Esporte

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“A vida é um eco. Se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo.”

Use máscara, lave suas mãos, mantenha distância e cuide se.
 

POR ONDE ANDAM? 


Uma história de pai para filho, começamos com o “Leão do Municipal”, denominação conferida pelo narrador Luis César Fasolo, devido à raça, fibra, vontade e determinação que Camilo Kehrvald se dedicava à equipe.


Multicampeão, hoje está com 79 anos. Construiu uma história de conquista como jogador e técnico do Botafogo. O acaso fez com que o atacante entrasse para a história do Preto e Branco. Em 1961, quando ele residia em São José do Inhacorá, um diretor do clube foi na cidade atrás de outro atleta – Neri Jahn, para participar de um clássico Botal. Neri aceitou o convite e solicitou que seu primo acompanhasse no jogo. Assim, surgiu a estreia de Camilo nos aspirantes do Bota, e logo com o gol da vitória de 1 x 0 no clássico. 


Voltando a São José do Inhacorá, trabalhava com seu pai numa indústria de vassoura e cadeiras. Após dois meses, diretores da equipe preta e branca foram contratar Camilo, que só foi liberado pelo pai com garantia de emprego e estudo. Não se arrependeu de ter aceitado o convite para jogar no Botafogo. 


Toda vida de Camilo está ligada diretamente ao clube e suas conquistas. De todas elas a que mais marca são as conquistas estaduais, duas como jogador (1965 e 67) e uma como técnico (1980). Em 65 fez o gol do título. Também trabalhou nas categorias de base do clube e se dedicou a jogar nos veteranos, onde parou de jogar há cerca de dois anos, mas se dedica às caminhadas.


Camilo reside em Três de Maio com a família. Tem dois filhos – Tales e Marcos, e um deles seguiu os passos do pai. Tales tinha muita técnica e começou a passar isso para a comunidade de Três de Maio, logo cedo, participando de todas as categorias do Botafogo. Teve sua  primeira oportunidade como profissional com o bruxo e treinador dele na época, Ademir Dahlen, num jogo contra o Aurora, de Cerro Largo, com apenas 17 anos. Seguia  jogando no profissional do Botafogo, mas também fazia parte da equipe de juniores, onde sagrou-se  vice-campeão Gaúcho de Juniores pelo Botafogo. Também fez parte da Associação Tresmaiense de Esportes – um time que ficou marcado para história em 1992 e 1993 em Três de Maio, chegando sempre nas finais estaduais da 2ª divisão, e, por detalhes, não subindo para a Divisão Especial onde se encontra a Dupla Grenal. 


Tales ainda levantou vários canecos no futebol amador em Três de Maio, como jogador de campo e futsal. E teve uma breve passagem pelo 14 de julho, de Livramento, antes de se dedicar aos estudos e trabalho. Hoje tem uma filha de 12 anos e reside com a família, em Três de Maio.