
À GUISA DE COMENTÁRIO - TACAPAÇO - Foi. E foi um tremendo tacapaço no bolso do povo. De novo.
Aliás, inesperado, depois que o presidente garantiu de pés
juntos, após a queda da CPMF, que não haveria novos
aumentos de impostos. E houve. E aquela piada de mau gosto do ministro
da Fazenda, dizendo “que o presidente dissera que não
haveria aumento de impostos mais em 2007, mas não em 2008”.
Que coisa! Isso mostra clara e insofismavelmente de que o governo
não vai e não quer declinar da carga tributária,
que assoberba a economia brasileira, retirando do bolso do povo
cerca de 38% do PIB. Eram arrecadados só de CPMF anualmente
R$ 40 bilhões. E alardear que 2008 será o ano da
reforma tributária está muito próximo do chiste
de mau gosto. Depois dessa, quem acredita que existem intenções
em baixar os tributos? Para aumentar os impostos, naturalmente,
não há necessidade de reforma, porque os cidadãos
brasileiros estão até os gorgomilos com tributos
e taxas. Isto ficou demonstrado com a derrota da CPMF no Senado
e a derrota na Assembléia Legislativa do Plano de Recuperação
do Estado. O povo está querendo que o governo faça
sua parte. Que corte gastos, que são exorbitantes e extravagantes.
Bilhões são jogados todos os anos pelo ralo. O que
num país pobre é um crime pelo qual ninguém
responde
O PERIGO - A restrição às exportações
de carne e a disparada dos preços de grãos estão
levando os fazendeiros argentinos a troca seus rebanhos por lavouras
de soja, para obter maior rentabilidade. Desde 2005, os pecuaristas
hermanos transformaram cerca de três milhões de hectares
de pasto em lavouras da oleaginosa. Aí que mora o perigo.
Logo, logo, no amado Rio Grande e, por extensão, no Brasil,
vão fazer a mesma coisa. E o preço da carne nas nuvens
em pouco tempo.
INFLAÇÃO ESTRADULOU - Quem esperava que a inflação
fosse bem comportada, em 2007, se quebrou. Os índices ao
fim e ao cabo subiram para 7,75%, o que significa que a taxa inflacionária
estradulou, no ano passado. A previsão era de 4,5%, com
a possibilidade de dois por cento para baixo ou dois por cento
para cima. Foi a maior nos últimos três anos e isto
deve estar tamborilando na cabeça da equipe econômica.
Os alimentos são os vilões desta taxa inesperada.
Mas há, claro, outros ingredientes neste bolo. Juros fora
dos padrões, perda da CPMF, ameaça de apagões,
tudo isso deve estar mexendo com a tranqüilidade do governo
federal em ano de eleições municipais.
EM
2008, SOBRETUDO, PAZ E MUITA ÉTICA!
GARGALOS - Os portos
brasileiros são considerados o pior
gargalo na infra-estrutura nacional e eles devem ter prioridade,
em 2008, Logicamente, há outros gargalos, como aeroportos,
rodovias, energia elétrica, Sem falar em muitos outros.
E tudo isso vai exigir vultosos investimentos, que poderiam vir
da iniciativa privada pela PPPs, mas há pouco interesse
demonstrado. A expectativa é de que o Programa de Aceleração
do Crescimento/PAC deslanche e acelere o desenvolvimento, para
evitar o apagão, ou os apagões.
UM
ANO DO PAC - Lembram-se?
No dia 22 de janeiro de 2007, com muita pompa e circunstancia,
o Programa de Aceleração
do Crescimento/PAC foi lançado, em Brasília. .Passou
um ano e pouco se fez. Parece que até aqui, o PAC não
decolou. E para comemorar o aniversário do primeiro ano
de existência do programa tido como salvador, haverá um
balanço geral, amplo e minucioso das obras do Programa de
Aceleração do Crescimento. E vai haver, sem dúvida,
uma mexida, para que em ano de eleições municipais,
as obras decolem, para que, como diz o presidente “o Brasil
vire em canteiro de obras”, corrigido pela ministra Dilma
Roussef, “vire num canteirão de obras”. Que
tal!
ENTÃO,
QUE 2008 SEJA O ANO DA ARRANCADA PARA O DESENVOLVIMENTO!
FRASES
DE COMEÇO DE ANO Foram dos mais variados coloridos
as frases, no início da jornada de 2008. Apenas algumas:
1 - “Fomos surpreendidos pela quebra de palavra do presidente, que era
a de não aumentar a carga tributária”
Senador José Agripino, do DEM. 2
- “Não é um bom começo o aumento do IOF e da CSLL
para compensar a perda do CPMF”
Senador Garibaldi Alves, do PMDB, presidente do Senado.
3 - “Em primeiro lugar, estadista que se preze se dirige ao povo não
apenas para repetir que já foi torneiro-mecânico e anunciar as
boas-novas na economia. Estadista vai ao povo dizer ao vivo e a cores que aumentou
impostos por isso ou por aquilo, não manda que o ministro de Recados
dê a má notícia”.
Um colunista respeitado.
E
AQUELA FRASE PARA FINALIZAR! - E aquela frase, de que o presidente prometeu não aumentar impostos, em 2007, mas não,
em 2008, foi de doer na inteligência do povo brasileiro. É tirar
o povo sofrido para otário. Tenha dó, senhor ministro
da Fazenda, e faça outra. Uma melhorzinha um pouco, para
começar o ano de 2008, quando, com certeza, o nosso bolso
vai arder de novo.
O
ANO COMEÇA COM BOAS PERSPECTIVAS NO AGRONEGÓCIO.
OS PREÇOS DAS COMMODITIES ESTÃO EM ALTA VIRTIGINOSA.
O QUE ASSUSTA É A COTAÇÃO DO PETRÓLEO,
QUE SUBIU ÀS NUVENS. OS BIOCOMBUSTÍVEIS – ETANOL
E BIODIESEL - PODEM SER AS VEDETES EM 2008.
|
|