| Liquidações
com até 50% de desconto
Consumidor
pode adquirir produtos de qualidade até pela metade do
preço
Queima
de estoque, período de férias e final de estação
justificam as liquidações do comércio
três-maiense. Nesta época é comum ver vitrines
oferecendo promoções com descontos convidativos.
Na loja Primeira Edição, os preços caíram
em 30% em todas as mercadorias, e nos calçados, bolsas
e saias jeans, tem 50% de desconto no pagamento à vista.
Segundo a proprietária, Alessandra Reinehr, a liquidação
serve para vender os artigos que não saíram durante
o ano. “Prefiro liquidar a ficar com mercadoria estocada”,
afirma. A liquidação se estende até metade
de fevereiro, quando virão coleções novas.
Já Denise Nedel, proprietária das Lojas Denise, separou,
no início de janeiro, mercadorias que estão mais
tempo na loja e colocou um preço especial, R$ 19,90, 29,90
e 39,90, sendo que parte delas ficaram abaixo do custo. Denise é contra
as liquidações em todas as mercadorias logo após
as vendas de Natal. “Acho que o ideal seria liquidar os artigos
de verão somente em fevereiro, mas me vi obrigada a colocar
descontos em todas as mercadorias na segunda quinzena por causa
da concorrência.” Denise ressalta que esses descontos,
no início do ano, é um fator negativo para o próximo
Natal. “Acho que deveria partir da ACI, ou um acordo entre
as empresas do ramo para estipular as datas das liquidações.”
Na CH Modas os preços também estão convidativos.
Todos os artigos de verão estão com desconto de 50%. “Um
conjunto social que antes custava cerca de R$ 300,00 pode ser levado
para casa por menos de R$ 150,00”, diz uma cliente satisfeita
com a promoção.
Em
alguns setores as vendas caíram
em até 50%
em 2005
Setor de móveis e insumos agrícolas
tiveram as maiores perdas
Segundo
o secretário
executivo da ACI –Sindilojas,
Wilson Wachter, o ramo de confecções e o comércio
em geral venderam praticamente o mesmo valor que o ano passado,
tendo uma redução máxima de 5% a 8%, sem a
inflação. Porém, há setores em que
a queda foi maior, como o de móveis e também do setor
agrícola. “Foi bastante sofrido este ano, alguns empresários
dizem que a queda, em certos produtos, foi de 50%”, afirmou
Wachter.
Outro fator que prejudicou as vendas, segundo a empresária
Denise Maria Nedel, foi a frustração da safra, o
clima e também as condições precárias
das estradas da região. “Tenho muitos clientes de
outros municípios que não vieram para Três
de Maio devido aos buracos da 472. Isso nos prejudicou muito”,
completou.
Na área de produção de derivados de leite,
de remédios e rações, as vendas foram positivas
e surpre-enderam alguns comerciantes. “A agricultura procurou
alternativas e teve um resultado positivo”, completou Wachter.
|
|