio atuou como titular da Comarca do MP de junho de 2007 a agosto de 2019.


O promotor de Justiça deixa enlutados a esposa Carmen Peixoto e três filhos. 


Grande defensor das causas sociais
A atuação do magistrado em Três de Maio não se limitou apenas ao seu trabalho no Ministério Público. Dr. Ricardo, como era chamado, foi sempre muito acessível à imprensa (concedeu inúmeras entrevistas a este semanário), entidades, bem como para o atendimento ao público em geral.


Entre as áreas de atuação na Comarca de Três de Maio, se destacam as áreas cívil, criminal, tribunal de júri; defesa dos direitos das crianças e adolescentes; proteção aos direitos dos idosos; lei Maria da Penha; procedimentos administrativos; com maior enfoque na parte ambiental e urbanística. 


O promotor também tentou fazer acordos de regularização de áreas invadidas pela população; sem contar que por muitas vezes fez palestras em escolas, instituições, justamente com forma de prevenção e informação para a sociedade. Dr. Ricardo também  auxiliou os trabalhos do Conselho Tutelar, Centro Flor de Liz e diversas associações e entidades.


O filho Matheus resume, em algumas palavras, ao Semanal, o legado deixado pelo pai. “Ele não tolerava as injustiças do mundo, e sempre procurou nos transmitir essa tal intolerância como um verdadeiro valor de vida, da mesma forma que as noções de respeito, lealdade, sinceridade, amor e humildade. Era também um homem sábio, que sempre tinha muito a dizer.


Ele era uma pessoa que sabia verificar a sinceridade, na palavra e no silêncio; uma pessoa que amava, e amava muito a ponto de, às vezes chamar para si preocupações com o cuidado e o bem-estar de outros, mesmo que isso não fosse uma obrigação sua”, lembra o filho.


Para a família e os amigos, fica a certeza de que, de alguma forma, a sociedade também sente sua partida, pelo Promotor de Justiça que foi, porque ao longo da vida ele exerceu a sua função fazendo jus ao nome do cargo: aquele que promove e defende a justiça.