FMI em
Crise
Juliane
Kunz; Bolsista PET/Economia.
O
Fundo Monetário Internacional está perdendo força
no mercado mundial. O organismo, criado 62 anos atrás,
vive uma nova fase. Devido a estabilidade macroeco-nômica,
os países latino americanos diminuíram significativamente
suas dívidas com o Fundo. A carteira global de investimentos é a
menor desde a década de 80.
Será o fim do FMI?
O FMI surgiu em 1944 nas reuniões de Bretton Woods, nos
Estados Unidos. Sua principal função era garantir
o bom funcionamento do sistema financeiro mundial pelo monitoramento
das taxas de câmbio e da balança de pagamentos, através
de assistência técnica e financeira. Porém,
a partir década de 70, o Fundo tem atuado no sentido de
socorrer os países em dificuldades.
A atual estabilidade macroeconômica da América Latina,
combinada com o clima externo, possibilitou que as necessidades
do financiamento sejam menores. Em dezembro de 2005, o Brasil e
a Argentina colocaram em dia o pagamento de suas dívidas,
devolvendo ao Fundo US$ 15,5 bilhões e US$ 9,6 bilhões,
respectivamente.
A carteira de investimentos do FMI é a menor desde a década
de 80, com US$ 35 bilhões. Os empréstimos solicitados
ao FMI por ano caíram bruscamente. Entre 2002 e 2005, a
queda foi superior a 90%, passando de US$ 345 bilhões para
algo em torno de US$ 3 bilhões.
Diante do atual cenário mundial, o FMI mostra-se fragilizado.
O portfólio do Fundo é voltado a apoiar os países
em tempos de crise. Por isso não pode-se dizer que este
momento é o fim do FMI, pois os países que hoje festejam
os pagamentos de sua dívidas podem enfrentar problemas no
futuro.
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