Como
foi o ano de 2007 e quais
as
perspectivas, projetos e
metas, para 2008?
“Alcançamos
resultados muito positivos em 2007, como a marca de 48 mil associados.
Também no ano que passou, a cooperativa cresceu em relação
ao ano de 2006, 150% no seu resultado, ultrapassando o valor
de 5 milhões de reais. Hoje a Sicredi Noroeste é a
segunda maior cooperativa de crédito do sistema. Para
2008, após a realização dos seminários
de planejamento, definimos em conjunto com os conselheiros e
colaboradores as metas para o ano. Pretendemos crescer 35% sobre
um montante de 180 milhões de reais de ativos. A partir
do dia 29 de janeiro, a cooperativa estará realizando
as pré-assembléias, com apresentação
dos números referentes ao fechamento do exercício
de 2007, e a indicação de nomes para comporem os
Conselhos de Administração e Fiscal para o próximo
exercício”, Paulo Camargo, gerente regional da Sicredi
Noroeste.
“2008
será um ano de grandes desafios. Vamos dar continuidade às
lutas que iniciaram em 2007, pois apesar de todo o movimento
durante o ano, as conquistas foram poucas. A situação
da saúde continua a mesma: com baixa remuneração
dos serviços pagos pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), com os hospitais em crise e fechando as portas, entre
outras dificuldades. Só sobreviverá quem for diferente.
Nós, do Hospital São Vicente de Paulo, estamos
com a eminência de aprovar o projeto de ressonância
magnética, que na região não tem, da reforma
do ambulatório, que dará conforto ao paciente que
procura o hospital, e também do credenciamento da UTI
no Sistema Único de Saúde, para recebermos um valor
diferenciado e minimizar os prejuízos que este setor causa
no hospital. Esperamos que até março tenhamos notícias
positivas em relação a essas três frentes”
Edson Martins, diretor do Hospital São Vicente
de Paulo
“São
positivas as perspectivas para 2008, visto que a agricultura
e agropecuária regional e estadual está em processo
de recuperação. Como conseqüência, a
prestação de serviços terceirizados pelos
associados da Unitec, tende a seguir os mesmos rumos, com mais
trabalhos, cursos, consultorias e assistência técnica.
Pretendemos dar continuidade ao que foi definido no plano estratégico
de 2007, readequando o sistema de gestão interna, com
maior envolvimento do quadro associativo e dos membros da diretoria.
Também pretendemos ampliar o número de contratadores
de serviços, buscando parcerias, principalmente na área
que a cooperativa já tem grandes conhecimentos na prestação
de serviços, a exemplo da atividade leiteira, que terá grande
expansão. Ainda, buscaremos níveis cada vez maior
de satisfação interna dos associados e externas
dos contratadores de serviços e iremos proporcionar maior
capacitação aos associados, oportunizando a realização
de treinamentos e cursos de especialização”.
Marcelino Colla, diretor presidente da Unitec.
“Iniciamos
o ano de 2008 com muito otimismo. A mudança de visão
na agricultura, valorizando a soja não só como
alimento, mas como energia limpa e renovável, é um
fator relevante, que devemos enxergar com bons olhos. Por um
período, o comércio sofreu e passou por várias
mudanças, inclusive, com empresas tradicionais e de grande
porte fechando as portas. A meta que tínhamos na Associação
Comercial, de chegar a 200 empresas associadas, não foi
alcançada
porque muitas fecharam no meio do caminho. Hoje vemos novas empresas
abrindo as portas.
O município apesar de pequeno, tem uma educação
muito forte, o sentimento de cooperativismo, o comércio
tem destaque na região,
saúde tem qualidade, e outros setores também alcançam bom
desempenho. Vejo Três de Maio se fortalecendo como pólo regional
e tem tudo para ir para frente”.
Sandra Marasca Martini, presidente da
Associação Comercial e Industrial de Três de Maio. “Sentimos
um clima de otimismo na região. A questão climática
está contribuindo para a agricultura, os preços internacionais
estão melhores, há uma boa perspectiva no setor leiteiro
e metal mecânico. E tudo isso se reflete na educação.
As pessoas estão se convencendo da necessidade de ter uma
formação. A procura pelos cursos da Setrem é muito
grande e com isso, estamos consolidando a nossa posição
na região. Em 2008 devemos ter um crescimento, porém
ainda não está estimado. Durante o ano queremos aprovar
o curso de Agronomia junto ao MEC, e a idéia é iniciar
com o curso em 2009. Em agosto, queremos implantar mais um curso
técnico, voltado a área eletrônica. Além
disso, iremos qualificar ainda mais os nossos professores, para
melhorar o nosso processo aula”
Flávio Magedanz, diretor da Sociedade Educacional
Três de Maio - Setrem
“A Certhil sempre busca alternativas para
promover o desenvolvimento regional, pensando em melhorar a qualidade
de vida dos seus associados. Para tanto, tem como metas principais
nesse ano: eletrificar 100% das propriedades rurais sem energia
no programa Luz Para Todos; executar 40 km de reforço de
redes monofásica/trifásica, possibilitando crescimento
para o associado; instalar 50 novos transformadores para melhorar
a disponibilidade de energia; trocar 600 postes de madeira por
de concreto; implantar sistema de leitura em 100% dos medidores
de energia com leiturista próprio da cooperativa. Também
pretende melhorar os padrões de qualidade na prestação
de serviço de distribuição de energia; licenciar
os projetos de geração da nova PCH Buricá II
e da Usina Linha 11 Oeste, em Ijuí, na qual a Certhil tem
parceria e adequar as atividades da cooperativa na distribuição
de energia a fim de atender as exigências do órgão
regulador (Aneel)”.
Kurt Grenzel, presidente da Certhil
“Vivenciamos uma demanda mundial muito grande
por alimentos e energia. Essa competição de área
plantada fez com que os produtos agrícolas tivessem uma
elevação das cotações no cenário
mundial. Em 2007 tivemos safras boas e preços melhores do
que em anos anteriores, o que tem continuidade em 2008. Fazendo
com que os produtores voltassem a obter melhores resultados. Consequentemente
tivemos um aumento nas vendas e no recebimento de produtos agrícolas,
elevando o faturamento em cerca de 30% em relação
ao ano de 2006 que foi de 410 milhôes de reais. A expectativa é que
tenhamos uma safra cheia, que aliado ao clima favorável
e bons preços representa melhores condições
para os produtores, para a cooperativa e para os municípios
da área de abrangência, o que nos últimos anos
tem colocado a Cotrimaio entre as maiores cooperativas agropecuárias.
Projetamos um 2008 de crescimento em todos os negócios da
cooperativa, um ano positivo para nosso quadro social e para a
agricultura brasileira”,
Amilton Dotto,
presidente da Cotrimaio.
“Antes de projetar 2008, temos que avaliar
o ano que passou, que do ponto de vista da gestão municipal,
encerrou de forma satisfatória. Implementamos projetos importantes
e consolidamos planos nas áreas sociais, na saúde,
educação, assistência social, agricultura,
visando melhorar a qualidade de vida da população.
E na infraestrutura urbana, conseguimos avançar bastante,
dando continuidade ao asfaltamento da Avenida Santa Rosa, melhoramos
a infraestrutura da área industrial, e a manutenção
dos serviços nas secretarias de obras e agricultura. Pagamos
em dia a folha dos servidores municipais e o recolhimento do fundo
de aposentadoria. De negativo, que deixou marcas na comunidade
e na administração, foi o
fechamento da Calçados Reichert e o temporal, em novembro
passado, que trouxe sofrimento e dificuldade, mas mostrou a capacidade
de mobilização, de integração e solidariedade
da administração e da comunidade.
Para 2008, projetamos perspectivas melhores ainda. Vamos ter eleição,
que se caracteriza por um período de mais debate, reflexão
e até críticas, mas temos que ter responsabilidade.
O objetivo é continuar sendo responsável, mantendo
o equilíbrio das contas públicas, para que no final
deste ano, entreguemos para o futuro prefeito ou prefeita, uma
administração que esteja viável, em condições
de desenvolver vários projetos. Ainda buscamos uma indústria
de calçados de grande porte.
Temos muitos investimentos projetados, como executar a pavimentação
da estrada que liga Consolata a BR 472, pelo menos uns 800 metros.
Também devemos investir 400 mil reais em infra-estrutura
urbana, como pavimentação e calçamento e concluir
nos primeiros meses, o asfaltamento da Avenida Santa Rosa. Temos
pelo menos, 240 mil reais do governo Federal e mais de 150 mil
reais de
recursos próprios para investir nesta área”.
Altair Copatti,
prefeito de Três de Maio |
|