Alfabetização
Acadêmica:
Roselaine Corrêa Canabarro
Sociedade Educacional
Três de Maio Faculdade Três de Maio
Licenciatura Plena em Pedagogia
A
alfabetização é sem dúvida um dos
momentos mais fascinantes da educação. Os educandos
vêm à escola com uma vasta soma de experiências
e aprendizagens, as quais não podem ser ignoradas pelo
educador. O que os educandos trazem consigo deve servir como
ponto de partida para a realização das atividades
a serem desenvolvidas juntamente com o educador.
Mesmo antes de ir à escola a criança aprende a manejar
sua língua, interage com sua família e amigos, responde
perguntas, reproduz histórias, relata experiências,
fatos, se posiciona, é capaz de reconhecer objetos e elementos
de seu meio. Ensinar a ler e escrever é alfabetizar, levar
o educando ao domínio do código escrito. E já aqui é preciso
rever a crença de que ao alfabetizar-se o educando não
está propriamente aprendendo uma língua, mas apenas
transpondo a língua que já fala para um outro código.
O educando mesmo não reconhecendo os símbolos do
alfabeto, já lê, estabelece relações
entre significantes e significados, relacionando sons, cheiros
e texturas com objetos; coleciona, classifica e organiza.
A escola deve deixar a criança livre para expressar-se,
dessa forma ela enfrentará com mais tranqüilidade,
o processo do aprender a ler e escrever. Um dos instrumentos mais
valiosos de expressão e comunicação das crianças é o
desenho, jogos, brincadeiras, cantos, enfim todas as manifestações
lúdicas.
O educador deve ter em seu planejamento atividades como estas,
assim permitirá o fortalecimento da linguagem, o desenvolvimento
do pensamento lógico e do raciocínio, que são
fundamentais para a aprendizagem da leitura e escrita e também
para seu desenvolvimento e afirmação como um ser
social.
Mas isso exige do educador atitude democrática, exige preparo
e domínio do conteúdo, pois a criança, sabendo
que é ouvida e atendida em suas necessidades, se tornará um
interrogador constante, exigindo muito mais do educador.
O educador deve organizar a sala de aula de forma que as crianças
possam agir, trabalhar espontaneamente, os materiais devem estar
ao seu alcance. A criança deve ter domínio sobre
o objeto de estudo. Precisa ver, tocar, cheirar, analisar segundo
critérios por ela elaborados.
O educador é o mediador de leituras e escritas significativas,
promotoras do crescimento pessoal e social de cada educando. Educadores
leitores são capazes de fazer a sua escrita, e comunicação
com o mundo, são a chave de qualquer possibilidade de mudança
nas práticas tradicionais e repetitivas de leitura e de
escrita.
Todo educando deve ter acesso à leitura e escrita independente
de sua história merece respeito e atenção
quanto a suas vivências e expectativas. Daí a importância
na qualificação de habilidades indispensáveis à cidadania
e à vida em sociedade, para qualquer educando, como: o ato
de ler e escrever.
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