
À GUISA DE COMENTÁRIO - THE RIGHT
MAN OF THE RIGHT PLACE - Não se assustem que não
vou escrever o À GUISA em inglês. Trata-se de uma
sentença: o homem certo no lugar certo. Preciso, sem preâmbulos,
extrapolar minha insatisfação pelo que está acontecendo
com os homens errados em certos lugares. Não sei de nenhum
caso de alguém que esteja dando aula e não tenha
titulação de professor. É uma exigência
legal. No entanto, os formados em Administração não
estão ocupando seus devidos lugares. Sei de muitos casos,
na região, onde as Secretarias de Planejamento estão
sendo ocupadas por quem nada entende de planejamento. As pessoas
certas para ocupar estas secretarias seriam os profissionais de
Administração, os administradores. Claro que não
estou pleiteando nenhuma vaga – lembro que também
sou formado em Administração. Estou é me indignado
pelos meus colegas, que não ocupam a sua posição.
Até no futebol as posições são respeitadas:
o goleiro não joga de centroavante, ou vice-versa. Gostaria
de que os administradores fossem respeitados e os mesmos ocupassem
as suas posições. Por que não eleger administradores
de prefeito? Talvez, as coisas, sob o aspecto econômico-organizacional
melhorassem. Por que não nomear administradores, ao menos,
nas Secretarias Municipais de Planejamento? Talvez, proliferassem
projetos. Estranho que nem as Faculdades de Administração
se empenhem, para que os profissionais que formam, ocupem os lugares
que lhes caberiam por direito.
QUADRO
DIFÍCIL - Na ótica da diretora de Política
Industrial e Tecnológica do IPT, Denise Andrade Rodrigues, “O
cenário para a indústria, nos próximos dez
anos, é bastante difícil. Há muita concorrência,
os investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento crescem
em todas as áreas e, se o empresário não pensar
nisso, não investir pesado, será afetado rapidamente”.
Isto, também, vale para o setor primário, onde problemas
não vão faltar. As exigências dos compradores
das nossas commodities vão ser cada vez maiores. Vejam o
que está acontecendo com a exportação da carne
bovina.
SAFRA
DE GRÃOS - A safra de grãos 2007/2008 deverá chegar
a 136,3 milhões de tonelada, um crescimento de 3,5% em relação à safra
anterior, segundo o Ministério da Agricultura. Como os estoques
mundiais de alimentos nunca estiveram tão baixos, as perspectivas
para preços compensadores são muito boas, garantem
os experts. Pelas estimativas do IBGE, a produção
de grãos no Sul – Rio Grande do Sul, Santas Catarina
e Paraná – deverá cair 2,6%, em função
do fenômeno La Niña. No entanto, a redução
na produtividade de grãos, sobretudo soja, não é tão
grande como inicialmente se previa, tendo em vista a influência
mais branda deste fenômeno climático. Apesar da queda,
a região Sul lidera a safra agrícola em 2008, com
participação de 42,7%.
DIÁRIAS OU CARTÃO? “A diária tem a
vantagem que não dá fofoca. Mas, por outro lado,
se o servidor não gasta tudo o que recebeu, e fica com o
dinheiro. Não precisa prestar contas”. Ministro do
Planejamento, Paulo Bernardo. O sistema de diárias nos órgãos
públicos é o que funciona, talvez, séculos,
e nunca deu esta bagunça que o cartão de crédito
corporativo está dando. É que as diárias não
podem ser nababescas e nem miseráveis. Apenas na justa medida.
Aí não há perigo de escândalos. Claro,
se me perguntarem, pela moralidade, sou pelas diárias.
PENALIZADO - Estou profundamente
penalizado com os ex-funcionários
da Calçados Reichert, unidade de Três de Maio. Terminou
o seguro-desemprego e eles ainda a ver navios, esperando que a
solução venha milagrosamente. Cerca de 50% dos ex-trabalhadores
daquela empresa do Vale do Sinos, que fechou em quatro municípios
da região, ainda não conseguiram novo emprego. São
famílias, mães de família, crianças
que vão ficar sem o ganha-pão. Isto dói. Se
você não sabe o que é ficar desempregado, se
coloque no lugar destes ex-funcionários. Exercício
de empatia. É terrível ter que admitir que dos quatro
municípios da região em que a Reichert fechou as
portas, só em Três de Maio não se deu jeito,
para conquistar outra unidade. Estou, deveras, penalizado. Ou estaria
decepcionado com a ação dos responsáveis?
A solução não está ao meu alcance.
Se estivesses, estaria dia e noite na rua para solucionar este
impasse.
LUCRO - Aqui no Brasil
uma corrente atrasada do pensamento conseguiu demonizar o lucro
como se o mesmo fosse indecente ou obsceno. Isso é da
essência do sistema capitalista. Logicamente, sem lucro,
a economia não se mantém de pé. O setor produtivo
não vive da caridade. Até certa feita um certo governador
entendeu que o lucro era coisa do demônio.
ADIVINHE
- QUAL O PRÓXIMO ESCÂNDALO? Não vale
aquele da ONG ligada à sigla petista e ao movimento sindical
Ifas, que recebeu R$ 4,8 milhões do INCRA, sem prestar contas.
OBRIGADO - Foi como
se mudasse de casa. Do rancho para a mansão.
Estou falando do novo jeito da minha coluna. Precisou o professor
Geraldo Mensch, atualmente, residindo, em Hamburg, na Alemanha,
reclamar do jeito da mesma, que ela adquiriu um novo formato. Obrigado
pela compreensão! E obrigado, Gerald, pela força!
E, claro, obrigado, à direção do hebdomadário.
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