A história de superação da pequena Valentina

Menina de Miraguaí, com apenas dois anos de idade, infectada pela Covid-19, desenvolveu síndrome rara da doença. Alta ocorreu após 15 dias internada na UTI

A história de superação da pequena Valentina
Valentina, no colo do pai, Dalvo, ficou internada na UTI Pediátrica do Hospital Vida & Saúde por 15 dias, até 4 de setembro. Alta médica foi comemorada pela família e pelos profissionais de Saúde da unidade

Oito em cada dez pacientes que tiveram diagnóstico confirmado de coronavírus no Brasil se recuperaram da doença, o que coloca o país com um desempenho acima da taxa média mundial, que é de pouco mais de seis em cada dez pessoas superando o quadro de infecção (64%), segundo dados da universidade americana de medicina Johns Hopkins.


Embora tanta incerteza quanto ao momento atual em que o mundo vive com relação à Covid-19, casos como o da pequena Valentina Schelhase da Rosa, de dois anos, de Miraguaí, são exemplos de superação.


Na última sexta-feira, dia 4, a pequena recebeu alta, após 15 dias de tratamento e internação na UTI Pediátrica do Hospital Vida & Saúde, de Santa Rosa. Diagnosticada com Covid-19, ela teve complicações causadas pela Síndrome Inflamatória Multissistêmica.

 


Pais também contraíram o vírus


O pai da menina foi o primeiro a contrair o vírus na família, no mês de julho. Motorista da secretaria de Saúde de Miraguaí, ele apresentou sintomas leves da doença. Foi considerado curado em 1º de agosto.


Valentina apresentou os primeiros sintomas da doença (febre) entre 15 e 16 de agosto. Fez os primeiros atendimentos médicos em Tenente Portela, onde ficou internada. No dia 20, com o agravamento do quadro, foi encaminhada para Santa Rosa, e imediatamente internada na UTI Pedriátrica. O pai conta que no domingo, 23, a situação ficou ainda mais complicada. “Ela teve uma parada cardiorrespiratória e teve que ser entubada”, recorda.


Emocionado, Dalvo disse ao Semanal que a noite daquele domingo, foi a “mais difícil” da vida dele e da esposa, Andréa, 34 anos.


O pai revela que os médicos chegaram a desenganar a menina, pois seria muito difícil reverter o quadro. "A síndrome já havia atingido os pulmões e outros órgãos vitais, como os rins e fígado. Mas, de segunda para terça (dias 24-25), ela começou a melhorar e os órgãos voltaram a funcionar. Até a médica disse que foi um milagre. Acreditamos que foi Deus quem curou nossa filha”, afirma Dalvo. 


Na noite do dia 27, Valentina saiu da entubação e começou a respirar sem ajuda de oxigênio. “Na sexta, dia 28, dia do aniversário dela, já estava muito bem”, comemora o pai.


Daquele momento em diante, a cada dia ela melhorava. Pai e filha permaneceram no hospital até o dia 4, para esperar passar o período de isolamento. A mãe não pôde acompanhar a filha, porque também testou positivo. 


Dalvo agradece a todos pelas orações e deixa uma mensagem de encorajamento para quem enfrenta este tipo de situação. “Precisamos pedir ajuda, nos unir em oração. Não podemos desistir. Deus pode resolver qualquer coisa. Enquanto há vida, há esperança”, disse. 


Desde que recebeu alta, Valentina não precisa usar nenhuma medicação.