Ano XVIII - EDIÇÃO 916
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TRÊS DE MAIO

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Liquidações com até 50% de desconto
Consumidor pode adquirir produtos de qualidade até pela metade do preço

Queima de estoque, período de férias e final de estação justificam as liquidações do comércio três-maiense. Nesta época é comum ver vitrines oferecendo promoções com descontos convidativos. Na loja Primeira Edição, os preços caíram em 30% em todas as mercadorias, e nos calçados, bolsas e saias jeans, tem 50% de desconto no pagamento à vista. Segundo a proprietária, Alessandra Reinehr, a liquidação serve para vender os artigos que não saíram durante o ano. “Prefiro liquidar a ficar com mercadoria estocada”, afirma. A liquidação se estende até metade de fevereiro, quando virão coleções novas.
Já Denise Nedel, proprietária das Lojas Denise, separou, no início de janeiro, mercadorias que estão mais tempo na loja e colocou um preço especial, R$ 19,90, 29,90 e 39,90, sendo que parte delas ficaram abaixo do custo. Denise é contra as liquidações em todas as mercadorias logo após as vendas de Natal. “Acho que o ideal seria liquidar os artigos de verão somente em fevereiro, mas me vi obrigada a colocar descontos em todas as mercadorias na segunda quinzena por causa da concorrência.” Denise ressalta que esses descontos, no início do ano, é um fator negativo para o próximo Natal. “Acho que deveria partir da ACI, ou um acordo entre as empresas do ramo para estipular as datas das liquidações.”
Na CH Modas os preços também estão convidativos. Todos os artigos de verão estão com desconto de 50%. “Um conjunto social que antes custava cerca de R$ 300,00 pode ser levado para casa por menos de R$ 150,00”, diz uma cliente satisfeita com a promoção.

Em alguns setores as vendas caíram
em até 50% em 2005

Setor de móveis e insumos agrícolas tiveram as maiores perdas

Segundo o secretário executivo da ACI –Sindilojas, Wilson Wachter, o ramo de confecções e o comércio em geral venderam praticamente o mesmo valor que o ano passado, tendo uma redução máxima de 5% a 8%, sem a inflação. Porém, há setores em que a queda foi maior, como o de móveis e também do setor agrícola. “Foi bastante sofrido este ano, alguns empresários dizem que a queda, em certos produtos, foi de 50%”, afirmou Wachter.
Outro fator que prejudicou as vendas, segundo a empresária Denise Maria Nedel, foi a frustração da safra, o clima e também as condições precárias das estradas da região. “Tenho muitos clientes de outros municípios que não vieram para Três de Maio devido aos buracos da 472. Isso nos prejudicou muito”, completou.
Na área de produção de derivados de leite, de remédios e rações, as vendas foram positivas e surpre-enderam alguns comerciantes. “A agricultura procurou alternativas e teve um resultado positivo”, completou Wachter.


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