Ano XVIII - EDIÇÃO 990

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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - THE RIGHT MAN OF THE RIGHT PLACE - Não se assustem que não vou escrever o À GUISA em inglês. Trata-se de uma sentença: o homem certo no lugar certo. Preciso, sem preâmbulos, extrapolar minha insatisfação pelo que está acontecendo com os homens errados em certos lugares. Não sei de nenhum caso de alguém que esteja dando aula e não tenha titulação de professor. É uma exigência legal. No entanto, os formados em Administração não estão ocupando seus devidos lugares. Sei de muitos casos, na região, onde as Secretarias de Planejamento estão sendo ocupadas por quem nada entende de planejamento. As pessoas certas para ocupar estas secretarias seriam os profissionais de Administração, os administradores. Claro que não estou pleiteando nenhuma vaga – lembro que também sou formado em Administração. Estou é me indignado pelos meus colegas, que não ocupam a sua posição. Até no futebol as posições são respeitadas: o goleiro não joga de centroavante, ou vice-versa. Gostaria de que os administradores fossem respeitados e os mesmos ocupassem as suas posições. Por que não eleger administradores de prefeito? Talvez, as coisas, sob o aspecto econômico-organizacional melhorassem. Por que não nomear administradores, ao menos, nas Secretarias Municipais de Planejamento? Talvez, proliferassem projetos. Estranho que nem as Faculdades de Administração se empenhem, para que os profissionais que formam, ocupem os lugares que lhes caberiam por direito.

QUADRO DIFÍCIL - Na ótica da diretora de Política Industrial e Tecnológica do IPT, Denise Andrade Rodrigues, “O cenário para a indústria, nos próximos dez anos, é bastante difícil. Há muita concorrência, os investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento crescem em todas as áreas e, se o empresário não pensar nisso, não investir pesado, será afetado rapidamente”. Isto, também, vale para o setor primário, onde problemas não vão faltar. As exigências dos compradores das nossas commodities vão ser cada vez maiores. Vejam o que está acontecendo com a exportação da carne bovina.

SAFRA DE GRÃOS - A safra de grãos 2007/2008 deverá chegar a 136,3 milhões de tonelada, um crescimento de 3,5% em relação à safra anterior, segundo o Ministério da Agricultura. Como os estoques mundiais de alimentos nunca estiveram tão baixos, as perspectivas para preços compensadores são muito boas, garantem os experts. Pelas estimativas do IBGE, a produção de grãos no Sul – Rio Grande do Sul, Santas Catarina e Paraná – deverá cair 2,6%, em função do fenômeno La Niña. No entanto, a redução na produtividade de grãos, sobretudo soja, não é tão grande como inicialmente se previa, tendo em vista a influência mais branda deste fenômeno climático. Apesar da queda, a região Sul lidera a safra agrícola em 2008, com participação de 42,7%.

DIÁRIAS OU CARTÃO? “A diária tem a vantagem que não dá fofoca. Mas, por outro lado, se o servidor não gasta tudo o que recebeu, e fica com o dinheiro. Não precisa prestar contas”. Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O sistema de diárias nos órgãos públicos é o que funciona, talvez, séculos, e nunca deu esta bagunça que o cartão de crédito corporativo está dando. É que as diárias não podem ser nababescas e nem miseráveis. Apenas na justa medida. Aí não há perigo de escândalos. Claro, se me perguntarem, pela moralidade, sou pelas diárias.

PENALIZADO - Estou profundamente penalizado com os ex-funcionários da Calçados Reichert, unidade de Três de Maio. Terminou o seguro-desemprego e eles ainda a ver navios, esperando que a solução venha milagrosamente. Cerca de 50% dos ex-trabalhadores daquela empresa do Vale do Sinos, que fechou em quatro municípios da região, ainda não conseguiram novo emprego. São famílias, mães de família, crianças que vão ficar sem o ganha-pão. Isto dói. Se você não sabe o que é ficar desempregado, se coloque no lugar destes ex-funcionários. Exercício de empatia. É terrível ter que admitir que dos quatro municípios da região em que a Reichert fechou as portas, só em Três de Maio não se deu jeito, para conquistar outra unidade. Estou, deveras, penalizado. Ou estaria decepcionado com a ação dos responsáveis? A solução não está ao meu alcance. Se estivesses, estaria dia e noite na rua para solucionar este impasse.

LUCRO - Aqui no Brasil uma corrente atrasada do pensamento conseguiu demonizar o lucro como se o mesmo fosse indecente ou obsceno. Isso é da essência do sistema capitalista. Logicamente, sem lucro, a economia não se mantém de pé. O setor produtivo não vive da caridade. Até certa feita um certo governador entendeu que o lucro era coisa do demônio.

ADIVINHE - QUAL O PRÓXIMO ESCÂNDALO? Não vale aquele da ONG ligada à sigla petista e ao movimento sindical Ifas, que recebeu R$ 4,8 milhões do INCRA, sem prestar contas.

OBRIGADO - Foi como se mudasse de casa. Do rancho para a mansão. Estou falando do novo jeito da minha coluna. Precisou o professor Geraldo Mensch, atualmente, residindo, em Hamburg, na Alemanha, reclamar do jeito da mesma, que ela adquiriu um novo formato. Obrigado pela compreensão! E obrigado, Gerald, pela força! E, claro, obrigado, à direção do hebdomadário.

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