Ano XVIII - EDIÇÃO 921
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DO LEITOR

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Alfabetização
Acadêmica: Roselaine Corrêa Canabarro
Sociedade Educacional Três de Maio Faculdade Três de Maio
Licenciatura Plena em Pedagogia

A alfabetização é sem dúvida um dos momentos mais fascinantes da educação. Os educandos vêm à escola com uma vasta soma de experiências e aprendizagens, as quais não podem ser ignoradas pelo educador. O que os educandos trazem consigo deve servir como ponto de partida para a realização das atividades a serem desenvolvidas juntamente com o educador.
Mesmo antes de ir à escola a criança aprende a manejar sua língua, interage com sua família e amigos, responde perguntas, reproduz histórias, relata experiências, fatos, se posiciona, é capaz de reconhecer objetos e elementos de seu meio. Ensinar a ler e escrever é alfabetizar, levar o educando ao domínio do código escrito. E já aqui é preciso rever a crença de que ao alfabetizar-se o educando não está propriamente aprendendo uma língua, mas apenas transpondo a língua que já fala para um outro código.
O educando mesmo não reconhecendo os símbolos do alfabeto, já lê, estabelece relações entre significantes e significados, relacionando sons, cheiros e texturas com objetos; coleciona, classifica e organiza.
A escola deve deixar a criança livre para expressar-se, dessa forma ela enfrentará com mais tranqüilidade, o processo do aprender a ler e escrever. Um dos instrumentos mais valiosos de expressão e comunicação das crianças é o desenho, jogos, brincadeiras, cantos, enfim todas as manifestações lúdicas.
O educador deve ter em seu planejamento atividades como estas, assim permitirá o fortalecimento da linguagem, o desenvolvimento do pensamento lógico e do raciocínio, que são fundamentais para a aprendizagem da leitura e escrita e também para seu desenvolvimento e afirmação como um ser social.
Mas isso exige do educador atitude democrática, exige preparo e domínio do conteúdo, pois a criança, sabendo que é ouvida e atendida em suas necessidades, se tornará um interrogador constante, exigindo muito mais do educador.
O educador deve organizar a sala de aula de forma que as crianças possam agir, trabalhar espontaneamente, os materiais devem estar ao seu alcance. A criança deve ter domínio sobre o objeto de estudo. Precisa ver, tocar, cheirar, analisar segundo critérios por ela elaborados.
O educador é o mediador de leituras e escritas significativas, promotoras do crescimento pessoal e social de cada educando. Educadores leitores são capazes de fazer a sua escrita, e comunicação com o mundo, são a chave de qualquer possibilidade de mudança nas práticas tradicionais e repetitivas de leitura e de escrita.
Todo educando deve ter acesso à leitura e escrita independente de sua história merece respeito e atenção quanto a suas vivências e expectativas. Daí a importância na qualificação de habilidades indispensáveis à cidadania e à vida em sociedade, para qualquer educando, como: o ato de ler e escrever.

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