Estética integrativa

Estética integrativa

O desafio de gostar do próprio corpo


Você sabia que algumas pesquisas concluem que apenas 4% das mulheres gostam do seu próprio corpo e consideram-se bonitas? Que cerca de 50% das mulheres sentem algum desconforto com determinadas roupas ou em tirar fotos do corpo inteiro e que, em média, 25% tem algum desconforto que leva a buscar ajuda para lidar com a imagem que tem de si mesma? 


Em uma época onde o que dita o bem-estar com o corpo são as mídias sociais (blogueiras, apresentadoras e influencers), é quase uma revolta amar as próprias curvas. 


Antes de ingressarmos em qualquer reflexão acerca de gostar do próprio corpo, alguns conceitos precisam ficar claros: imagem corporal refere-se a como as pessoas veem a si mesmas (sua opinião, a mais importante) e padronização do corpo (obrigatoriedade que a mulher tem de ser magra e sem qualquer tipo de gordura localizada para ser alguém que se gosta, se cuida e se ama). 


A busca pelo padrão ideal, pela cintura ideal, tem nos deixado doentes. A cada dia que passa aumentam as soluções milagrosas para o emagrecimento, e junto com elas, aumentam as frustrações, a culpa e os transtornos de ansiedade e depressão. 


Deixamos de considerar a individualidade (que no meu ponto de vista, é o que nos faz especiais) para nos enquadrarmos na objetificação do corpo ideal. Esquecemos que herdamos estruturas, pré-disposições, esquecemos principalmente que cada ser humano, que cada mulher, carrega consigo uma história com a alimentação e com a própria vida e o próprio corpo. 


Da busca por hábitos saudáveis passamos a obsessão e culpa por não ter hábitos saudáveis. Da busca por um corpo onde nos sintamos bem, passamos a obsessão por usar 38. 


Onde foram parar nossa visão e coerência que hoje visualizam apenas a superfície de alguém e permitem tantos julgamentos em cima disso? 
Precisamos, mais que urgentemente, reavaliarmos o papel da mulher na sociedade, a necessidade da padronização, a inversão de valores, o pré-julgamento por um manequim. Somos muito mais que isso, somos mulheres, somos detentoras de uma força única e carregamos conosco individualidades que nos fazem especiais. 


Para isso, também gostaria de deixar uma dica de leitura para você, o livro “O desafio de gostar do próprio corpo” da gaúcha Daiana Garbin. E te convidar a nos acompanhar nas redes sociais, será um prazer ter a sua companhia!

 

Fisioterapeuta (Crefito 226.211F),
Pós-graduada em Fitoterapia Estética,
diplomada em Fisioterapia Dermatofuncional (Chile e Espanha)