Ano XVIII - EDIÇÃO 916
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JOÃO SENO BACH

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À GUISA DE COMENTÁRIO - PROBLEMAS - Antes não houvesse problemas. Mas, infelizmente, eles existem. E em profusão. E para todos os gostos. Em todos os quadrantes eles espoucam. Os governantes falam de soluções dos problemas. Divulgam a torto e a direito obras e ações que buscam soluções. Do outro lado do balcão, está o sofrido povo, que só enxerga problemas em toda parte e não tem olhos para as soluções. São os dois lados de uma mesma medalha. O problema é solucionar os problemas que interessam ao povo. Há quem queira melhor Saúde, Educação mais qualificada, melhores estradas, habitação popular, assistência social, emprego, melhores salários. Viram?E não é só isso. Basta vasculhar, que tem mais, muito mais. Até o Bolsa-Família não resolve, porque paga pouco. Durma-se.

ESTRADAS FEDERAIS E PEDÁGIOS - Se segurem aí os proprietários de veículos e transitam pelas estradas federais: 2,6 mil quilômetros serão pedagiados. As estradas federais que, há pouco tempo, foram motivo de forte bate-boca. E os proprietários de veículos, que pagam IPVA, CIDE, ICMS vão arcar, também, com o pedágio. Os editais serão publicados logo, logo e vem aí mais carga. Mas, em compensação, as estradas federais vão melhorar, graças à iniciativa privada, que vai fazer a manutenção. O governo federal alega falta de dinheiro para manter em condições de trafegabilidade as estradas federais. E o dinheiro do IPVA, CIDE e ICMS sobre combustíveis? Até quando o cidadão vai pagar a conta?

RIGOROSAMENTE - Paguei rigorosamente em dia o meu Imposto de Renda, o IPTU, o IPVA, o ICMS, o Cide e todas as taxas possíveis e imagináveis. E cadê o meu retorno? O que me dão em troca? O custo-benefício nesta terra de Cabral é muito alto. Não há o esperado toma-lá-e-dá-cá. É jogo bruto.

COMO LIDAR - A educação brasileira teria e tem que ser mais pragmática. Menos definições e fórmulas e mais ensinamentos práticos para a vida. E olha que fui professor durante 40 anos. Por que estou escrevendo isso? É que o povo não aprende a lidar sequer com dinheiro. A maioria não sabe gastar: gasta mais do que arrecada, como se fosse o governo. Nas escolas em dado momento deveria ter uma disciplina que ensinasse educação financeira.

MESMICES - Prestem bem atenção no que falam os candidatos na propaganda obrigatória gratuita e nas milhares de inserções no rádio e na televisão. São mesmices. Nada mais do que irritantes mesmices. Mas argumentam e como argumentam que esta propaganda é necessária, porque de cada cinco eleitores, três não completaram o ensino fundamental.

UTOPIAS - “Salvador Dali(famoso pintor espamhol), disse uma vez que não era marxista, mas tinha simpatia pelo marxismo, porque Lênin declarou que, quando subisse ao poder, mandaria colocar torneiras de ouro nos sanitários públicos”. Estas são as famosas utopias marxistas propaladas antes da ascensão ao poder, depois é o que se viu na prática ao redor do mundo. Empulhações e nada mais.

EM BUSCA DA CAUSA - “A causa principal da corrupção, da criminalidade e de outras mazelas é a precariedade da educação religiosa. Esta(a religião não importa o credo) precisa ser revitalizada, com a observância dos Dez Mandamentos, para termos, como num passado não distante, a ordem, a honestidade e a paz social” Esta ao menos é a posição declarada de um cidadão. Se ele tem razão, são outros quinhentos. Há que convir que a formação do cidadão parte de casa, do lar, passa pela escola, pela convivência religiosa e desemboca na sociedade. Se o cidadão não tem esta base, dá nisso a que assistimos todos os dias.

SACOU? - “Será que mil perdem para um? O que nos falta é nos unirmos, para cada mil pegarem um. Não vamos dormir até acabarmos com eles”. Você não deve lembrar absolutamente quem é o autor dessa afirmação ameaçadora., que recentemente foi reafirmada numa palestra na Escola Superior de Guerra, que se dedica a altos estudos de política, estratégia e defesa. Vou, pois, refrescar-lhe a memória: a frase foi dita, no dia 23 de junho de 2003, no município de Canguçu, pelo coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, para açular os invasores. Belo incentivo!

CRESCER É PRECISO - O próximo presidente vai enfrentar um desafio tão espinhoso ou maior do que os anteriores, ou seja, inserir o Brasil num ciclo de crescimento. Na opinião de economistas, empresários e analistas este deverá ser o foco principal das ações do próximo presidente na área econômica. Sem investimento no setor produtivo, vamos lembrar, não haverá desenvolvimento. É o que está se vendo e foi o que se viu nas administrações mornas dos últimos anos. E crescer é preciso, do contrário, virá o sucateamento e o desemprego em massa.

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