Ano XVIII - EDIÇÃO 983

J. Semanal
Capa
J.Morais
Economia
Do Leitor
Notas
Click Social
Opinião
Direito em Debate
Plantão Policial
Classificados
Esportes
Evidência
Equipe
Serviços
Busca
Tempo
Bancos
Tradutor
Gov. Estadual
Receita Federal
Busca por CEP
Dicionário
Diversos
Chat Terra
Mensagens Virtuais
Horóscopo Diário
Infantil
Downloads
Empresa
Expediente
Histórico
Ed. Anteriores
Fale Conosco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JOÃO SENO BACH

Publicidade

À GUISA DE COMENTÁRIO – PAPAI NOEL GORDO – Claro que a expressão é metafórica. Na véspera de mais um Natal quer-se, de preferência, um Papai Noel gordo. Não rechonchudo. Falo sob o aspecto da situação econômica. Aliás, faz muito tempo que não se tem um Papai Noel gordo por aqui. Daqueles em que o cidadão enche a boca para desejar um Feliz Natal. Menos mal, neste ano, respira-se a lo largo algum otimismo. Fala-se no crescimento da economia, em vários setores, melhoria do poder aquisitivo, a taxa de desemprego caiu um pouco, mas caiu. Mas isto não nos dá ainda condição de falar em Papai Noel gordo. A maioria dos trabalhadores não pode abrir a algibeira e fazer jorrar reais em abundância. Ouve-se, sim, aqui e ali rasgos de otimismo. Pelo que se soube, esta carga de otimismo vale para alguns segmentos e determinadas regiões deste país-continental. Menos mal que terminamos o ano com algumas perspectivas alentadoras e positivas. Só que o Papai Noel gordo fica adiado, quem sabe, para 2008, quando queremos crescer de forma sustentável mais do que 5%.

EXEMPLO – Que exemplo bom este! Refiro-me à Cooperativa de Campo Mourão, no Paraná, que, neste fim de ano, distribuiu lucros entre os associados. Mais de R$ 21 milhões – uma espécie de décimo terceiro salário. Se todas as cooperativas pudessem copiar este modelo, os associados agradeceriam. Afinal de contas, o sistema cooperativo existe para ajudar os associados.

KIRCHNER – A passagem do bastão presidencial de Néstor Kirchner à sua mulher Cristina González de Kirchner é algo inédito, não só na Argentina, nas no planeta Terra. No entanto, o ex-presidente argentino parece ter sido discípulo do ex-presidente brasileiro João Batista Figueiredo – o último do período de exceção – que, ao despedir-se, lascou
ME ESQUEÇAM. E foi. Foi esquecido. Néstor Kirchner copiou Figueiredo, quero crer, porque na sua despedida falou: “Quero que me esqueçam por um bom tempo”. O presidente Kirchner nem precisava pedir, porque com um mulherão desses no comando do país, o povo argentino não teria nenhum motivo para lembrar o vesgo do ex-presidente.

REFORMA TRIBUTÁRIA – A reforma tributária virou obsessão, ao menos da boca para fora. O assunto volta à tona cada poucos dias, mas é sempre adiado. Agora, fala-se que a reforma deverá acontecer até maio de 2008. Tenham fé! Se não acontecer até lá, não será votada no ano que vem, porque é ano de eleições municipais. Imaginem vocês, se para votar a CPMF, os parlamentares levaram uma eternidade, para votar uma reforma tributária vão levar duas, três ou mais eternidades, ou nunca. Tenham fé, pois.

ÚNICO JEITO – “A única maneira de fazer os governos controlarem seus gastos é lhes tirar a receita”. O autor da frase é Milton Friedman, economista norte-americano. Será que foi pensando nisso que a oposição não aprovou a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira/CPMF? O corte foi drástico: serão R$ 40 bilhões a menos nas burras do governo, a partir de 1° de janeiro de 2008. Agora, o governo federal terá que fazer ginástica para arrumar dinheiro para tapar rombos e tocar a saúde pública. A CPMF foi uma herança que foi cassada. Vai se ver se há criatividade na equipe econômica para reverter a situação.

CHIADEIRA – Houve chiadeira da grossa no Estado, quando não foi aprovado o Plano de Recuperação do Estado pela Assembléia Legislativa. Agora, a chiadeira está na ilha da fantasia, com a negativa à cobrança da CPMF até 2011. Aqui não pode aumentar impostos e lá pode? Seria discriminação. Se há chiadeira, é porque dói.

FELIZ NATAL COM CRISTO!

CULPA DO ETANOL?
Dizem que não. Vejam só: um amplo estudo realizado por especialistas em commodities nos Estados Unidos concluiu que não é o etanol e nem a demanda por milho para as usinas que está pressionando a inflação nos preços de alimentos nos países ricos e mesmo no mercado internacional, o que vem assustando os governos e colocando os bancos centrais em estado de alerta. Na verdade, há escassez de muitos produtos, devido a fatores climáticos pontuais. Daí a razão do aumento de preço.

ALERTA – A Organização para Alimentação e Agricultura da ONU, a FAO, alerta, contudo, que os preços dos alimentos continuarão pressionando, em 2008, a inflação em todo o mundo, afetando, principalmente, os países em desenvolvimento e as camadas mais pobres das populações. E agora?

CRISTO NO CENTRO DO NATAL!
SE A UNIÃO ARRECADOU R$ 60 BILHÕES ACIMA DO PREVISTO, EM 2007, OS R$ 40 BILHÕES QUE VÃO DEIXAR DE SER ARRECADADOS PELA NÃO-PRORROGAÇÃO DA CPMF NÃO VÃO FAZER FALTA.
O raciocínio está correto?


UM NATAL CHEIO DE EMOÇÕES E FELICIDADES CRISTÃS. UM ANO NOVO DE BOAS PERSPECTIVAS E COLHEITAS PROFÍCUAS, COM SAÚDE E MUITA AMIZADE CONSTRUTIVA, É O QUANTO ALMEJO NO LIMIAR DE UMA JORNADA QUE TERMINA E A OUTRA QUE COMEÇA.

Jornal Semanal | Todos os direitos reservados - 2008®
www.jsemanal.com.br | jsemanal@abinet.com.br

design
vaghetti - Atualizado pela Diagramação Jornal Semanal
:: Capa :: :: Capa :: :: Capa ::