Ano XVIII - EDIÇÃO 984

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OPINIÃO

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Como foi o ano de 2007 e quais
as perspectivas, projetos e
metas, para 2008?

“Alcançamos resultados muito positivos em 2007, como a marca de 48 mil associados. Também no ano que passou, a cooperativa cresceu em relação ao ano de 2006, 150% no seu resultado, ultrapassando o valor de 5 milhões de reais. Hoje a Sicredi Noroeste é a segunda maior cooperativa de crédito do sistema. Para 2008, após a realização dos seminários de planejamento, definimos em conjunto com os conselheiros e colaboradores as metas para o ano. Pretendemos crescer 35% sobre um montante de 180 milhões de reais de ativos. A partir do dia 29 de janeiro, a cooperativa estará realizando as pré-assembléias, com apresentação dos números referentes ao fechamento do exercício de 2007, e a indicação de nomes para comporem os Conselhos de Administração e Fiscal para o próximo exercício”, Paulo Camargo, gerente regional da Sicredi Noroeste.

 

“2008 será um ano de grandes desafios. Vamos dar continuidade às lutas que iniciaram em 2007, pois apesar de todo o movimento durante o ano, as conquistas foram poucas. A situação da saúde continua a mesma: com baixa remuneração dos serviços pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com os hospitais em crise e fechando as portas, entre outras dificuldades. Só sobreviverá quem for diferente. Nós, do Hospital São Vicente de Paulo, estamos com a eminência de aprovar o projeto de ressonância magnética, que na região não tem, da reforma do ambulatório, que dará conforto ao paciente que procura o hospital, e também do credenciamento da UTI no Sistema Único de Saúde, para recebermos um valor diferenciado e minimizar os prejuízos que este setor causa no hospital. Esperamos que até março tenhamos notícias positivas em relação a essas três frentes”
Edson Martins, diretor do Hospital São Vicente de Paulo

“São positivas as perspectivas para 2008, visto que a agricultura e agropecuária regional e estadual está em processo de recuperação. Como conseqüência, a prestação de serviços terceirizados pelos associados da Unitec, tende a seguir os mesmos rumos, com mais trabalhos, cursos, consultorias e assistência técnica. Pretendemos dar continuidade ao que foi definido no plano estratégico de 2007, readequando o sistema de gestão interna, com maior envolvimento do quadro associativo e dos membros da diretoria. Também pretendemos ampliar o número de contratadores de serviços, buscando parcerias, principalmente na área que a cooperativa já tem grandes conhecimentos na prestação de serviços, a exemplo da atividade leiteira, que terá grande expansão. Ainda, buscaremos níveis cada vez maior de satisfação interna dos associados e externas dos contratadores de serviços e iremos proporcionar maior capacitação aos associados, oportunizando a realização de treinamentos e cursos de especialização”.
Marcelino Colla, diretor presidente da Unitec.

“Iniciamos o ano de 2008 com muito otimismo. A mudança de visão na agricultura, valorizando a soja não só como alimento, mas como energia limpa e renovável, é um fator relevante, que devemos enxergar com bons olhos. Por um período, o comércio sofreu e passou por várias mudanças, inclusive, com empresas tradicionais e de grande porte fechando as portas. A meta que tínhamos na Associação Comercial, de chegar a 200 empresas associadas, não foi alcançada
porque muitas fecharam no meio do caminho. Hoje vemos novas empresas abrindo as portas.
O município apesar de pequeno, tem uma educação muito forte, o sentimento de cooperativismo, o comércio tem destaque na região,
saúde tem qualidade, e outros setores também alcançam bom desempenho. Vejo Três de Maio se fortalecendo como pólo regional e tem tudo para ir para frente”.
Sandra Marasca Martini, presidente da
Associação Comercial e Industrial de Três de Maio.

“Sentimos um clima de otimismo na região. A questão climática está contribuindo para a agricultura, os preços internacionais estão melhores, há uma boa perspectiva no setor leiteiro e metal mecânico. E tudo isso se reflete na educação. As pessoas estão se convencendo da necessidade de ter uma formação. A procura pelos cursos da Setrem é muito grande e com isso, estamos consolidando a nossa posição na região. Em 2008 devemos ter um crescimento, porém ainda não está estimado. Durante o ano queremos aprovar o curso de Agronomia junto ao MEC, e a idéia é iniciar com o curso em 2009. Em agosto, queremos implantar mais um curso técnico, voltado a área eletrônica. Além disso, iremos qualificar ainda mais os nossos professores, para melhorar o nosso processo aula”
Flávio Magedanz, diretor da Sociedade Educacional
Três de Maio - Setrem

“A Certhil sempre busca alternativas para promover o desenvolvimento regional, pensando em melhorar a qualidade de vida dos seus associados. Para tanto, tem como metas principais nesse ano: eletrificar 100% das propriedades rurais sem energia no programa Luz Para Todos; executar 40 km de reforço de redes monofásica/trifásica, possibilitando crescimento para o associado; instalar 50 novos transformadores para melhorar a disponibilidade de energia; trocar 600 postes de madeira por de concreto; implantar sistema de leitura em 100% dos medidores de energia com leiturista próprio da cooperativa. Também pretende melhorar os padrões de qualidade na prestação de serviço de distribuição de energia; licenciar os projetos de geração da nova PCH Buricá II e da Usina Linha 11 Oeste, em Ijuí, na qual a Certhil tem parceria e adequar as atividades da cooperativa na distribuição de energia a fim de atender as exigências do órgão regulador (Aneel)”.
Kurt Grenzel, presidente da Certhil

“Vivenciamos uma demanda mundial muito grande por alimentos e energia. Essa competição de área plantada fez com que os produtos agrícolas tivessem uma elevação das cotações no cenário mundial. Em 2007 tivemos safras boas e preços melhores do que em anos anteriores, o que tem continuidade em 2008. Fazendo com que os produtores voltassem a obter melhores resultados. Consequentemente tivemos um aumento nas vendas e no recebimento de produtos agrícolas, elevando o faturamento em cerca de 30% em relação ao ano de 2006 que foi de 410 milhôes de reais. A expectativa é que tenhamos uma safra cheia, que aliado ao clima favorável e bons preços representa melhores condições para os produtores, para a cooperativa e para os municípios da área de abrangência, o que nos últimos anos tem colocado a Cotrimaio entre as maiores cooperativas agropecuárias. Projetamos um 2008 de crescimento em todos os negócios da cooperativa, um ano positivo para nosso quadro social e para a agricultura brasileira”,
Amilton Dotto, presidente da Cotrimaio.

“Antes de projetar 2008, temos que avaliar o ano que passou, que do ponto de vista da gestão municipal, encerrou de forma satisfatória. Implementamos projetos importantes e consolidamos planos nas áreas sociais, na saúde, educação, assistência social, agricultura, visando melhorar a qualidade de vida da população. E na infraestrutura urbana, conseguimos avançar bastante, dando continuidade ao asfaltamento da Avenida Santa Rosa, melhoramos a infraestrutura da área industrial, e a manutenção dos serviços nas secretarias de obras e agricultura. Pagamos em dia a folha dos servidores municipais e o recolhimento do fundo de aposentadoria. De negativo, que deixou marcas na comunidade e na administração, foi o
fechamento da Calçados Reichert e o temporal, em novembro passado, que trouxe sofrimento e dificuldade, mas mostrou a capacidade de mobilização, de integração e solidariedade da administração e da comunidade.
Para 2008, projetamos perspectivas melhores ainda. Vamos ter eleição, que se caracteriza por um período de mais debate, reflexão e até críticas, mas temos que ter responsabilidade. O objetivo é continuar sendo responsável, mantendo o equilíbrio das contas públicas, para que no final deste ano, entreguemos para o futuro prefeito ou prefeita, uma administração que esteja viável, em condições de desenvolver vários projetos. Ainda buscamos uma indústria de calçados de grande porte.
Temos muitos investimentos projetados, como executar a pavimentação da estrada que liga Consolata a BR 472, pelo menos uns 800 metros. Também devemos investir 400 mil reais em infra-estrutura urbana, como pavimentação e calçamento e concluir nos primeiros meses, o asfaltamento da Avenida Santa Rosa. Temos pelo menos, 240 mil reais do governo Federal e mais de 150 mil reais de
recursos próprios para investir nesta área”.
Altair Copatti, prefeito de Três de Maio

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