Mais de R$ 700 mil são injetados a cada mês na economia de Três de Maio
Em janeiro 2.875 três-maienses foram beneficiários pelo programa Bolsa Família do Governo Federal. O número representa 11,54? população, conforme o último Censo 2022. Em média, cada beneficiário recebe R$ 646,38
Três de Maio tem 2.875 pessoas em famílias beneficiárias do programa Bolsa Família. O número representa 11,54% da população três-maiense, conforme o último Censo, que registrou uma população de 24,9 mil habitantes. Os dados estão disponíveis no painel de monitoramento do programa do Governo Federal e são referentes ao mês de janeiro de 2024.
Do total, 1.580 são de pessoas do sexo feminino e 1.295 do sexo masculino.
Comparando com o percentual brasileiro, com 55,7 milhões de pessoas em famílias beneficiadas, o percentual é de 27,47%, mais que o dobro do percentual três-maiense. No Rio Grande do Sul, 15,09% dos gaúchos estão cadastrados, totalizando 1,6 milhão de pessoas beneficiadas.
De acordo com o relatório gerado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e consultado pelo Semanal em 30 de janeiro, Três de Maio teve 1.113 famílias atendidas pelo programa no primeiro mês de 2024. Ao todo, foram pagos R$ 719,4 mil aos beneficiários, o que gerou um benefício médio de R$ 646,38.
Comparando os dados atuais com julho de 2022, quando o benefício era chamado de Auxílio Brasil, houve um crescimento no número de famílias atendidas no programa de transferência de renda no município. Na época, o Auxílio Brasil assistia a 1.059 famílias, um acréscimo de 54 famílias em 2023 (5,10% de aumento).
Famílias precisam estar inscritas no Cadastro Único
A coordenadora do Bolsa Família e do Cadastro Único de Três de Maio, Juliana Laurentino, explica que para receber o benefício do programa de transferência de renda é necessário que as famílias sejam inscritas no Cadastro Único e tenham renda per capita inferior a R$ 218 mensais. “Além da renda, critérios como manter os filhos matriculados e frequentando a escola, assim como acompanhamento vacinal e nutricional das crianças e das mulheres em idade fértil, também são considerados para permanência no programa”, ressalta a coordenadora que atua como instrutora do Bolsa Família no Estado para outros municípios.
Juliana lembra que é o Governo Federal o único responsável pela seleção das famílias beneficiadas e que ele considera dados do Cadastro Único atualizados nos últimos 24 meses. “A gestão municipal do Cadastro Único e Bolsa Família, atua em conjunto com a gestão Estadual e Federal, com auxílio de ferramentas disponibilizadas pelo governo, que organizam, qualificam, mapeiam e fiscalizam a execução dos Programas Sociais, no contexto da vigilância socioassistencial.
Outro aspecto relevante, é a rede intersetorial (saúde-educação-assistência social), que compõe uma função essencial na gestão do Bolsa Família, especialmente no acompanhamento das famílias já beneficiárias e nas ações de busca ativa de famílias para serem inseridas nos programas.”
Em termos de fiscalização, o principal agente fiscalizador dos recursos do Bolsa Família (IGD – Índice de Gestão Descentralizada. Nos municípios é o Conselho Municipal de Assistência Social – Comas. Eles reúnem-se mensalmente e avaliam os gastos com o programa.
Se o valor médio de R$ 700 mil mensais, se manter até o fim do ano, somente em Três de Maio devem ser movimentados mais de R$ 8,4 milhões. “Toda transferência de renda tende a trazer algum impacto positivo para o município, uma vez que o recurso recebido normalmente é gasto no comércio local, fomentando o desenvolvimento econômico da cidade”, destaca Juliana.
Quanto à vulnerabilidade socioeconômica, a coordenadora destaca que a percepção que se tem é que o benefício faz diferença no cotidiano das famílias, pois colabora em grande parte com a alimentação, vestimenta, gás, água, luz, despesas escolares, dentre outras. “Contribui para que as crianças tenham acompanhamento escolar, nutricional e vacinal. Também influencia a buscar o mercado de trabalho, proporcionando melhores condições financeiras e promovendo a cidadania”.

Coordenadora do Bolsa Família em Três de Maio, Juliana Laurentino
PESSOAS EM FAMÍLIAS BENEFICIÁRIAS DO BOLSA FAMÍLIA
| Idade | Masculino | Feminino | Total |
| 0 a 4 anos | 200 | 176 | 376 |
| 5 a 6 anos | 101 | 72 | 173 |
| 7 a 15 anos | 271 | 295 | 566 |
| 16 a 17 anos | 55 | 61 | 116 |
| 18 a 24 anos | 111 | 161 | 272 |
| 25 a 34 anos | 152 | 279 | 431 |
| 35 a 39 anos | 62 | 136 | 198 |
| 40 a 44 anos | 64 | 102 | 166 |
| 45 a 49 anos | 89 | 124 | 213 |
| 50 a 54 anos | 74 | 80 | 154 |
| 55 a 59 anos | 61 | 54 | 115 |
| 60 a 64 anos | 44 | 37 | 81 |
| + 65 anos | 11 | 3 | 14 |
| Total | 1.295 | 1.580 | 2.875 |
O dinheiro faz diferença no orçamento doméstico
Uma das beneficiárias, que prefere não se identificar, afirma que o Bolsa Família tem sido fundamental no sustento do grupo familiar no momento em que o marido está doente. “Representa uma ajuda no fim do mês para o pagamento do aluguel, para a compras de remédios, no pagamento de luz e água e para comprar de materiais escolares para filha. Isso ajuda bastante”, finaliza a mulher que trabalha como diarista e recebe em média R$490 por mês do Bolsa Família.









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